sábado, 31 de janeiro de 2009

AMIGO*

Porque sonho contigo?
Tenho para comigo
que te chamei
- mas já não sei -
«amigo». Se vieste,
se respondeste
- que disseste? -

Tenho para comigo
que te sonhei
- que te quis! -
Mas de ti não sei,
- que te fiz? -
O que tenho,
É um sonho antigo.


*Celebra-se nos Açores, a 29 de Janeiro, o Dia dos Amigos. Deixo aqui este poema, que já antes postara no blog. Para o caso, só para o caso...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DIA DA SAUDADE, AMANHÃ... ONTEM, HOJE, E SEMPRE!

Dizem que amanhã é o Dia da Saudade. Pena que não seja apenas amanhã, como todos os outros dias...





















Adenda: O comentário do Daniel Teixeira fez-me recordar deste poema, de Fernando Pessoa, que cito de memória [razão porque poderá não estar fiel ao original, mas não me apetece estar a procurar nos livros que tenho aqui a meio metro da minha mão esquerda]:

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.


Adenda 2: These Are The Days of Our Lives (QUEEN):

Sometimes I get to feeling I was back in the old days, long ago
When we were kids when we were young
Things seemed so perfect, you know
The days were endless we were crazy we were young
The sun was always shining, we just lived for fun
Sometimes it seems like lately, I just don't know
The rest of my life's been just a show
Those were the days of our lives, the bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing is true
When I look and I find, I still love you
You can't turn back the clock you can't turn back the tide... Ain't that a shame
I'd like to go back one time on a roller coaster ride, when life was just a game
No use in sitting and thinking on what you did
When you can lay back and enjoy it through your kids
Sometimes it seems like lately, I just don't know
Better sit back and go with the flow
Because these are the days of our lives
They've flown in the swiftness of time
These days are all gone now but some things remain
When I look and I find no change
Those were the days of our lives, yeah
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing's still true
When I look and I find... I still love you
I still love you.

6 COISAS, QUE PODIAM SER OUTRAS QUAISQUER


A Framboesa e a iAna lançaram-me este desafio:

6 regras:

  1. Linkar o blog que te deu o prémio.
  2. Escrever as regras no teu blog.
  3. Contar 6 coisas aleatórias sobre ti.
  4. Indicar mais 6 blogs.
  5. Comentar os blogs que escolhemos.
  6. Deixar os escolhidos saber quando publicares o post.
6 coisas:

  1. Peso menos 10 kilos que aqueles que pesava aos 15 anos;
  2. Há 12 anos que acordo a meio da noite, angustiado, sempre por causa do mesmo sonho;
  3. Nunca me penteio;
  4. Passo mais horas no trabalho que em casa;
  5. O meu carro não tem aquecimento (isto na Guarda, onde as temperaturas rondam os 0º); há quem me chame masoquista por causa disso;
  6. Detesto o ar condicionado.

6 procrastinadores:

Para procrastinar um pouco, vou deitar-me sobre o assunto, pode ser que acorde alguma ideia sobre quem devo escolher...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

CONFISSÃO DE UM PECADO QUE NÃO COMETI

Leitores mais atentos e irrequietos (e atrevidos, nas suas próprias palavras) têm-me enviado e-mails (ou através do msn - aqueles que me adicionaram) a perguntar quem é o autor anónimo dos rascunhos encontrados num caderno abandonado. Respondo-lhes sempre que encontrei os cadernos, pois são sete, numa casa que estava prestes a ser demolida. Que não contém nas suas muitas páginas nenhuma referência a nenhum nome. E assim me apresento como o heróico salvador das memórias de alguém que ali terá um dia habitado. E que talvez tenha sido feliz. Há sempre essa possibilidade! Por mais ínfima que seja... 
Mas... Mas... Mas... Respondem-me. Este rascunho, e aquele, e aqueloutro. Estão publicados com o teu nome na revista. O que faz de mim, ou ladrão, usurpador de identidade, ou aldrabão. Confesso pois que tenho um pouco das duas. E que sim, todos os rascunhos são da minha autoria. Porém, podem estar descansados, são rascunhos que encontrei em cadernos abandonados!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

rascunho encontrado num caderno abandonado #71

Aquilo que os sonhos são
A vida dá, tira ou dispõe.
A alegria que os sonhos dão
A vida traz, leva ou repõe.
Nada está certo - ou errado,
O mal não é termos acreditado.
Não soubemos o que tínhamos,
O que abandonávamos - quanto perdíamos.

