quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ANTIDEPRESSIVOS*



O melhor antidepressivo ainda é: três horas de conversa burguesa entre amigos ávidos por dizer a melhor frase da noite.


*Título do post e texto acima do blog Sete Sombras, de Pedro Lomba. Um blog Fantástico! Cheguei lá através deste post: O meu melhor amigo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PATÉTICO!


Erro de casting! Calou-se quando devia ter falado; falou quando devia estar calado; Cavaco Silva ultrapassou «os limites do tolerável e do decente». É caso para perguntarmos «Porquê toda esta manipulação?»











Declaração de Interesses: Fui apoiante de Manuel Alegre, e voltaria a apoiar Manuel Alegre, e volterei a apoiar Manuel Alegre se se candidatar à Presidência da República.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

2666


Até há poucos meses nada sabia sobre este autor, Roberto Bolaño, que terá escrito até ao último suspiro, febril e compulsivamente, talvez angustiado, o livro 2666. Nada sabia significa que nem o nome conhecia. Porém, nos últimos meses não houve autor ou obra alguma sobre a qual tenha lido mais posts, crónicas, notícias. Nunca tinha dado conta de tanto marketing, publicidade, até entusiasmo, em torno da publicação de um livro. A obra deve ser boa (genial até, palavra ingrata entre a elite artística), tão boa que leva a que a apregoam os críticos literários aquém e além fronteiras. Isto tudo para dizer que vou comprar o tal romance com mais de mil páginas de que tanto se escreve na blogosfera. Não porque de há uns meses para cá tenha ficado a saber alguma coisa sobre este segredo bem guardado da literatura latino-americana, mas porque não quero ficar fora do grupo daqueles que vão conhecer o segredo - se é que é possível conhecer-se um segredo - vou comprar amanhã o 2666, e principalmente porque livros com mais de mil páginas sempre me seduziram.

sábado, 26 de setembro de 2009

COINCIDÊNCIA?


O ortodoxo e ultraconservador Joseph Ratzinger fará tenções de visitar Portugal no próximo ano, aquando das celebrações do 13 de Maio. Joseph Ratzinger é o discípulo de Adolf, eleito representante dos auto-intitulados herdeiros da filosofia de Cristo - fosse Jesus filho de Deus, a história seria outra - como se a filosofia de Cristo fosse pertença de alguém ou de algum grupo - enfim, filosofia que ao longo de séculos tem sido capitalizada (e capitalizada é a palavra mais correcta) para defender - e pior, praticar! - as mais bárbaras das barbaridades - contra a própria filosofia.
O homem que é contra o uso do preservativo, que tudo fez para branquear as violações de crianças por parte de elementos dessa obscura congregação que se dá pelo nome de Igreja Católica, que se manifesta contra o estudo e utilização de técnicas científicas que poderão representar a fertilidade e felicidade de milhões de pessoas, que se manifesta contra as os políticos que legislam a descriminalização do aborto, o acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, ou o divórcio. O homem que nos seus delírios religiosos está convencido que a Igreja Católica é a única que salva - essa que ao longo de séculos tem condenado com palavras, actos, e omissões - para citar o catecismo dessa mesma Igreja - tantos seres humanos à infelicidade, à tristeza, à morte. Esse homem tenciona visitar Portugal no próximo ano.
Parece que são quatro os países que tenciona visitar, e Portugal é um dos escolhidos - diz-se, na sequência do convite efectuado por Cavaco Silva em 2008 - ou do convite endereçado por José Sócrates em 2005. Tanto tempo para aceitar ou declinar um convite (ou dois)? Ou será porque a Esquerda se prepara para vencer as Eleições Legislativas... e no programa do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista está contemplado aquilo que sói chamar-se casamento homossexual?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

BÚSSULA ELEITORAL

Fui ao site Bússula Eleitoral, ver se acertavam comigo. Eis os resultados, aqui a baixo:



Noutra análise:



Quanto a esta segunda imagem, tenho a dizer que não concordo! É impossível que eu concorde em 48,2% com o PNR, ou em 47,3% com o CDS-PP. Ou com o Manuel Monteiro e essa treta do PND. E em 54,5% com o PSD?!

PRÉMIO «INSIDES»

Photobucket

Nelson, parabéns pelo aniversário, e obrigado pelo troféu!

domingo, 20 de setembro de 2009

SOBRE A CAMPANHA ELEITORAL


Tenho lido por aí que entrámos numa fase da campanha eleitoral em que o discurso dos principais partidos se rege pela batuta dos fantasmas, só ainda não percebi com que fantasma é que se tenta assustar o eleitorado (sempre quis escrever esta palavra num post); é um fantasma do passado, do presente, ou do futuro? É um fantasma de cuecas rotas? É um fantasma interior ou exterior? Recordo-me que também a certa altura d' "As Aventuras de Tom Sawyer" aparecia na narrativa um fantasma... E que nem Arthur Conan Doyle se coibiu, nas aventuras do seu famoso detective, a mais racional das personagens literárias, Sherlock Holmes, de deixar no ar a suspeita de possíveis forças esotéricas a interferir nas humanas narrativas - não será por acaso que o homem acabou a escrever livros sobre espiritismo.
Enfim, fait-divers para desanuviar os leitores naqueles momentos em que a narrativa se começa a tornar monótona e há que prender os leitores... Ou deverei antes dizer eleitores?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"EMBORA O INSTANTE DE UM MILAGRE SEJA COMO UM RELÂMPAGO SEM FIM"*



Não, não esqueças nunca
Que num único momento
A vida, a morte, o amor
Começa. Uma lembrança
Que fica para sempre.
Os amigos que ficaram,
Os que partiram, o amor
Que esperámos. A saudade,
Aquele dia que lembramos,
Ainda. Quando chega o sono
Adormecemos nos braços
Que ainda sentimos quando
Pensamos naquele instante.

