quarta-feira, 29 de julho de 2009

ERRADICAÇÃO DO PONTO DE EXCLAMAÇÃO

agora como é que eu berro como é que dou com o cassetete aos poucos leitores que com a sua estóica paciência aturam a minha paranóia inevitável num tipo que não acredita em coincidências nem têm fé alguma em ser algum superior ou inferior no plano da inteligência ou na relação espacio-temporal relativa à sua pessoa começo a pensar que isto é uma manobra do Francisco José Viegas para que nós os Benfiquistas não celebremos com estrondo e apoteose as vitórias nos campeonatos de pré-época salvaguardando assim também que a hipotética que é certa para nós Benfiquistas vitória no campeonato maior  será morninha ou pelo menos silenciosa como é que eu lhes rebento com os tímpanos aos portistas e sportinguistas e aos leitores deste pasquim visto de outra forma aqui afirmo que erradicar por erradicar erradiquem também os pontos de interrogação que é duma impertinência e petulância irritante virem com perguntas com dúvidas com retórica será possível que cogitem por um segundo que por aqui ou num qualquer lugar haja respostas se houvesse respostas o ponto de exclamação seria o único sinal de pontuação usado arrumávamos todos os outros e as botas e íamos fumar um cigarro ou olhar o horizonte absorto porque tudo isto perderia o sentido último que é não haver sentido nenhum munidos dos nossos afirmativos e esclarecidos pontos de exclamação e para agradar a gregos troianos espanhóis e suíços abolimos também a utilização de qualquer pontuação e até a letra maiúscula no início das frases e dos advérbios de modo terminados em mente e cogitámos abolir os artigos definidos e indefinidos embora fiquemos tentados a terminar com umas singelas e redondinhas reticências

para mais informações e até para aderir a esta iniciativa consulte o Senhor Palomar o Bibliotecário de Babel o irmaolucia para além do já citado A Origem das Espécies

quinta-feira, 23 de julho de 2009

TEMPESTADE

Noites tempestuosas como as de hoje trazem-me à memória Eça de Queiroz e Os Maias; levanto-me e ando às voltas, pela casa, pelo quarto; deito-me e fico às voltas, na cama, no pensamento. Prenúncio de que fatalidade, de que tragédia? Depois volto a mim, e recordo-me que, felizmente, a minha tragédia já aconteceu. Por momentos o pesadelo transforma-se em sonho; porque o sonho é o meu pesadelo. Não há-de ser nada, seja o que for; é assim que é, quando já nada nos importa. E, depois de um dia nenhuma outra coisa virá que não outro dia. Para quê inventar futuros, para quê sonhar passados, se tudo o que existe é presente? O som do vento, a sua fúria agrilhoada, o seu grito contido, o punho cerrado que a custo sustém o seu sopro, a iminência de se soltar, tudo isto pesa na face da noite, como uma longínqua angústia...

 

Será? Pesadelo: A «experiência traumática» é a melhor matéria-prima para dormir bem uma grande quantidade de noites. Os pesadelos causam angústia mas desaparecem depressa. Os sonhos podem durar a vida toda e estar mascarados de convicção moral e, por isso, só acordamos por casualidade. Os pesadelos funcionam de um modo bastante mais humano: acordamos quando a imagem se torna insuportável.

Imagem vista aqui. Gravura de Clébio Maduro

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Rh+*


*Pertenço a um grupo sanguíneo vulgar, como podem constatar nesta imagem, a confiar no artigo da wikipédia. Não faço questão de dar sangue a ninguém; e, não sendo Testemunha de Jeová, nem de coisa nenhuma - de facto nunca testemunhei nada digno de referência - peço, no entanto, encarecidamente que não me espetem agulhas no braço, nem em nenhuma outra parte do corpo, para enfiar sangue de Outros. Se tiver um acidente, e me encontrarem num estado miserável de sofrimento, peço a V. almas caridosas que - tendo em conta a compaixão que o testemunho do sofrimento alheio por vezes gera - mesmo nas almas mais empedernidas - me enfiem um balázio nas fontes, me façam engolir cianeto ou estricnina, ou me degolem - no caso de gostarem de ver sangue! Posso, claro está!, ter a sorte de nesse momento encontrar um espécime, desta coisa a que chamam Homem, sádico! Caso em que terei o prazer de lentamente fenecer, como a folha castanha e grave de uma árvore, que lentamente vai amarelecendo, se desprega, e tomba mansamente no chão. Seja qual for o caso, se morto sentisse, sentir-me-ia aliviado, por me ter livrado de tanta ignorância e estupidez!


