segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O SILÊNCIO ENSURDECEDOR


Ao silêncio ensurdecedor daqueles que se calam, daqueles que temem, dos cobardes, que - como dizia William Shakespeare - morrem muitas vezes antes de morrer, temos o dever de responder com um grito, um berro a plenos pulmões. 

Porque o silêncio é complacente com as injustiças, as intrigas, a mediocridade. Porque os cobardes vivem da maledicência, da intriga, do atemorizar dos fracos, devemos ser firmes e fortes perante eles. Porque os cobardes são fortes com os fracos, fracos com os fortes.

Pior que um energúmeno utilizar o seu pequeno poder, escudado de torpes lacaios, legitimado por caciques e indiferença, na Assembleia Municipal, de uma capital de distrito, de um país que se auto-denomina democrático, para denegrir e enxovalhar um cidadão - pior que isso é a complacência e o silêncio da grande maioria dos restantes deputados municipais.

Pode parecer surreal, pode parecer um história saída de um romance do realismo fantástico sul-americano, mas é real, e está a acontecer na Assembleia Municipal da Guarda.

Imagem: retrato de Américo Rodrigues (director artístico e financeiro do Teatro Municipal da Guarda), feito por Alexandre Gamelas.