terça-feira, 15 de setembro de 2009

MIGUEL VALE DE ALMEIDA - CONVENÇÃO NACIONAL PS




Visto no blog do meu amigo blogosférico ANDRÉ! aproveito a ocasião para mais uma vez reafirmar a minha vontade, e na pequena medida em que me é possível, empenho na vitória do Partido Socialista nas próximas eleições, Legislativas e Autárquicas. De facto os últimos tempos têm sido, a nível pessoal, de tumulto interior. O que me deixa fatigado e desgastado, perdoem a redundância, e conduz a que a minha pro-actividade, seja em que objecto for, seja pequena, para não dizer minúscula. Talvez se surpreendam amigos e conhecidos. Pela segunda vez desde que voto não apoiarei o Bloco de Esquerda - embora torça interiormente para que tenha um bom resultado. A primeira foi aquando das últimas Presidenciais, em que apoiei e votei em Manuel Alegre. Óbvio, demasiado óbvio, o móbil. É claro que o governo do Partido Socialista me desapontou em algumas questões, duas em especial: a não realização de referendo sobre o Tratado de Lisboa, e a não aprovação do Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo. Afinal duas cobardias flagrantes de um Governo que defendeu com coragem as suas propostas ao ponto de por vezes parecer arrogante, ou chagar a sê-lo. Uma, cobardia externa: entendo que para o Governo levar a referendo o Tratado de Lisboa representava uma enorme afronta para com os restantes parceiros europeus, que se comportaram aliás, nesta questão, de modo muito pouco democrático. Apenas a Irlanda, e por impedimento da sua Constituição Nacional, não pela via parlamentar o texto do Tratado. A segunda cobardia, interna, quando na Europa vários são os que legislaram ou eliminaram barreiras que permitem hoje em dia o acesso ao Casamento Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo, embora continuem a existir atitudes muito diversas, desde uma Polónia ultra-conservadora, a uma Holanda pioneira e liberal, ou a Espanha aqui tão perto, aqui tão longe. De facto, para a próxima legislatura esta questão continua disfarçada de intenção; a intenção da ampla discussão pública sobre o tema, o que não é líquido que signifique uma verdadeira vontade de legislar! Enfim, disse o comunista Pablo Neruda, no livro Confesso que Vivi, há momentos da vida em que temos que decidir de que lado estamos. Estou do lado daqueles que querem que seja um partido de Esquerda a figurar no primeiro lugar do pódio. E só um partido está em condições de alcançar esse lugar.

1 comentário:

  1. Gostei da estreia do MVA nas hostes socialistas: correcto, incisivo, timing certo, a querer prometer que a lei virá mesmo aí. A não ser que haja uma maioria de direita (lagarto, lagarto...)
    Eu também irei votar PS, obviamente...

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