quarta-feira, 27 de julho de 2011

Moody's Avalia Isto!


Se conseguires!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sombras de Desenhos Animados

Sombras de Desenhos Animados - Clique para Ampliar

Recebi esta imagem por e-mail e achei-a engraçada. À primeira vista diria que era capaz de dizer o nome de todos os desenhos animados representados. Mas acabei por concluir que não sei o nome deles. De uns não me recordo, de outros não sei mesmo. Na imagem estão as sombras - ou silhuetas, penso que seja mais correcto - de vários desenhos animados famosos. Alguém sabe o nome deles todos?!


Podem encontrar-me também no blog: Ainda que os Amantes se Percam...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Banda Desenhada à Solta: Snoopy Parade Lisboa


O Beagle sexagenário mais famoso do mundo andará à solta na Avenida Duque D'Ávila, em Lisboa, entre 15 de Julho e 15 de Agosto. De seu nome Snoopy, este cão de raça Beagle foi criado por Charles Schulz em 1950 para a Banda Desenhada Peanuts. Na imagem acima aparece com o meu personagem preferido, o pássaro, ou antes passarinho, Woodstock, o seu melhor amigo. Esta Banda Desenhada, Peanuts, inclui ainda como personagem principal, Charlie Brown, o "dono" de Snoopy. Como personagens secundárias destacam-se: Franklin, Lucy van Pelt, Linus van Pelt, Peppermint Patty, e Sally Brown (os nomes são os originais, em Inglês).

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cidades Flutuantes

Cidades Flutuantes de Pedro Varela.


há cidades longínquas onde as ruas são oblíquas como os sonhos
com becos escuros e recantos húmidos que a noite encobre
com ruelas esguias e esquivas que o desejo domina
cidades aladas com cruzamentos inebriantes como o sexo
com veredas doces adormecendo e carreiros acres como o despertar
cidades invisíveis onde são as raparigas que contemplam os rapazes dormindo

há corpos escorregadios que se envolvem com gestos largos como as estradas que circulam as cidades
corpos que se acendem durante a madrugada e percorrem solitários as avenidas
onde prédios colossais e resplandecentes se erguem como o amanhecer

há fábricas cinzentas com chaminés de chumbo
nos arredores envergonhados como se escondessem segredos indizíveis
onde os finais de tarde são enublados como as manhãs
crepúsculos embaraçados como os rapazes tímidos que esperam os autocarros de mãos nos bolsos
e caem distraidamente nas entranhas do betão
atravessando as chaminés hirtas no horizonte absorto

(poema antigo)

chove lá fora
água escura

o meu olhar chora
e irrequieto procura

a luz que demora
a trazer brancura

(a noite é escura
e a chuva dura)

o meu ser implora
que não chova lá fora!

Moody's Cirles on Google +


Aqui está a prova de que ainda são só três os países europeus que aderiram ao Google +! Desconhece-se se a Moody's, ou alguma outra agência de rating, enviou convites aos restantes países. Talvez avisados que serão de imediato arrastados para o círculo do lixo da Moody's, poderão estar com relutância para aderir a esta nova plataforma.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Moody's Portugal


Após a classificação como junk (lixo), de Portugal por parte da empresa de notação financeira, rating, Moody's no passado dia 5 de Julho, vários protesto correm as redes sociais, nomeadamente o facebook - provavelmente a rede com mais utilizadores em Portugal. Além de vários eventos que incitam os utilizadores a enviar repetidamente e-mails de protesto contra esta decisão, existem também páginas onde os utilizadores podem deixar os seus desabafos, protestos, comentários, vídeos, imagens, links para blogs e notícias, mais ou menos fidedignas: Moody's ratings stink. moody's ratings are junk, e Fuck You Fitch. Fuck You Moody's. Fuck You Standard & Poor's. Para amanhã, Sábado, dia 9 de Julho, está marcado um protesto contra a Moody's, no Terreiro do Paço, em Lisboa. Entretanto, as Câmaras Municipais de Lisboa, Porto, e Sinta, suspenderam os contratos com a Moody's, esperando-se que muitas outras Instituições em Portugal venham a fazer o mesmo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Livros, 4


