quarta-feira, 1 de julho de 2009

rascunho encontrado num caderno abandonado #77*

Nós devíamos estar juntos, senão na mesma cama, no mesmo quarto; senão no mesmo quarto, na mesma casa; senão na mesma casa, na mesma vida. Porém a vida separou-nos; e nós nada fizemos para a contrariar. Agora, dizem que as drogas te destruíram a vida; dizem que me destruo com álcool; todavia, desconhecem o motivo que nos levou à dependência, ao olhar agressivo, às palavras duras e agrestes. Esse sim, foi o motivo da nossa destruição. Não aquela que hoje se nota no nosso corpo, no nosso andar, no vagar com que carregamos os dias, mas aquela que antes arrasou a frágil substância de que é feita a alma.


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*Post ainda escrito em São Pedro de Moel, onde o clima incerto dá cabo dos meus nervos, como sói dizer-se. E em 5 minutos passou de um cerrado encoberto para um tórrido sol.

5 comentários:

  1. Estou muito sensível. Chorei ao ler o texto.
    Abraço

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  2. Olá A.... O que quer que seja que te tolhe a alma, espero que em breve encontres paz. não deixes que o tarde demais tome conta de ti... Qualquer coisa, tens o meu e-mail algures por aí... Abraço

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  3. Apesar de...
    Arre! Ia sair asneira. Talvez saia.
    Atrevo-me a dizer que aquilo que realmente poderá arrasar a alma de uma forma violenta será a desistência. Uma batalha perdida pode ser amarga. Mas perder sem lutar... para além de amargura acarreta muitas dúvidas e enche-nos a alma de "se's" desconfortáveis.
    Nunca é tarde, nem nunca se é fraco demais para lutar.
    Peço desculpa pelo pequeno devaneio, mas não me evito.

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  4. Diz, diz! Eu gosto de ouvir asneiras, e adoro devaneios! Perder sem lutar... Olha, há lutas em que, por mais que lutemos, se a outra parte não lutar, estamos condenados ao fracasso... Beijinho

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  5. Tens toda a razão... mas mesmo assim... Sou sempre a favor da preserverança. Desde que a mesma não afecte o amor-próprio e a auto-estima.
    Obviamente que quando se chega à conclusão de que se rema sozinho contra a maré não valerá a pena. E o melhor será esquecer. Ou recordar, apenas.
    Beijinho

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