(...) concedemos que aquilo a que se chama correntemente amor, nomeadamente o desejo de satisfazer um apetite voraz com uma certa quantidade de carne humana, delicada e branca, não é de modo algum a paixão por que me bato. Isso será mais propriamente apetite; e como nenhum glutão reluta em aplicar a palavra amor ao seu apetite e em dizer que adora este ou aquele prato, assim também o amante desta espécie pode, com igual propriedade, dizer que lhe apetece esta ou aquela mulher.
HENRY FIELDING, In. Tom Jones (1749)
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