Também aqui, o indolente leitor, tal como o espectador, colhe grande proveito com esses prólogos e prefácios; porque, não sendo obrigados nem a ver uns nem a ler os outros, adiando assim a entrada no teatro ou o início da leitura, no primeiro caso dispõem de mais um quarto de hora para jantar, e no segundo caso têm a vantagem de começar a ler na quarta ou na quinta página em vez de começarem na primeira; o que não deixa de ter o seu interesse para as pessoas que lêem os livros com a única finalidade de poderem dizer que os leram, que é um incentivo muito mais comum do que se julga para a leitura; e é por esse motivo que não só os livros de direito e os livros de ciência, mas até as páginas de Homero e Virgílio, de Swift e Cervantes têm sido folheadas. 

Henry Fielding, In. Tom Jones [In. Livro décimo-sexto - Contendo o Espaço de Cinco Dias - Capítulo I - A respeito de Prólogos].


Podem encontrar-me no meu novo blog: Ainda que os Amantes se Percam...

Livros, 3


Desde que tenho consciência de existir, que tenho uma obsessiva atracção por livros; antes de mais pelo objecto; adoro agarrá-los, senti-los entre as minhas mãos, abri-los, folheá-los... e só depois pelo seu conteúdo; muitos dias - noites na maioria dos casos - gastei em leituras sôfregas e impetuosas. 

Se mais dinheiro tivesse, mais dinheiro gastaria em livros... mas chegou um momento em que começa a tornar-se um grande problema... em primeiro lugar, já não tenho espaço em casa onde os colocar; as estantes estão repletas, com duas filas, e com livros deitados sobre elas... mas o pior, em segundo lugar, é que a percentagem de livros que tenho e que ainda não li começa a ser, digamos, perigosamente grande; de tal modo que o número dos livros que tenho e ainda não li está muito próximo daqueles que tenho e li... então, impus a mim mesmo que não compraria mais nenhum livro enquanto não lesse pelo menos 70% daqueles que tenho para ler... sou cada vez mais um bibliómano, e cada vez menos um leitor... 


Podem encontrar-me no meu novo blog: Ainda que os Amantes se Percam...

Curiosidade: um Livro é uma publicação não-periódica, que reúne folhas impressas, organizadas em cadernos agrafados ou cosidos, ou coladas formando um bloco, ligadas a uma capa flexível ou rígida, podendo também apresentar-se em folhas ou cadernos soltos dentro de envelope, caixa, ou estojo. Distingue-se do folheto por apresentar maior número de páginas. Segundo as normas da UNESCO, considera-se livro a publicação com mais de 48 páginas.

Prémio Literário Manuel António Pina


Encontram-se abertas até 30 de Setembro de 2011 as candidaturas à 2ª Edição do Prémio Literário Manuel António Pina. 

Mais informações no meu novo blog Ainda que os Amantes se Percam.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Livros, 2


Não tenho tempo para ler todos os livros que... Tempo até tenho, o que não tenho é disponibilidade, ando cansado, sem vontade de nada, sem vontade de ter vontade... E para que hei-de ler? Há quem diga que ler nos torna pessoas melhores... Não, não que ler nos torne pessoas melhores; embora exista essa ideia-feita que as pessoas que lêem são melhores pessoas; talvez mais cultas, no sentido de mais conhecedoras; talvez com um amplo e vasto léxico, ainda que muitas vezes sirva somente para disfarçar a vacuidade do pensamento, enfeitando o discurso com belos e sonantes vocábulos, daqueles de cinco milhões, mais caros que uma biblioteca; mas melhores pessoas?

Diferentes, talvez. É possível que sim. É impossível saber. Não sei quem seria, como seria, se não lesse. Talvez fosse exactamente a mesma pessoa; impossível saber. Porque afinal só temos uma vida, e todas as nossas experiências são únicas e irreplicáveis.

