sábado, 3 de fevereiro de 2007

recebi este e-mail, que aqui publico

à atenção de André Benjamim, Caro/a amigo/a, O voto, tal como muito bem o entende o sistema democrático da República Portuguesa, é individual e secreto; e é assim que a posição tomada por cada cidadão, em qualquer sufrágio, pode ficar completamente desconhecida dos demais e assim permanecer definitivamente, se essa for a sua vontade. Com a chamada intenção de voto tudo se passa do mesmo modo e ninguém pode ser forçado a desvendá-la a quem quer que seja, sob que pretexto for. No momento actual, afigura-se-me contudo importante tornar público que a minha intenção de voto para o próximo referendo vai claramente no sentido da resposta favorável à questão que aí nos vai ser perguntada, nos exactos temos em que ela será formulada, ou seja, à interpelação "concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" assinalarei, sem qualquer hesitação, a resposta «sim» ! Das muitas razões que eu poderia aduzir em abono daquela minha posição deixo aqui apenas dois, por se terem tornado fáceis de ilustrar: (1) a manifesta inoperância da actual legislação que regula a IVG, leia-se a sua completa desarticulação com a sensibilidade e a vivência da actual sociedade portuguesa; (2) os altos riscos que acarreta a interrupção voluntária da gravidez quando, por força da clandestinidade a que está legalmente obrigada, é feita em condições precárias e envolvendo grandes riscos. O primeiro argumento foi excelentemente ilustrado na charla (do «Gato Fedorento») que se pode ver/ouvir aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Rf-9SqZ6V80 O segundo mereceu a notável e dramática ilustração (realização de Joana Seixas) que se pode encontrar aqui:

No próximo dia 11, de acordo com a minha consciência livre, vou votar pela liberdade de consciência dos meus concidadãos. Aqui, deixo o meu apelo para que, nesse mesmo dia, faça como eu e vote de acordo com a sua consciência. Saudações do Luis Mateus

1 comentário:

  1. É preciso saber que a “Carta à minha Mãe” que andou a ser distribuído nos infantários do Centro Paroquial da Anunciada em Setúbal é um atentado à inteligência e tem país pois é da responsabilidade da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, da Associação Católica dos Enfermeiros e Profissionais de Saúde, dos Centros de Preparação para o Património – CPM Portugal e das Equipas de Nossa Senhora, conforme se lê no folheto.

    E entretanto sabe-se que estas organizações católicas são coordenadas ao mais alto nível pelo patriarcado, conforme está seu próprio site:

    http://www.patriarcado-lisboa.pt/vidacatolica/vcnum20/3_13_DocVigGer_distrib_trab_%20Bispos_e_Vig_gerais.doc

    Vê-se que é o próprio Cardeal Patriarca que coordena as Associações dos Médicos e dos Enfermeiros e que é o D. Tomaz da Silva Nunes que tem a responsabilidade dos Centros de Preparação para o Matrimónio e das Equipas de Nª Senhora.

    E lembro que pertence à Associação dos Médicos o tal dr. João Paulo Malva e aos Cursos de Nª Srª o Fernando Santos, duas das estrelas da Plataforma do Não, e aí companheiros entre muitos outros do Alexandre Relvas, António Bagão Félix; António Gentil Martins; António Lobo Xavier; Luis Nobre Guedes; Maria José Nogueira Pinto;
    Nuno Morais Sarmento; Nuno Rogeiro; Teresa Venda; e da Zita Seabra!

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