Post-Scriptum: são quase, quase 4 da madrugada, e eu não consigo dormir! Raios partam, quebrem, e verguem quem me levou o sono! Daqui a pouco tenho que me partir para o trabalho, esse local onde escravizam um gajo em troca de no fim do mês ter dinheiro para no mês seguinte pagar o que ficou a dever no mês anterior!

sábado, 18 de julho de 2009

TRÊS GATOS À PROCURA DE NOME

A mãe destes três pequenos, coitada, é analfabeta, gagueja, nunca foi a uma escola, nem se conhece nenhuma ida ao registo civil; não se sabe se por mudez, se por timidez, mas o certo é que a mãe destes três pequenos não consegue dizer mais que dois ou três miados - muito fininho e mansinho - o miado da mãe destes três pequenos. Ela é fofinha, porém - embora o mundo seja dos fofos - estes três gatinhos são mais fofinhos ainda! Como se isso fosse possível! Parece dizer-me o miauuuu prolongado que ela faz junto às minhas pernas, quando quer que lhe a pegue pela barriga, a sente no meu colo, e lhe faça miminhos. Bom!, o que é certo é que os pequenos, daqui a pouco estão em idade escolar e - coitados! - ainda não têm nome! Aceitam-se sugestões!

ODEIAS QUEM NÃO PODES AMAR



Na vida existem três tipos de amigos: aqueles que te amam; aqueles que não se preocupam contigo; e aqueles que te odeiam. 


Sébastien-Roch Nicolas de Chamfort. Podem saber mais sobre este autor aqui, aqui, aqui, e aqui. Podem também procurar na internet, recorrendo a motores de busca, por exemplo. Se residem num país culturalmente desenvolvido, uma biblioteca é o melhor lugar para saber mais sobre o autor. Também gosto muito desta máxima dele: A sociedade é composta por duas grandes classes: aquela que tem mais jantares que apetite; e aquela que tem mais apetite que jantares. Há outras traduções da citação acima, cujo original é este: Dans le monde , disoit M , vous avez trois sortes d'amis : vos amis qui vous aiment; vos amis qui ne se soucient pas de vous , et vos amis qui vous haissent. A tradução acima fi-la eu mesmo porque não gostava daquelas que encontrei por aí!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

VÃO LÁ, VÃO LÁ...

Os poemas do poeta guardense já estão expostos no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda; vão lá tomar um café - ou um chá - agora até há uma carta de vinhos! - e aproveitem para dar uma espreitadela! O conjunto intitula-se O Despertar dos Sonhos - embora o despertar do pesadelo não fosse menos adequado!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PRÉMIO «FELIZES JUNTOS»



O Paulo e o Zé contemplaram-me com o prémio blogosférico cuja imagem podem ver acima, com estas palavras: »» muita coisa, muito ecletismo, muita criação e muita generosidade e um humor que desarma de tão negro. »» Obrigado! Para eles e para todos que aqui passam, digitalizei a imagem abaixo, da página 22, do livro ideias negras, de Franquim, editado em Portugal pela Witloof. Façam o obséquio de clicar na imagem, antes de começarem a reclamar que não se consegue ver nada! Cambada de preguiçosos!

GRIPE, HÁ?

Desde Domingo que fui contaminado com o vírus da gripe! Não sei como é que o gajo conseguiu chegar até mim, mas o que é certo é que a madrugada passada pensei que ia morrer! Um gajo doente é sempre o mesmo queixume! Vai logo morrer! Nos meus delírios febris só conseguia pensar que me iam levar para uma casa mortuária, rezarem-me aquelas ladainhas insuportáveis, transportar-me até à igreja, e enterrarem-me no cemitério! Como odiei toda a gente! Estão a ouvir!? Odiei-vos do mais profundo do meu ser! Morrer não me preocupa! Nem quero que chorem por mim! (Que lágrimas mais inúteis! Se chorassem pelas minhas derrotas e vitórias em vida! Agora chorar por um morto! Ah!, Não é pelo morto, e por vós que choráveis! Por verdes no morto a vossa própria morte!) Só peço que me queimem e atirem as minhas cinzas ao Lac Léman ou ao Lac de Neuchâtel! Sou Ateu, porra!

sábado, 11 de julho de 2009

DENUNCIAR O VANDALISMO

O TMG foi alvo de um acto de vandalismo quando, em Março último, duas placas de vidro que revestem o Café Concerto foram destruídas. Uma tarja cobre agora o edifício (clique na imagem para ler). O tema do “vandalismo” é o ponto de partida para o debate de ideias com Aires Almeida (arquitecto), Nelson Oliveira (sociólogo e professor de sociologia) e João Valente (psicólogo) que no próximo dia 14 de Julho vão estar no Café Concerto para debater este fenómeno de violência. "Vandalismo: causas, efeitos e manifestações" é o título desta tertúlia marcada para as 21h30. (mais informações aqui e aqui)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O DESPERTAR DOS SONHOS