Todos os sonhos são, serão
Sonhos que tivemos. Sonhados
Outra vez, sempre a mesma vez.
Uma corda mágica que vibra
Dentro do ser, que lhe dá vida
Até que, quebrada, se desfaz.
Agora os sonhos são, serão
Sonhos que tivémos, lembranças
De outros sonhos. Recordações
Felizes, talvez...


rascunhos anteriores: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10, #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20, #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28, #29, #30, #31, #32, #33, #34, #35, #36, #37, #38, #39, #40, #41, #42, #43, #44, #45, #46, #47, #48, #49, #50, #51, #52, #53, #54, #55, #56, #57, #58, #59, #60, #61, #62, #63, #64, #65, #66, #67, #68, #69, #70

domingo, 25 de janeiro de 2009

JURO QUE QUALQUER DIA CRIO UM SELO...*

Recebi mais um prémio, desta vez vindo do Pinto, o Selo Pinel & Juqueri, que é suposto passar a onze blogs. Vou pensar no caso. A esta hora, são 16:28, não estou com disposição para escolher os 11.


*...Mas hoje ainda não é o dia! {é que qualquer dia há mais posts sobre prémios, que posts propriamente ditos!}

sábado, 24 de janeiro de 2009

AMIGOS PERDIDOS*

Os amigos levados pela vida
são os mais difíceis de aplacar, os mais
tiranos. Bárbaros de um país desconhecido,
bebem à taça os venenos do silêncio e crescem
desmedidamente na distância, desentendidos
da nossa solidão. E pensar que já fomos
irmãos de armas, que desenterrámos tesouros
nas mesmas ilhas, nos livros
mais inóspitos. Como são as coisas.
Terá sido tudo em vão? Dir-se-ia
que estávamos predestinados às mesmas
canções, a uma espécie mais certa de amor.
Pois sim. Nem sequer compreendemos
o que nos aconteceu.


*Poema de Rui Pires Cabral, lido no blog O Melhor Amigo.

Só perdi um amigo na vida. Não pensem já que sou um tipo cheio de sorte, então. Amigo foi sempre a palavra mais cara do meu dicionário íntimo e pessoal. De valor incalculável como a Mona Lisa do Leonardo Da Vinci.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

BLOGODÚVIDA-EXISTENCIAL

Porque é que alguém «segue» o seu próprio blog? Será que é para saber se escreveu alguma coisa nova? Será por vê lá tão poucos seguidores, tem pena, e decide fazer um acto de caridade? Será porque os seguidores são muitos, e pensa que está na moda, e então também tem que o seguir?


Estou indeciso, não sei se hei-de continuar a seguir o meu blog, ou parar de o seguir!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Praise Song for the Day*

Each day we go about our business,
walking past each other, catching each other’s
eyes or not, about to speak or speaking.


All about us is noise. All about us is
noise and bramble, thorn and din, each
one of our ancestors on our tongues.


Someone is stitching up a hem, darning
a hole in a uniform, patching a tire,
repairing the things in need of repair.


Someone is trying to make music somewhere,
with a pair of wooden spoons on an oil drum,
with cello, boom box, harmonica, voice.


A woman and her son wait for the bus.
A farmer considers the changing sky.
A teacher says, Take out your pencils. Begin.


We encounter each other in words, words
spiny or smooth, whispered or declaimed,
words to consider, reconsider.


We cross dirt roads and highways that mark
the will of some one and then others, who said
I need to see what’s on the other side.


I know there’s something better down the road.
We need to find a place where we are safe.
We walk into that which we cannot yet see.


Say it plain: that many have died for this day.
Sing the names of the dead who brought us here,
who laid the train tracks, raised the bridges,


picked the cotton and the lettuce, built
brick by brick the glittering edifices
they would then keep clean and work inside of.


Praise song for struggle, praise song for the day.
Praise song for every hand-lettered sign,
the figuring-it-out at kitchen tables.


Some live by love thy neighbor as thyself,
others by first do no harm or take no more
than you need
. What if the mightiest word is love?


Love beyond marital, filial, national,
love that casts a widening pool of light,
love with no need to pre-empt grievance.


In today’s sharp sparkle, this winter air,
any thing can be made, any sentence begun.
On the brink, on the brim, on the cusp,


praise song for walking forward in that light.


*Elizabeth Alexander, lido na tomada de posse de Barack Obama.

twitter

Tenho uma conta no twitter há mais de um ano; e há mais de um ano que não actualizo o meu estado. De quando em quando recebo um e-mail a dizer que tenho um novo seguidor. Já tenho 12, ainda não cheguei ao número do azar, mas o 12 é o meu número do azar. Agora parece que pegou moda. Digo pegou, porque parece realmente que se pega. Por enquanto ainda não fui agarrado. Um dia destes coloco um widget aí numa das sidebars. Quando perceber a utilidade disto. Ou apenas para chatear. Twitter para mim e para vocês!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

EUROMILHÕES!!!

Ele (chamemos-lhe assim para não ferir susceptibilidades) era um homem como qualquer outro, embora sempre tivesse acreditado que era especial, que estava destinado a grandes feitos. Tinha uma vida perfeitamente banal, e sem sentido, sobrevivia através de um trabalho, ou melhor, um conjunto de biscates, que o deixava frustrado, vivendo numa sucessão de dias sem sentido.
Tinha um desejo imenso de mudar de vida e embora se esforçasse para que isso acontecesse sabia que tinha que se esforçar muito mais. Contudo, pensava que um conjunto de trabalhos que surgiam eram pouco dignos da sua pessoa, afinal ele era especial. Simultaneamente, não se queria entregar a qualquer pessoa porque pensava que enquanto não estivesse bem com a sua vida, e consigo mesmo, não tinha disponibilidade para ninguém, ou que em última instância ele não era digno de ninguém.
Nesta dicotomia de dignidades sonhava com o dia, ou semana, em que tudo isso se resolvesse porque lhe sairia o euromilhões.

