sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

(a mário de sá-carneiro)


Há dentro de nós
sempre a balouçar
um balouço, voz
sem poder gritar.

P'ra um lado o fim,
o abismo, precipício...
N'outro a vida assim
(ou só um indício):

Sempre igual, igual...
Cada um calado,
sabendo o seu mal.
Não ser desejado...

2 comentários:

  1. obrigado por me teres recordado um poeta de que tanto gosto.

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  2. de nada amigo, de nada... também gosto muito... Abraço

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