domingo, 18 de abril de 2010

DA LIBERDADE (II)

Outra consequência dos momentos que vivemos pode ser mais medo? Acho que sim. Se há uma escala, onde cabe o receio, o medo, o terror, acho que hoje já se vive muito com receio de perder o emprego, a casa, de perder um amigo, de ser incomodado, de se despedir...

Do que se diz? Sim, sim, sim, sim! E sinto que as pessoas dizem mesmo que é preciso prudência no que se diz, no que se faz, porque temem represálias. Há duas ou três décadas havia menos receio, havia mais esperança.

Sente-se feliz? Sou simultaneamente feliz e insatisfeito. Só os adolescentes acham que não há contradições na vida. Nunca posso ser inteiramente uma coisa.

E livre? Tento ser. Nunca se consegue sempre. A minha obsessão quotidiana é a liberdade individual, não depender de ninguém.


Excertos da entrevista a António Barreto, realizada por Sílvia de Oliveira e Filipe Paiva Cardoso, publicada no jornal i

3 comentários:

  1. Gostei muito da penúltima resposta mas a última desiludiu... Porque a concepção de liberdade acaba por ser bastante redutora e muito pouco realizável.



    Stay Well

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  2. Ei!
    Passando pra conhecer seu espaço...
    interessante.
    Vou passear mais e volto pra comentar.
    Se passar no meu canto vou adorar.
    Bjins entre sonhos e delírios

    Pode escolher entre os 3 ou não...
    ttp://reflexodalma.blogspot.com/

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