Esse dia finalmente surgiu,... Saíra-lhe a sorte grande e foi então, feliz por a sua vida estar finalmente a compor-se, levantar o prémio. Tinha ganho 19,19€

É pá, há uns tempos ganhei um prémio no EuroMilhões exactamente com esse valor! Mas, enfim, só acredito nisso às terças-feiras, por volta das 14horas... De resto uma vida perfeitamente banal, sem grande sentido, e quanto a grandiloquências, megalomanias, e outras coisas do género, por volta das 3 da madrugada, quando ainda estou acordado, sem necessidade de recorrer a substâncias psicotrópicas...

ESTE BLOG DÁ PRÉMIOS*

*Sendo o prometido, devido, a Framboesa ganhou o prémio surpresa que estava reservado ao Seguidor 69. O mesmo seguirá por correio em breve. Todos os outros terão que aguardar por uma próxima oportunidade; como sabem, a vida é injusta, não se lamentem. E assim entrou este blog para o clube dos blogs que dão prémios (mesmo em tempo de crise)! O próximo prémio fica assim reservado ao seguidor número 6969 (há que meter nisto dos prémios um número alto, senão...! Podem, portanto, começar a enviar a respectiva sms)!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

BEM-VINDO BARACK OBAMA*



*Pelo menos até prova em contrário, que isto hoje em dia, como sempre, não se pode confiar em ninguém. Chega com uma estratégia, não original, mas genial. Chamou para a sua Administração potenciais adversários, internos (do próprio partido) e externos, arruinando assim, para já, a oposição. É a velha máxima: Se não podes vencê-los, junta-os a ti.

ADEUS GEORGE BUSH (GOODBYE MARY LOU*)


Imagem descaradamente roubada ao zigtai, do Farpas & Bitaites.

*Expressão usada ironicamente por um amigo meu, quando se despede de pessoas inconvenientes...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

BURNOUT*

Eis o meu estado psicológico...


















*definição aqui (em Inglês) e aqui (em Português). E assim voltou este blog ao normal estado depressivo. Dizem que é por causa de ser Janeiro, de ter passado a euforia de Dezembro, a ilusão dos projectos futuros que em Dezembro se idealizam, começa agora a ruir, à medida que os dias vão passando, e - já se sabe - os dias hão-de passar todos. A crise também não ajuda. A motivação rasa o solo, quando não se vêem resultados. That's it!

OFÍCIO CANTANTE

Ofício Cantante — Poesia completa
Herberto Helder



I.S.B.N.: 978-972-37-1396-1
624 pp.
P.V.P.: 48 €








São claras as crianças como candeias sem vento,
seu coração quebra o mundo cegamente.
E eu fico a surpreendê-las, embebido no seu poema,
pelo terror dos dias, quando
em sua alma os parques são maiores e as águas turvas param
junto à eternidade.
As crianças criam. São esses os espaços
onde nascem as suas árvores.

Enquanto as campânulas se purificam no cimo do fogo,
as crianças esmigalham-se.
Seu sangue evoca
a tristeza, tristeza, a tristeza
primordial.
- Enlouquecem depressa caídas no milagre. Entram
pelos séculos
entre cardumes frios, com o corpo espetado nas luzes
e o olhar infinito de quem não possui alma.

Seu grito emonta ao verão. Inspira-as
a velocidade da terra.
As crianças enlouquecem em coisas de poesia.
Escutai um instante como ficam presas
no alto desse grito, como a eternidade as acolhe
enquanto gritam e gritam.

- É-lhes dado o pequeno tempo de um sono
de onde saem
assombradas e altas. Tudo nelas se alimenta.
Dali a vida de um poema tira
por um lado apaixonadamente; por outro,
purificação.
Nelas se festeja a imensidade
dos meses, a melancolia, a silenciosa
pureza do mundo.

Quem há-de pensar para as crianças, sem ter
espinhos nas vozes desertas
até ao fundo? É vendo-se aos espelhos,
no seguimento da noite,
que as crianças aparecem co o horror
da sua candura, as crianças fundamentais, as grandes
crinaças vigiadoras -
cantando, pensando, dormindo loucamente.

Não há laranjas ou brasas ou facas iluminadas
que a vinganças não afaste.
As crianças invasoras percorrem
os nomes - enchem de uma fria
loucura inteligente
as raízes e as folhas da garganta.

Aprendemos com elas os corredores do ar,
a iluminação, o mistério
da carne. Partem depois, sangrentas,
inomináveis. Partem de noite
noite - extremas e únicas.
- E nada mais somos do que o Poema onde as crianças
se distanciam loucamente.
Loucamente.