Conforme anunciado aqui, estará - entre os dias 16 e 31 de Julho, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda - no projecto Table of Contents - vários textos da autoria deste escribã maníaco-depressivo, com laivos de suicída, agrupados sob o título O Despertar dos Sonhos. Posso adiantar que são 23 poemas + 3 textos! A quem tiver a curiosidade - e puder - de passar para dar uma vista de olhos - e quem sabe, ler um ou dois textos - aviso já: não dou explicações! Como dizia o Faulkner: "Um escritor é alguém congenitamente incapaz de dizer a verdade. Por isso, o que ele escreve chama-se ficção." E mesmo que seja literalmente verdade, continua a ser ficção! O.K.?


IMAGEM: uma das fotos de Jorge Pena - até 15 de Julho no Teatro Municipal da Guarda.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

TWO BODIES - PERFORMANCE*


*Dia 24 de Julho (de 2009, pois claro!), pelas 22h00m, na sede do Aquilo Teatro [para quem não sabe, Largo do Torreão - perto do novo Centro Comercial Vivaci - que é como quem diz, ao lado...] Performance da autoria de Bruno Brazete, por Bruno Brazete (com Paulo Bastos). Se puderem não faltem; se não puderem, façam tudo para poder! Eu não posso... C'est la vie!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

DON'T ASK ME WHY - EURYTHMICS*




Miracle of miracles
Look what the night dragged in -
It's a pocket full of misery
And trouble on the wind
You spoiled the best years
Of your life
You took them all in vain
Now you think that
you're forgiven
But you can't be born again

And you say
Why?
You say why?
You say why?
Don't ask me why -

I don't love you anymore
I don't think I ever did
And if you ever had
Any kind of love for me
You kept it all so well hid...

Promises sweet promises
You kept them from your mind
Like all the lost
forgotten things
You never seemed to find
Like all the disappointments
You displayed upon your shelf
Now you've got no-one to turn to
You've got no-one but yourself

And you say
Why?...


*Quando ouço esta música, é como se a Annie Lennox estivesse a apontar-me o dedo...

terça-feira, 7 de julho de 2009

MULTA

O dia 06 de Julho de 2009 ficará na minha memória como o dia em que apanhei a primeira multa - depois de 9 anos de carta. Fica também na minha memória como o dia em que vi dois polícias discutir se haviam de aplicar ou não a dita* - triste país este em que dois policías discutem se devem ou não aplicar a lei! - apanhado em flagrante delito - telemóvel na orelha - o que queriam, rapazes? Infelizmente, neste País a Lei é só para alguns, e de acordo com a disposição de quem tem por obrigação fazê-la cumprir! Sou um Ser Livre, e como Ser Livre que sou, sou Responsável, conheço os meus Direitos e Deveres, conheço as Consequências dos meus Actos! Livremente, marimbei-me para a Lei, como - neste caso específico - passo a vida a marimbar-me! Gostaria de ter sido multado Livremente! Mas assisti a uma cena que - além de me fazer perder tempo - me deixou mal duplamente indisposto! Não bastava já a indisposição dos Euros que vão para os cofres deste País da treta, ainda ter que assistir a cenas terceiro-mundistas...


*De referir que, em momento algum, tentei esquivar-me à mesma...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

9 OU 10?


A vida parece a coisa mais simples do mundo, quando apenas tem que se decidir entre 9 ou 10... Estranho mundo, onde um indivíduo ganha milhões de euros porque sabe fazer uns quantos passos de dança com uma bola entre os pés, e milhões de indivíduos morrem à fome, muitos sem que nunca tenham oportunidade de tocar numa bola... É a economia, estúpido! Afinal ainda vai acabar por ficar a custo zero! Pouco, para quem dizem valer tanto...

BMA*

Cada dia é mais evidente que partimos,
Sem nenhum possível regresso ao que fomos,
Cada dia as horas se despem mais do alimento:
Não há saudade nem terror que baste.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Coral.