*Verso de Dylan Thomas, do poema "O Casamento de uma Virgem"

**Foto de Filipe Ramos

terça-feira, 15 de setembro de 2009

MIGUEL VALE DE ALMEIDA - CONVENÇÃO NACIONAL PS




Visto no blog do meu amigo blogosférico ANDRÉ! aproveito a ocasião para mais uma vez reafirmar a minha vontade, e na pequena medida em que me é possível, empenho na vitória do Partido Socialista nas próximas eleições, Legislativas e Autárquicas. De facto os últimos tempos têm sido, a nível pessoal, de tumulto interior. O que me deixa fatigado e desgastado, perdoem a redundância, e conduz a que a minha pro-actividade, seja em que objecto for, seja pequena, para não dizer minúscula. Talvez se surpreendam amigos e conhecidos. Pela segunda vez desde que voto não apoiarei o Bloco de Esquerda - embora torça interiormente para que tenha um bom resultado. A primeira foi aquando das últimas Presidenciais, em que apoiei e votei em Manuel Alegre. Óbvio, demasiado óbvio, o móbil. É claro que o governo do Partido Socialista me desapontou em algumas questões, duas em especial: a não realização de referendo sobre o Tratado de Lisboa, e a não aprovação do Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo. Afinal duas cobardias flagrantes de um Governo que defendeu com coragem as suas propostas ao ponto de por vezes parecer arrogante, ou chagar a sê-lo. Uma, cobardia externa: entendo que para o Governo levar a referendo o Tratado de Lisboa representava uma enorme afronta para com os restantes parceiros europeus, que se comportaram aliás, nesta questão, de modo muito pouco democrático. Apenas a Irlanda, e por impedimento da sua Constituição Nacional, não pela via parlamentar o texto do Tratado. A segunda cobardia, interna, quando na Europa vários são os que legislaram ou eliminaram barreiras que permitem hoje em dia o acesso ao Casamento Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo, embora continuem a existir atitudes muito diversas, desde uma Polónia ultra-conservadora, a uma Holanda pioneira e liberal, ou a Espanha aqui tão perto, aqui tão longe. De facto, para a próxima legislatura esta questão continua disfarçada de intenção; a intenção da ampla discussão pública sobre o tema, o que não é líquido que signifique uma verdadeira vontade de legislar! Enfim, disse o comunista Pablo Neruda, no livro Confesso que Vivi, há momentos da vida em que temos que decidir de que lado estamos. Estou do lado daqueles que querem que seja um partido de Esquerda a figurar no primeiro lugar do pódio. E só um partido está em condições de alcançar esse lugar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

NOVA FOTO NO PERFIL

Quem como o indivíduo que escreve estas monótonas linhas a que chamam frases embora não respeitem as mais elementares regras gramaticais não tem mais que fazer e vai arranjando subterfúgios para sobreviver ao tédio que quem como este tipo sofre de insónias tem que suportar publica posts sem jeito como este apenas para fazer alarido só porque trocou a imagem do perfil!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

rascunho encontrado num caderno abandonado #80


Garatujo a exortação que a seguir se perfilha, como forma de respingo ao seu contacto telefónico. Conjecturo que ela lhe permita uma maior e adequada compreensão do diálogo que entabulámos; é na base deste pressuposto que lhe remeto a missiva que sobrevem diante de si, meu caro.
Diversos são os tópicos que almejo tocar, se a lucidez mental mo permitir; mas esses tópicos são turvos; e parca e pardacenta é a minha clareza de espírito, num momento em que atravesso um período pessoal, social e académico conturbado. Conturbados são os tempos, a História; e aos solavancos avança a Humanidade, sempre a tropeçar, mas ainda assim com uma réstia de forças para se levantar. Eu sou uma parte mais fraca desse todo cósmico. A minha existência caminha de rastos o seu percurso, nesta estrada a que chamamos “vida”. Ainda assim, tentarei levar o mais distante e clara possível esta epístola. (...)
Deste modo, em primeiro lugar, quanto à questão “o que fomos?”, se amigos se algo mais menos se ao lado se verdade se ilusão se engano se fingimento se algo de belo ou aberrante... isso agora não tem mais importância. Vivo com os pés sob aquilo que hoje é presente: e o presente, aquilo que existe, é duas pessoas (eu e o senhor, por sinal) que se pensam ter conhecido que seguiram os seus caminhos (bem ou mal, isso agora para aqui não importa) que estão distantes (em corpo e espírito) e não mais se voltarão a ver olhos-nos-olhos (ao que tudo indica!) Da minha parte, Sr. M., sei bem o que fomos; soube-o ontem sei-o hoje sabê-lo-ei amanhã soube-o sempre: sei exactamente o que fomos, mas como já disse, isso não tem mais relevância! (...)

*As minhas desculpas a quem detém os direitos de autor da imagem, mas não sei de onde a tirei. Tenho o terrível hábito de amontoar imagens na pasta com o mesmo nome, gravadas sem qualquer critério...


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