HERBERTO HELDER

domingo, 18 de janeiro de 2009

PRÉMIO DARDOS

"Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, étnicos, literários, pessoais, etc. Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."

O Pinguim decidiu destinguir-me com o Prémio Dardos, que se baseia no enunciado acima exposto. O prémio consiste, ademais, nos seguintes pressupostos:

1. Exiba a imagem do Prémio
2. Poste o link do blog pelo qual recebeu o Prémio
3. Escolha outros 15 blogues para você entregar o Prémio (facultativo)
4. Avise os seus escolhidos.

Ao Pinguim o meu genuíno obrigado. Conheci o seu blog através dos comentários com que desde o dia em que iniciei este meu tasco me agraciou. Julgo que os nossos blogs iniciaram a sua actividade num espaço temporal muito próximo. Não sei como é que ele chegou aqui, a blogosfera é feita de caminhos incertos e inesperados que, tal como a vida, nos dão a conhecer as mais diversas pessoas. Ter conhecido o Pinguim é um prazer imenso. Aproveito assim esta oportunidade para o afirmar.
Escolher 15 felizes contemplados é que é mais complicado. No Google Reader tenho, literalmente, milhares de blogs. A maioria não consta nos meus links por pura preguiça. Blogs que serão um dia adicionados, quando fizer um novo template. Desta vez não vou distinguir ninguém em especial. A blogosfera é um fenómeno no qual me incluo há mais de seis anos, com mais de uma dezena de blogs. A presente casa é talvez a minha última residência; mas quem sabe, talvez um dia me canse de habitar este espaço e me mude para outro. Com a promessa que, se esse dia vier, deixarei indicação de nova morada.

Quebro desta vez essa regra dos 15. Só porque diz que é facultativo. A todos que acompanho, e a todos que me acompanham neste espaço chamado blogosfera!


Adenda (20/01/2009): Também a Estrela Cadente e o Pinto me distinguiram com este prémio, embora não directamente, pois distinguiram todos aqueles que seguem os seus blogs. Partindo da máxima que aquilo que é de todos não é de ninguém (o inverso é igualmente verdade), não dei a devida relevância ao facto. As minhas desculpas, e o meu muito obrigado.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

LIVROS #2

Não tenho tempo para ler todos os livros que... Tempo até tenho, o que não tenho é disponibilidade, chego a casa cansado, desperto cansado,  tomo café atrás de café para me manter acordado... Não que ler nos torne pessoas melhores; embora exista essa ideia-feita que as pessoas que lêem são melhores pessoas; talvez mais cultas, no sentido de mais conhecedoras; talvez com um amplo e vasto léxico, ainda que muitas vezes sirva somente para disfarçar a vacuidade do pensamento, enfeitando o discurso com belos e sonantes vocábulos, daqueles de cinco milhões, mais caros que uma biblioteca; mas melhores pessoas? Diferentes, talvez. É possível que sim. É impossível saber. Não sei quem seria, como seria, se não lesse. Talvez fosse exactamente a mesma pessoa; impossível saber. Porque afinal só temos uma vida, e todas as nossas experiências são únicas e irreplicáveis.
De cada vez que lemos um livro é a primeira vez que o lemos, mesmo aqueles que relemos. Mesmo aqueles que relemos em busca de uma sensação que julgámos invadir-nos, que julgámos capaz de nos melhorar, e afinal ficou tudo na mesma. Porque um livro é só um livro, e uma pessoa é só uma pessoa. E como todos intuímos, uma pessoa não é uma coisa a tender para o bom. De vez em quando dá-se o caso... Dá-se o caso de livros e pessoas se cruzarem, e de durante esse feliz encontro darem um sentido à sua existência. E pressentir um sentido para existir é meio caminho para ser. Melhor, quem sabe...


A imagem é de um postal enviado para o Post Secret.


Livros #1

O Principezinho

Ao deambular pela blogosfera, qual aviador que caiu no deserto, deparei-me com esta adaptação da obra homónima de Antoine de Saint-Exupéry, publicada em Dezembro passado pela Editorial Presença, da autoria de Joann Sfar. Eu, que todos os anos costumo oferecer a mim mesmo uma prenda de Natal, já que mais ninguém me oferece nada (pijamas não contam!), e este ano quebrei a tradição, vou ter que me dar uma prenda de Natal atrasada. Enfim, mais uma vez encontro O Principezinho...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

AFONSO TIAGO


Ver mapa maior


Afonso Tiago (mais informações no blog: http://findafonsotiago.blogspot.com/ ver também aqui) foi visto pela última vez em Berlim (ponto A do mapa) às 04h00 de dia 10/01/2009. Dirigia-se para casa (ponto B do mapa. Se tem alguma informação, por favor contacte: email.


Desaparecido!
Foi visto pela última vez em Berlim (ponto A do mapa) às 04h00 de dia 10/01/2009. Dirigia-se para casa (ponto B do mapa)
Se tem alguma informação, por favor contacte-nos!

