quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Feliz Natal

(Cliquem na Imagem, mas não se assustem!)



Feliz Natal e Bom Ano Novo

Junto da Família, Amigos, Livros, e Chocolates - em redor duma Fogueira quentinha e uma Mesa farta.

Venho por este meio desejar um Feliz Natal a todos os meus amigos; espero que esta quadra vos encontre de boa saúde, junto daqueles que vos aquecem o coração, e iluminam os vossos dias. Que o Pai Natal seja generoso, na medida do possível; esperemos que lá pela Lapónia ainda não tenha chegado a «crise», mas que os ecos da palavra deixe as renas e os gnomos com disposição para abrirem os cordões à bolsa.

As mensagens de Natal não são o meu forte, mas é mais ou menos isto. Com mais um pouco de treino, chegarei à perfeição das mensagens dos gurus da auto-ajuda. Entretanto, espero que recebam esta mensagem com um sorriso nos lábios.

Votos de um Feliz Natal, e um Próspero Ano Novo,

do vosso amigo,

André Benjamim
(Bruno Miguel Monteiro)


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Dentro das minhas Cidades/ Já não sei quem é Ladrão/ Se o que anda fora de Grades,/ Se outro que está na Prisão.



Etelvina com seis meses já se punha de pé
Foi deixada num cinema depois da matinée
Com um recado na lapela que dizia assim:
''Quem tomar conta de mim,
quem tomar conta de mim
Saiba que fui vacinada,
Saiba que sou malcriada.''

Etelvina com dezasseis anos já conhecia
Todos os reformatórios da terra onde vivia
Entregaram-na a uma velha que ralhava assim:
''Ai menina sem juízo
nem mereces um sorriso
Vais acabar num bueiro
sem futuro nem dinheiro.''

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O Conto do Marinheiro* - Geoffrey Chaucer

Boys Playing on the Shore, Albert Edelfelt
Boys Playing on the Shore
Quadro de Albert Edelfelt

Em tempos havia um Mercador, em São Dinis,
Que por ser rico o julgavam sábio. 
Tinha uma esposa de beleza invulgar, 
Era alegre e gostava de confraternizar, 
Coisa essa que causa mais despesas 
Do que valem todos os cumprimentos afectados 
Que os homens fazem em festas e bailes. 
Tais reverências e composturas festivas 
São passageiras como uma sombra na parede. 
Mas infeliz daquele que por tudo tem de pagar! 
O tolo do marido sempre tem de pagar, 
Ele tem de vestir-nos, ele tem de enfeitar 
Os nossos corpos para a sua reputação enaltecer, 
Enquanto dançamos com toda a ostentação. 
E, se não puder pagar, como por vezes sucede, 
Ou não se submeta a tais extravagâncias 
Por pensar no seu dinheiro desperdiçado, 
Então outra pessoa terá de suportar a despesa 
Ou emprestar-nos dinheiro, o que é perigoso.

Geoffrey Chaucer, In. Contos da Cantuária

domingo, 7 de setembro de 2014

Inventa tudo

Invenção, Internet, Inspiração


Inventa tudo. Devemos inventar tudo porque a realidade é uma coisa que não existe. O que existe é a realidade da nossa imaginação. Sabes como é que eu vejo o Salazar, sabes?

BAPTISTA-BASTOS, In. O Cavalo a Tinta-da-China

sábado, 6 de setembro de 2014

Do Côa ao Távora na Guerra Peninsular, de Santos Gama


Sempre gostei de ganhar livros, seja em concursos, seja oferecidos, seja de que maneira for; lamento nunca ter roubado um livro - sinto que sou um leitor incompleto, enquanto o não fizer: até já se escrevem livros sobre personagens que roubam livros, e eu continuo sem ter roubado um. Nem sequer semi-roubado: devolvo todos os que me emprestam. Já o contrário... Ladrões de pechisbeque...

Precauções...

Precauções

sábado, 30 de agosto de 2014

«Montedor» de José Rentes de Carvalho

Montedor, Rentes de Carvalho
Capa de «Montedor»
de J. Rentes de Carvalho
O que acho que, neste momento ou neste ano, as pessoas descobrirão em Montedor é a aflição de querer sair do Inferno que Portugal era na altura [da sua edição], uma escuridão total nas pessoas; não havia futuro, não havia esperança. Hoje, talvez essa miséria do antigamente se renove, e talvez as pessoas, principalmente aquelas que têm 30 ou 40 anos e que não têm futuro ou se sentem desesperadas, encontrem nesse livro alguma coisa que lhes fale ao coração.
(...)
Eu não tinha qualquer hipótese de construir um futuro em Portugal, eu era rebelde, era mau, era intolerante, furioso... Tinha uma raiva grande, e sair de Portugal salvou-me, porque, se tivesse ficado, ia ser o protagonista de Montedor, o sujeito que está sempre à espera do que sonha e que nunca vai acontecer. Isso cria um desespero interior que é fatal para a pessoa.

J. Rentes de Carvalho, em entrevista ao Público, em Maio, aquando da 8.ª Edição da LeV - Literatura em Viagem. «Montedor» chega às livrarias a 05 de Setembro de 2014; as primeiras páginas podem ser lidas AQUI

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A Vida e Opiniões de Tristram Shandy, por Laurence Sterne

A história de Tristram Shandy é antes de mais a história da sua própria história, a narração da narrativa, uma longa linha que por vezes é esticada e reta, outras é emaranhada e retrocida, umas vezes anda rapidamente para a frente, outras vezes desvia-se, curva, volta atrás, ganha balanço, para depois continuar. Por vezes fala de si mesma, outras vezes entretém-se com outras histórias; como O Conto de Hafen Slawkenbergius (uma personalidade célebre que nunca existiu e que Sterne mistura com outras que foram reais; «hafen» significa “penico”, em alemão, e «slawkenbergius» significa “monte de esterco”). Discorre longamente sobre a importância dos nomes, do tamanho dos narizes, e de tudo o mais que se lembre; pode parecer, à primeira vista, que isto não faz sentido nenhum.