*Private message

domingo, 5 de julho de 2009

MP4 - À FALTA DE MELHOR TÍTULO

Comprei um aparelho igualzinho ao da fotografia aqui ao lado; até parece que vieram fotografar o meu! Estou a transformar-me num gadget-addicted; até sinto tremuras na ponta dos dedos quando entro nas wortens e afins! Entretanto, dei cabo do meu telemóvel, mas comprei outro igualzinho, só por causa das coisas - porque convém que um telemóvel seja apenas isso - um telemóvel; senão, que justificação teria para mim mesmo, para comprar mp4's, máquinas fotográficas, y etc...? Não dei o meu número novo a ninguém - já pedi uma segunda via do número antigo; embora esteja a pensar para mim mesmo que devia trocar definitivamente para o novo! Menti: novo número esse que apenas dei a uma pessoa - pessoa essa aliás que - sem culpa nenhuma, convenhamos - foi quem me levou a atirar com o telemóvel contra o chão, a desejar nunca ter nascido, a querer matar quatro ou cinco pessoas, e outras coisas igualmente suicídas, que não me acontecem apenas quando estou ébrio a tender para o coma, mas que acontecem com mais frequência nesses momentos! Quem será a pessoa, preguntar-se-ão os (quantos?) leitores deste cada vez mais decadente blog? Quem será que vocês pensam que é, interrogo-me eu! Bem, seja qual for a hipótese em que estão a pensar, tenho apenas a dizer-vos: Não, não é essa pessoa... É a mãe dessa pessoa!


Post-Scriptum: Para amigos (não sei o que isso seja - já disse aqui que «amigo» é a palavra mais cara do meu dicionário intímo?) e afins que me queiram contactar, têm o meu e-mail! O meu número novo? Não dou, não dou, não dou!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

FÉRIAS - END OF PART ONE

Sexta-feira, 03 de Julho, chega ao fim a primeira parte das minhas férias. Até às 16 horas tenho que fazer o check out do Parque de Campismo: acreditem, depois de três noites a dormir na companhia de formigas e afins, todo e qualquer colchão serve! 
Parto! Para norte ou para sul, eis a questão! Sentado na zona wireless - agora há uma zona destas em qualquer canto do país, por mais remoto que seja! Ainda se recordam de quando era tarefa ingrata procurar um pêcêzito com acesso à internet?! Ah pois é!, maravilhas do choque tecnológico! Hoje em dia não oferecer wireless aos clientes é tão indecoroso como cobrar por um copo de água! - Dizia, sentado na zona wireless do bar/restaurante do Parque de Campismo, é nisto que medito: Norte ou Sul?!
Haverá coisa melhor que passear pelos principais títulos dos jornais sem ter que mexer o rabinho até ao quiosque mais próximo, enquanto se saboreia um café, se passam os lábios por dois ou três cigarros, headphones nos ouvidos, mp5 com o som ao máximo! (sim, um gajo farta-se dos sons da natureza! um pouco de silêncio por favor! basta de cães gatos e pássaros!)
Não sei! Vou meditar mais um pouco no assunto! Ou partir sem destino nem direcção! Ups, mas isso é o que tenho feito toda a vida, e não saí ainda do mesmo lugar! Qualquer dia dou comigo a coleccionar bilhetes de destinos aonde nunca irei, qual Álvaro de Campos, roçando-me pelas engrenagens da civilização!


Imagem de Isa Costa.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

rascunho encontrado num caderno abandonado #77*

Nós devíamos estar juntos, senão na mesma cama, no mesmo quarto; senão no mesmo quarto, na mesma casa; senão na mesma casa, na mesma vida. Porém a vida separou-nos; e nós nada fizemos para a contrariar. Agora, dizem que as drogas te destruíram a vida; dizem que me destruo com álcool; todavia, desconhecem o motivo que nos levou à dependência, ao olhar agressivo, às palavras duras e agrestes. Esse sim, foi o motivo da nossa destruição. Não aquela que hoje se nota no nosso corpo, no nosso andar, no vagar com que carregamos os dias, mas aquela que antes arrasou a frágil substância de que é feita a alma.


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*Post ainda escrito em São Pedro de Moel, onde o clima incerto dá cabo dos meus nervos, como sói dizer-se. E em 5 minutos passou de um cerrado encoberto para um tórrido sol.

rascunho encontrado num caderno abandonado #76*

xx anos que sinto que vivo uma vida que não é a minha; sou um estranho dentro do meu corpo; sou um estranho em mim mesmo. Preferia ter morrido naquela tarde do dia zz de hhhhh de yyyy. Este que continua a habitar-me é um moribundo sem apetite, que mal consegue comer - que se arrasta através dos dias - que tem problemas de saúde - física, emocional, e psicológica - sim, apenas em consequência dessa tarde, desse segundo, desse momento! Sim, preferia ter morrido! Não lhe teria feito qualquer diferença - e eu não tinha passado por isto.
Sinto que entrei no palco errado, onde decorre uma narrativa completamente diferente da minha! Não sei o meu espaço, a meu papel, as minhas entradas e saídas! Estou acossado contra a parede - e a cortina final teima em nunca mais descer!



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*Rascunho publicado ao relento, do Parque de Campismo de São Pedro de Moel. Fotografia de Hugo Rebelo. Quem quiser vir tomar uma qualquer bebida - até um copinho de leite! - está convidado/a.