De cada vez que lemos um livro é a primeira vez que o lemos, mesmo aqueles que relemos. Mesmo aqueles que relemos em busca de uma sensação que julgámos invadir-nos, que julgámos capaz de nos melhorar, e afinal ficou tudo na mesma. Porque um livro é só um livro, e uma pessoa é só uma pessoa. E como todos intuímos, uma pessoa não é uma coisa a tender para o bom. De vez em quando dá-se o caso... Dá-se o caso de livros e pessoas se cruzarem, e de durante esse feliz encontro darem um sentido à sua existência. E pressentir um sentido para existir é meio caminho para ser. Melhor, quem sabe...

Podem encontrar-me no meu novo blog: Ainda que os Amantes se Percam...

Curiosidade: Não se deve fumar ao pé dos livros; o fumo entra em reacção com o papel, acelerando o processo de envelhecimento.

Livros


Amigos, conhecidos, e afins, que entram no meu quarto, perguntam-me, por estas ou por outras palavras, se já li todos os livros que entopem as estantes encostadas às paredes; quando lhes respondo que ainda não li mais de metade dos livros que ali tenho, perguntam-me porque é que continuo a comprar livros, se tenho tantos livros por ler...

É neste ponto que, sem saberem, roçam o âmago da questão sem, contudo, lhe tocarem. É que na verdade, não são livros por ler que tenho no meu quarto: são livros para ler!

Apenas não tiveram ainda o seu momento, a sua oportunidade, a sua hora! Eu não compro, nunca hei-de comprar, livros por ler; compro livros para ler! Talvez eu nunca venha a ter o momento, a oportunidade, a hora de os ler... Talvez... Talvez um dia alguém, que não eu, os venha a ler, talvez.. Porque os livros são para isso, para ler!

Podem encontrar-me no meu novo blog: Ainda que os Amantes se Percam...

Curiosidade: Para uma boa conservação do papel, do ponto de vista químico e físico, aconselha-se que os livros sejam mantidos num ambiente com temperatura entre 18ºC e 22ºC, e com uma humidade relativa entre 50% e 60%.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Alice do Outro Lado do Espelho de Lewis Carroll

Lewis Carroll literatura fotografia non-sense Charles Lutwidge Dodgson Alice no País das Maravilhas

- Tenho muito prazer em levar-te comigo! - disse a Rainha. - Pago-te dois vinténs por semana e geleia nos outros dias.
Alice não pode deixar de se rir ao responder:
- Eu não quero que me contrate... E não estou interessada na geleia.
- Mas a geleia é muito boa - disse a Rainha.
- Bem, mas de qualquer modo hoje não quero geleia.
- Mas não a terias mesmo que a quisesses - respondeu a Rainha. - A regra é: geleia amanhã e geleia ontem... Mas nunca geleia hoje.
- Mas de vez em quando tem de haver «geleia hoje» - objectou Alice.
- Não, não é possível - respondeu a Rainha.
- Só geleia nos outros dias. Hoje não é nos outros dias, percebes?
- Não a percebo. É tudo tão confuso! - disse Alice.
- É o resultado de viver para trás - afirmou a Rainha com delicadeza. - A princípio, fica-se sempre tonto...
- Viver para trás! - repetiu Alice muito admirada. - Nunca ouvi falar de tal coisa!
- ...Mas tem uma grande vantagem: é que a nossa memória funciona nos dois sentidos.
- Tenho a certeza de que a minha só funciona num sentido - replicou Alice. - Não posso lembrar-me das coisas antes delas acontecerem.
(...)
Oh, oh, oh! - gritava a Rainha, abanando a mão, como se quisesse que ela caísse. - O meu dedo está a deitar sangue! Oh, oh, oh!
De tal modo os seus gritos se assemelhavam ao silvo de uma máquina a vapor que Alice teve de tapar os ouvidos com as mãos.
- O que se passa? - perguntou, assim que teve oportunidade de fazer-se ouvir. - Espetou alguma coisa no dedo?
- Ainda não espetei nada - respondeu a Rainha -, mas daqui a pouco vou espetar... Oh, oh, oh!
- Quando espera que isso aconteça? - perguntou Alice, quase a desatar-se a rir.
- Quando eu apertar o xaile outra vez, o broche vai abrir-se - gemeu a pobre Rainha. - Oh, oh, oh!
No mesmo instante em que pronunciou estas palvras, o broche abriu-se e a Rainha apertou-o com força, tentando fechá-lo de novo.
- Tenha cuidado! - gritou Alice. - Está a entortá-lo!
E tentou agarrá-lo, mas era tarde demais: o alfinete soltou-se e a Rainha picou dedo.
- Isto é que provocou a hemorragia, percebes? - disse a Rainha a Alice com um sorriso. - Agora já percebes como é que as coisas se passam aqui.
- Mas por que não grita agora? - perguntou Alice, preparando-se para pôr de novo as mãos nos ouvidos.
- Ora, porque já gritei - respondeu a Rainha. - De que me serviria recomeçar?

