quarta-feira, 10 de junho de 2009

LUIZ VAZ DE CAMÕES*



Está o lascivo e doce passarinho
com o biquinho as penas ordenando;
o verso, sem medida, alegre e brando,
espedindo no rústico raminho;


o cruel caçador (que do caminho
se vem calado e manso desviando)
na pronta vista a seta endireitando,
lhe dá no Estígio lago eterno ninho.


Destarte o coração, que livre andava,
(posto que já de longe destinado)
onde menos temia, foi ferido.


Porque o Freicheiro cego me esperava,
para que me tomasse descuidado,
em vossos claros olhos escondido.


*diz-se que terá fenecido triste, pobre, e angustiado, no dia 10 de Junho de 1580, em Lisboa, aquele que foi o maior Poeta Português que alguma vez vivera, até ao dia 13 de Junho de 1888! Onde quer que estejas, Luiz, o País continua o mesmo, tu Grande, ele Pequeno. Tu vives nos versos que nos deixaste; ele morre no verso da Glória que um dia cantaste.

Quadro de João Ramos, que pode ser encontrado aqui.

10 comentários:

  1. Hola André
    Un besito te dejo, me gusta este poeta de tu país!

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  2. Haja Deus!!!!
    Alguém se lembrou do Príncipe dos Poetas!
    E que belo "epitáfio" lhe escreveste tu, André...
    Abraço.

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  3. Adoro Camões, embora só tenha lido alguns excertos de "os lusíadas", aqueles excertos que damos no secundário e no básico. Adoro o seu estilo épico

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  4. Hola EV,

    muchas gracias por tu besito; te dejo outro.

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  5. Olá Pinguim, aqui entre nós, é melhor não haver!

    Dia de Portugal, das Comunidades e sei mais lá de quê parece-me hipócrita e falso! Celebro apenas o nosso Poeta.

    Abraço

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  6. Olá Vagueador, prefiro o Camões lírico! Os Lusíadas andam ali na estante para ler a sério, do início ao fim, um dia destes... Abraço

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Obrigada por recordar Camões e escolher um trabalho do meu pai para ilustrar :-)

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