Vermisst!

Haben Sie diese Person gesehen?
Er wurde letztes Mal in Berlin gesehen (Punkt A auf der Karte) und er war unterwegs nach Hause (Punkt B auf der Karte) um 4:00 Uhr 10/01/2009
Kontaktieren Sie uns, bitte!

Missing!

Have you seen him?
He was seen for the last time in Berlin (point A in the map) and he was going home (point B in the map) at 4a.m. 10/01/2009
Contact us, please!

Disparu!

Il a été vu par la dernière fois à Berlin (point A du plan) à 04h00 du matin du 10/01/2009. Il rentrait à la maison (point B du plan).
Si vous avez des informations, s`il vous plaît contactez-nous!

Kayıp aranıyor!

Onu gördünüz mü?
En son Berlin`de görüldü.(Haritada A noktası) ve eve gidiyordu (Haritada B
noktası ) saat öğleden önce 4 , 10.01.2009
Bizimle irtibat kurun lütfen!

!إِختفاء
أَلفونسو تياغو
,2009 جانفي 10 في ( A ) ببرلين مرة آخر شوهد
,(B) المنزل إِلى عودته عند
, حا صبا الرابعة الساعة عند
.شيئا لوتعلمون بنا الإِتصال االرجاء

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

DIA 31 NO GATO VADIO*


Ver mapa maior

Aqui têm o mapa da localização do Gato Vadio, onde poderão assistir à apresentação do MAPA, dia 31 de Janeiro, às 17h. Apresentação a cargo de Rui Lage.

DESAFIO

ANTES DE MAIS CONVÉM DIZER ISTO: NÃO ME RESPONSABILIZO POR EVENTUAIS ACIDENTES! Dito isto, desafio-vos a tentar travar com o pé esquerdo! Qual a dificuldade, estaréis provavelmente a pensar. Pois, àqueles que tentarem, e conseguirem, desafio-vos a deixar um comentário com o relato da experiência. Mas, uma vez mais: não me responsabilizo por qualquer acidente; e depois não me digam que não vos avisei! Vá, vão lá pegar no vosso automóvel e tentem travar com o pé esquerdo...! Aposto que... Bem, depois digam qualquer coisa! (Apenas um último conselho, já que - estou a ver - não vos consigo demover: antes de tentar, certifiquem-se que não vem ninguém à fossa dianteira, nem à vossa traseira; e coloquem o carro em ponto-morto. É o mínimo que podem fazer - pela vossa segurança e pela dos outros, visto está que não vou conseguir convencer-vos a não tentar travar com o pé esquerdo...)


Agora, àqueles que já tentaram, deixem um relato da vossa experiência!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SOU DEMASIADO VALIOSO NA CAMA, DESISTAM...!

bedroom toys
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Só por causa disto, prometo dar um prémio ao seguidor número 69; tod@s @s outr@s já sabem quanto custo! {Apenas têm que provar que são o número 69; como, isso é lá convosco...}

VAGABUNDO

Ainda não carrego uma trouxa às costas, mas levo a roupa à minha mãe para lavar, tomo banho em casa dos meus tios, e vou comer a casa da minha madrinha... Sonhos tenho muitos, mas nem eu acredito neles, o meu coração emprestei-o a quem nunca mo devolveu*, e o meu pensamento está vazio, enquanto olho o horizonte, de onde não espero que nada venha, embora o meu olhar possa denunciar o contrário...















*É talvez por estar estragado!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

SÃO 19HORAS E EU ESTOU PRESO NO TRABALHO!

São 19 horas e eu estou preso no trabalho; em cerca de 3 horas acomulou-se uma camada de 10 centimetros... Aquilo que começou com euforia e adultos a comportarem-se como crianças da escola pré-primária está a tornar-se num pesadelo. As fotos são de um colega meu, algures na zona de Mirandela. Eram 13 horas e ainda não tinha começado a nevar aqui..., na cidade mais alta, onde ontem à noite estavam 8 graus negativos. Não me recordo de um nevão assim há 12 anos. E o último grande nevão de que tenho lembrança foi no longinquo ano de 1991, em que estive quinze dias consecutivos sem aulas.



Outros tempos em que a neve vinha todos os Dezembros, em que não havia semana que não nevasse, ainda que fosse apenas um dia por semana. Agora, ver acumular-se um manto tão espesso de neve em tão pouco tempo provoca-me esta terna, e ao mesmo tempo dolorosa, nostalgia de outros tempos, de quando era menino e o futuro tinha um sorriso todas as manhãs, e os sonhos eram imagens que permaneciam segundos na retina, como se estivessem ali à minha mão e a qualquer momento os pudesse agarrar. Enfim, depois veio a adolescência e a idade adulta, e com elas o aquecimento global.

Eu queria encontrar aqui ainda a terra...


...