Pena Capital de Mário Cesariny

Mário Cesariny poeta pintor  
poema  

Tu estás em mim como eu estive no berço  
como a árvore sob a sua crosta  
como o navio no fundo do mar

  O Operário Mário Cesariny pintura

"poema" - Mário Cesariny, in. Pena Capital (Assírio & Alvim, 2004, 3.ª edição, aumentada).

Ao cimo:

Fotografia de Mário Cesariny.

Quadro: O Operário (1974), pintura de Mário Cesariny.  

Irei Cuspir-vos nos Túmulos - Boris Vian*

Boris Vian Baron Visi Hugo Hachebuisson Brisavion writer poet musician non-sense literature books livros literatura escritor foto poeta músico cantor dramaturgo crítico
Sentia-o junto à coxa, pesado e frio como um animal morto. O bolso e o cinto pendiam com o peso e, a camisa, do lado direito, tufava sobre as calças. O impermiável impedia que se visse, mas de cada vez que estendia a perna, o tecido ganhava um grande vinco e isso toda a gente notava. O mais sensato era seguir por outro caminho. (...) Chocou com um ciclista que dava a volta sem avisar. O pedal arrancou-lhe a dobra das calças e lacerou-lhe o tronozelo. Quando sentiu que ia cair, estendeu as mãos para a frente, ao mesmo tempo que soltava um grito de terror. Vieram ambos estatelar-se no hão enlameado. A pouca distância, havia um chui. Cláudio Leão livrara-se da bicicleta, mas o tornozelo doía-lhe horrivelmente. O ciclista tinha um pulso torcido e, com sangue a espirrar-lhe do nariz, insultava Cláudio e Cláudio começava a encher-se de cólera, o coração batia-lhe, sentia um calor descer-lhe pelas mãos ao passo que o sangue circulava optimamente, latejava no tornozelo e na coxa e levantava o tira-teimas a cada pulsação. Nisto, o ciclista lança-lhe o punho esquerdo à cara e Cláudio faz-se ainda mais pálido. Mergulha a mão no bolso, tira o tira-teimas. Dá-lhe vontade de rir, porque o ciclista balbucia e recua; sente um choque horrível na mão e o cacete do chui a baixar. O chui apanha o tira-teimas, agarra Cláudio pela gola.Cláudio já não sente nada na mão. Volta-se de repente, estende a perna direita, visa o baixo-ventre do chui que se dobra em dois e larga o tira-teimas. Cláudio, com um grunhido de prazer, corre a apanhá-lo, e descarrega-o em seguida cuidadosamente sobre o ciclista, que leva as mãos à cintura e senta-se devagarinho fazendo âââh... mesmo lá do fundo da graganta. O fumo dos dois cartuchos cheirava bem e Cláudio soprou no cano como vira fazer no cinema; voltou a meter o tira-teimas no bolso e deixou-se cair em cima do chui. Queria dormir.

