terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Insónia




Penso no teu corpo, na minha cama fria
Estendido noutra cama distante
Penso no teu corpo, numa cama distante
Estendida, deixas a minha cama fria

Na minha cama fria, penso no teu corpo
Noutra cama quente estendido
Abraça outro homem, o teu corpo
Que me deixou aqui estendido

Na minha cama fria, a pensar no teu corpo
A pensar no tempo que não volta jamais
Imagino-te a beijar outro corpo,
E sinto os lábios que não voltarão jamais

Penso no teu corpo, fremindo de prazer
Numa cama estranha, fremindo
Envolto nos lençóis, fremindo de prazer
Abraçando outro corpo, fremindo

Estranhos amplexos, estranhos beijos
Lasciva, contra outros lábios
Gemendo de prazer, estranhos desejos
Murmurados pelos teus lábios

Numa cama distante, o teu corpo
E eu aqui sozinho, a pensar em ti,
Na minha cama fria, a pensar no teu corpo
Exausto noutra cama, e eu a pensar em ti

Na minha cama, entrega-te, mata-me
A pensar em ti até ficar exausto...

2 comentários:

  1. Encontrei hoje este teu blog.
    Gosto muito.
    E é neste post, com um poema tão belo, como pessoal, que te estou a comunicar isto mesmo.

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  2. olha olha, cheguei ao teu primeiro comentário no meu blog! Abraço.

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