Depois da peça que a estrutura de produção teatral do TMG, Projéc~, apresentou em Maio de 2008, é agora a vez do Teatro Municipal da Guarda e do Centro de Estudos Ibéricos editarem em livro os textos da autoria de António Godinho e de manuel a. domingos, no âmbito da Colecção Cadernos TMG. “Eu queria encontrar aqui ainda a terra” é uma peça teatral baseada nas narrativas cruzadas de duas figuras de peso da cultura portuguesa: Vergílio Ferreira e Eduardo Lourenço.
Trata-se do número 10 desta colecção e será apresentado no Sábado, dia 10 de Janeiro, no Café Concerto, pelas 21h30. A entrada é livre. 

...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

ÀS VEZES PENSO QUE APENAS EM MIM CAMINHASTE UM DIA, E DESTE-ME A MÃO*

O Socrates DaSilva convidou-me para partilhar 8 sonhos (que é aquilo que eu mais tenho feito neste blog, sem o fazer: #1, #2) ou coisas que deseje fazer em 2009. Tal como outras correntes blogosféricas, esta consiste em realizar alguns procedimentos, que são:

1) Escrever a lista dos 8 sonhos ou coisas que se deseje fazer;
2) Convidar 8 bloggers a responder ao desafio;
3) Comentar no blog de quem partiu o convite;
4) Comentar no blog quem convidámos;
5) Mencionar as regras aos desafiados...
Seguindo o modelo do Socrates DaSilva, eis a minha lista:

LIVROS/BACKUP/LEITURA
Num primeiro momento estive para fazer deste primeiro intem da lista, três; depois vi que me faltava espaço, e como não gosto de quebrar as regras dos desafios que me colocam (embora goste muito de quebrar regras - mas eu vejo estes desafios como um espécie de jogo - e nos jogos, regras são regras; quebrá-las é batota!) e (há sempre um outro e, do mesmo modo que há sempre um mas), além de mais, os três estão interligados.
Este primeiro sonho consiste em que, em 2009, consiga finalmente libertar-me do incontrolável impulso para comprar livros. Para algumas pessoas é difícil de acreditar, mas eu evito as livrarias como o diabo a cruz; ou de outra maneira, fugo delas como os ex-alcoólicos dos bares. É que gasto o meu dinheiro todo em livros e depois não o tenho para outras coisas e, por outro lado, acumulam-se os livros em casa sem que eu tenha tempo para os ler, nem espaço para os guardar. Por fim, espero que em 2009 me entre nesta cabeça dura que tenho que fazer backup de todos os meus documentos, pois no espaço de um ano perdi quase 100 páginas por burrice, a última vez no sábado passado, quando me lembrei de formatar o computador sem pedir licença aos ficheiros... Mas penso que aprendi a lição: por acaso tinha uma versão do ficheiro mais importante que perdi (aquele que me fez mossa durante uns dias), que não sendo a última versão, era praticamente a última.

PAÍS/CIDADE
Este sonho / objectivo já aqui me tinha referido a ele (#1, #2, #3, #4). Quero sair de Portugal, conhecer outros países, outras culturas. Há anos que digo que estou farto disto e que quero partir, mas fico, fico sempre. Sinto que chegou a hora de colocar em acção a minha vontade. Devia ter partido há muito. Pior, podia ter partido há muito. A verdade é que andei a arranjar desculpas para a minha inacção. E com isto passou uma década. Primeiro porque isto, depois porque aquilo. Todas as desculpas são boas desculpas, quando tudo o que ser quer é uma desculpa. Sou uma pessoa sem pátria. Não me sinto Português; para mim ser Português (julgo que o mesmo seria se fosse outra coisa qualquer) significa apenas ter tido a contingência de nascer neste rectângulo de terra (o que não significa que não tenha orgulho de ser Português, e que não afirme a minha Portuguesice - há maiorPortuguesice que esta?). Ademais, citando o Bernardo Soares, a minha pátria é a língua Portuguesa.


TRABALHO
Inevitavelmente, se me quero ir embora, mudar de ares, de cidade pelo menos, de país preferencialmente, tenho que mudar também de trabalho. Independentemente disso, quero mudar de trabalho. Porque estou farto do que tenho, principalmente da carga horária e do horário. E porque já estou há muito tempo no mesmo, e sinto que já não tenho mais a aprender aqui. Porque a motivação é pouca. Porque o trabalho devia ser abolido!


AMIZADE
Quero ter mais tempo para partilhar com os meus amigos; quero dar mais atenção àqueles que tenho, em vez de me lamentar daqueles que ficaram para trás, que perdi, ou que me abandonaram (esta palavra aplica-se apenas - e neste caso apenas é muito mais que aquilo que um homem apenas consegue suportar - dizia, aplica-se apenas a dois ou três que não eram apenas amigos, eram como irmãos, mas, lá dizia o outro, c'est la vie). Quero também conhecer pessoas novas, e algumas que apenas conheço virtualmente, em grande parte devido a isto que sói chamar-se blogosfera.


