quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Eusébio da Silva Ferreira (1942-1914)


Eusébio da Silva Ferreira, Mundial de Futebol 1966



Eram feitos extraordinários aqueles que ele me contava, de maneira que o Eusébio dos seus relatos mais me parecia uma personagem de banda desenhada que um ser humano; os remates indefensáveis, que fazia enquanto voava, as bolas chutadas a velocidades impossíveis, de ângulos impensáveis, o pânico de defesas e guarda-redes, que tremiam à sua aproximação, as chuteiras mágicas - Puma King - desenhadas especialmente para o nosso herói, as loucas corridas com a bola, corridas com que deixava equipas inteiras a vê-lo desaparecer no horizonte. O meu amigo sabia de cor os jogos do Benfica que, como eu, nunca tinha visto. Falava daquele Benfica, e do seu herói, Eusébio, com uma paixão que nunca utilizou para falar de absolutamente mais nada - e eram aos milhares as histórias mirabolantes que saíam da sua imaginação frenética - falava daquele Benfica, e do seu herói, O Eusébio, com um amor com que nunca utilizou para falar da sua paixão clubística, o Sporting. Foi graças a um Sportinguista que primeiramente tive contacto com as proezas do Eusébio, do meu Benfica.

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