Confissões de uma Máscara de Yukio Mishima

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Quando um rapaz de catorze ou quinze anos descobre que a sua inclinação para a introspecção e a análise de si próprio é mais nítida que nos rapazes da sua idade, é invitável a tentação de pensar que é mais maduro do que eles. No meu caso, um tal raciocínio era completamente errado. Na realidade, os outros rapazes não sentiam a necessidade de se compreenderem, porque podiam ser naturais, enquanto eu tinha que desempenhar um papel, o que exigia uma atenção e um discernimento consideráveis. Da mesma forma, não era a minha maturidade de espírito, mas o meu sentimento de mal-estar e a minha incerteza, que me obrigavam a exercer vigilância sobre o meu eu consciente. Porque uma tal consciência de mim era apenas um passo para a aberração e a minha maneira de pensar actual tão-só a expressão de uma conjectura incerta e aleatória. (p. 114) Nessa noite, depois de chegar à nossa casa dos arredores, comecei, pela primeira vez na minha vida, a encarar seriamente a hipótese de me suicidar. Mas, pensando bem, esta ideia pareceu-me extremamente enfadonha e acabei por decidir que seri um acto profundamente ridículo. Por disposição natural, tinha sempre relutância em dar-me por vencido. Além do mais, disse para comigo, é inútil ser eu a cometer esse acto decisivo, com tantas maneiras de morrer aqui mesmo, à minha volta: a morte durante um raid aéreo, a morte no meu posto, a morte no serviço militar, a morte no campo de batalha, a morte num desastre de automóvel, a morte por doença. Era indubitável que o meu nome já estava inscrito numa dessas listas; e um condenado à morte não se suicida. Não, qualquer que fosse o ângulo de abordagem, não me parecia que os tempos estivessem para suicídios. Seria melhor que algo me fizesse o favor de acabar comigo. O que, em última análise, é o mesmo que dizer que estava à espera que algo me fizesse o favor de me manter vivo. (p. 207)

Queer de William Burroughs

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O rapaz era louro, de rosto magro e fino, sardento, sempre um pouco rosado à volta das orelhas e no nariz, como se tivesse acabado de se lavar. Lee nunca tinha conhecido ninguém com ar tão limpo como Carl. (p. 27) Moor era um rapaz louro e magro que, habitualmente, era um pouco lento. Tinha olhos azul-claros e pele muito branca. (...) Parecia uma criança, mas, ao mesmo tempo, um homem prematuramente envelhecido. (p. 31) - O que há? - Perguntou Lee. - Não muita coisa. Excepto que alguém roubou a minha máquina de escrever. Sei quem ma roubou. Foi aquele brasileiro ou o que quer que ele é. Tu conheces... o Maurice. - Maurice? Aquele com quem andaste a semana passada? O lutador? - Esse é o Louie, o professor de ginástica. Não, este é outro. O Louie decidiu que todo este género de coisas é muito mau e disse-me que eu vou parar ao inferno, mas que ele vai para o céu. (pp. 37-38) Lee tirou-lhe os sapatos e as meias. Desapertou-lhe o cinto e desabotoou-lhe as calças. Allerton arqueou o corpo e Lee puxou-lhe as calças e as cuecas. Tirou as suas próprias calças e cuecas e deitou-se ao lado de Allerton. Allerton reagiu sem hostilidade nem repugnância, mas Lee apercebeu-se de uma curiosa indiferença reflectida nos seus olhos, a calma impessoal de um animal ou de uma criança. (p. 67) Obrigou-se a aceitar os factos. Allerton não era suficientemente homossexual para tornar possível uma relação recíproca. A afeição que sentia por ele irritava-o. Como muita gente sem nada para fazer, ressentia-se quando lhe roubavam tempo. Não tinha amigos íntimos. Detestava encontros marcados com antecedência. Não gostava de sentir que alguém esperava algo dele. Queria, tanto quanto possível, viver sem presões exteriores. (p. 80)