FOTOGRAFIA
Quero comprar uma máquina fotográfica, para voltar a ensaiar, praticar, aprender uma das coisas que em tempos mais gostei de fazer: fotografar. Mas que raio, talvez, quem ler isto, pense. Mas isto é um sonho? Sim, se tiverem em consideração que a máquina do meu objectivo custa muito para cima de 2000€: Canon EOS 5D Mark II... O que torna o objectivo bastante ganancioso; bem, ainda tenho subsídio e meio de férias a haver...! E o dinheiro de umas horas de formação que dei... E lá se esfuma o meu objectivo de apostar... (não vou dizer onde; isso fica para um tópico um pouco mais à frente.


EDUCAÇÃO
Gostava de voltar a estudar, tirar outra Licenciatura, noutra área: em Filosofia ou em Literatura. Em Literatura Inglesa, para ser mais específico. Disse que queria voltar a estudar? Não é bem estudar que eu quero dizer. É estar inscrito num destes cursos e ir fazendo, sem pressas nem obrigações, simplesmente pelo prazer de aprender e/ou testar os meus conhecimentos, sempre parcos, nestas áreas que desde sempre fui estudando de forma autodidacta.


DINHEIRO
Agora volto ao ponto que deixei a meio no tópico FOTOGRAFIA, ali acima. Gostava de começar a investir na bolsa. Alguns dizem que é uma parvoíce, que devo querer perder dinheiro. Eu julgo que é a melhor altura para o fazer. Questão de opinião? Não sou nenhum expert, mas "virtualmente" desde há muito que tenho investido; e, hipoteticamente, não me tenho saído nada mal. Claro que, como toda a gente, neste tópico sonho igualmente ter dinheiro para ser absoluta e irremediavelmente independente de tudo e de todos, para poder simplesmente desaparecer e viajar. Mas não será uma grande ilusão essa ilusão de ser absoluta e irremediavelmente independente? Sendo nós um ser social... Enfim, julgo que me percebem...


SAÚDE
Este é daqueles, como o anterior, que toda a gente quer, independentemente de o pensar, o de o deixar de fora, por tão óbvio. Para que serve tudo o resto se não tivermos saúde? Bem, e para que serve a porra da saúde se não tivermos tudo o resto...? Claro que, aqui refiro-me a saúde no sentido de bem-estar físico; não a saúde no sentido mais abrangente de bem-estar físico, psicológico, social, etc... Pois nesse caso, se tivermos saúde temos tudo! Mas não tendo tudo, teremos saúde...
No sentido físico da palavra, aquele a que me refiro aqui, sempre fui um afortunado até ao presente dia. Nunca parti nada, nunca estive num hospital (a não ser de visita e quando nasci), nunca fui a uma urgência (a não ser como acompanhante), há mais de dez anos que não tenho febre por mais que algumas horas... E a última vez que estive de cama (foram 5 dias, se a minha memória não me trai), que foi quando tive sarampo, estava num colégio interno, numa camarata com outros colegas doentes... doença, doença foi só o primeiro dia... os restantes foram fingimento...


Como vêm sou um tipo essencialmente egoísta, não peço coisas megalómanas para a humanidade, do género de paz e prosperidade (é assim que se escreve? como talvez saibam sou disléxico, e ainda não voltei a instalar o corrector ortográfico depois que formatei o computador), saúde e educação para todos, e outras coisas perfeitamente concretizáveis, como a abolição da pobreza e o fim das desigualdades de género, e outras ainda, e discriminações várias. Sou essencialmente um tipo realista, ou pessimista, ou niilista. Como queiram. De qualquer modo são apenas sonhos.


Passemos então à fase seguinte deste desafio; transmitir o mesmo a outros cinco, ups!, oito - desta vez não são cinco! - bloggers à nossa escolha (preferencialmente que ainda não tenham sido convidados para o desafio! - Portanto, se convidar alguém que já tenha respondido, perdoem-me a distracção!):


OS ELEITOS (como vêm são todos de bloggers que conheci há pouco tempo e/ou não costumo convidar para estes desafios; é que um tipo tem tendência a convidar aqueles com quem temos mais confiança)
Estrela Cadente - Coração com Buraquinhos
Mnemósine - Ai que nervos!
Camila - Just Milinha
Nelson - InsideS
Tiago Reis - Atira-te de Cabeça
Tiago Rodrigues - Live Life
Margarida - alterei o ego

*Título retirado dos versos  deste poema.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

LUIZ PACHECO



Pensar que Luiz Pacheco morreu há um ano, e eu continuo sem coragem para ler uma única das suas obras, embora andem para ali para a estante colectâneas de textos seus, até em folhas A4 impressas a partir de ficheiros manhosos de qualidade duvidosa e obviamente piratas... (mais vídeos no blog O Funcionário Cansado)

5 DE JANEIRO DE 2009

Para mim começou hoje - sim, para mim começou, já há bastantes horas - o novo ano. Porque apenas hoje início um novo ciclo. Porque apenas hoje regresso ao trabalho, pois desde dia 31 que estava numa espécie de pausa, que não era nem férias nem trabalho. Em boa verdade, esta pausa foi um limbo que durava já desde dia 19 de Dezembro, com a diferença que até dia 31 passei esse limbo no trabalho, e após 31 em descanso. Formas de dizer, pois nem o trabalho era trabalho, nem o descanso foi descanso.
Enfim, antes de continuar este texto fragmentado, a modos que esquizofrénico, uma nota: quando após a passagem de ano apanhei o metro - não importa de onde para onde, mas ainda assim consegui passar pelas quatro linhas - eram 7 horas da manhã, de dia 01 - portanto - feriado - todos os rostos tinham um ar cansado. Pela atitude e expressões, deduzi que fossem pessoas que - como eu - tentavam regressar a casa (sim: tentavam; porque depois de uma noite inteira de vadiagem, não é fácil). Mas nem para todos era assim: alguns tinham ar de quem ia trabalhar: vinham todos nas mesmas carruagens, todos de um mesmo local. Enfim, pensei. Triste vida.
Voltando atrás. Depois de 16 dias em que pouco fiz, ou nada - para além de ter que estar de corpo presente, o que às vezes é uma chatice ainda maior, hoje recomeça verdadeiramente o trabalho. A semana volta a ser completa, sem feriados que a interrompam. Isto provoca-me náuseas físicas e psicológicas: tenho uma valente dor de estômago, acompanhada por uma dor de cabeça descomunal: e o pior é que tenho a sensação que as dores não são exactamente em mim, mas em alguém dentro de mim.
Tomei para este ano a resolução de quebrar. As rotinas, a vida que tive (ou aquela que não tive) até aqui. Decidi que este ano seria um marco (à falta de melhor termo); quero fazer do que foi até aqui um antes, e do que virá, um depois. E voltar ao trabalho não é nada bom sinal.
Falando em linguagem obamaniana: mudança. Poderei? Percorrer a estrada, sem destino...

Outra coisa, para não ter que criar um post novo apenas para dizer isto (e além de mais a imagem deste post está mesmo a condizer): talvez seja um bocado parvo, mas dá imenso jeito!

domingo, 4 de janeiro de 2009

RESOLUÇÕES PARA 2009*

*Foi em Março de 2003 que a minha última máquina fotográfica disparou. Depois eu tombei para trás e ela caiu comigo. Em casa ainda tenho uma dezena de rolos - alguns dos quais usados, mas nunca revelados. Essa máquina acompanhou-me durante dez anos, e quando eu tombei ela tombou comigo. Era uma daquelas pessoas que gosta de fotografar tudo e mais alguma coisa, o imenso e o pormenor, o sorriso e o horizonte. E não tivesse sido esse tombo, o meu e o da máquina, não me imagino a passar seis anos sem tirar uma única fotografia. A verdade é que já passaram. A única verdade do tempo é que o tempo passa. Parafraseando Shakespeare, o tempo não pára para que nós nos levantemos. Mas, se o tempo não pára, o melhor que podemos fazer é ir tirando algumas fotografias, não para agarrarmos alguns momentos da nossa existência, mas para os não deixarmos partir de dentro de nós.


E se um dia não suportarem mais "aquelas" fotografias, não façam como eu, que as rasguei e deitei os negativos fora. Guardem-nas numa caixa (ou numa pen ou cd)... Um dia talvez vos apeteça voltar a elas, nem que seja apenas uma "última" vez...

sábado, 3 de janeiro de 2009

GHOST TOWN*




The thing that makes me feel the most down,
Is the feeling that I'm living in a ghost town.
Barn door bangin' in my face,
Like tumbleweed,
I'm rolling 'round this place.

I see you arriving at the station,
But it's only my imagination.
So I'm begging on my knees,
Turn around,
And save me, baby, please.

From this ghost town,
I feel like giving in,
Since you left I'm living in,
An old ghost town.

Hey kid, I remember all the laughter,
Especially when we woke the morning after.
Why did you have to go away,
Leaving me to wander every day.

In this ghost town,
I feel like giving in,
Since you left I'm living in,
An old ghost town.

We were born to ride,
Side by side.
We are always reaching for the stars,
And they can still be ours.

(If you free me from this)

Ghost town,
I feel like giving in,
Since you left I'm living in,
An old ghost town.
I feel like giving in.
Since you left I'm living in,
An old ghost town.

I feel like giving in,
Since you left I'm living in,
An old ghost town.

Living in an old ghost town


*Letra da música "Ghost Town" de Katie Melua. Ponderei muito até chegar ao primeiro post do ano. E cheguei a este, que se prende com a única resolução que tomei com a entrada do novo ano: abandonar para sempre a cidade-fantasma onde habito há n anos. Claro que abandonar uma paisagem tão bela quanto a que vêm acima não é fácil, mas menos fácil é habitá-la...


Post-Scriptum (04/01/2009): Imagem actualizada; devido a um qualquer erro informático não se conseguia ver.