sábado, 25 de abril de 2009

LIVROS, SEMPRE OS LIVROS, SEMPRE

Ontem, num debate sobre o livro e a leitura (no âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro), um orador disse que a maior angústia de um leitor apaixonado é a de ter consciência de que, por mais anos que viva, jamais conseguirá ler todos os bons livros que gostaria de ler. Esta sensação é tanto mais verdadeira quanto entramos numa grande livraria (em dimensão e qualidade) e nos deparamos com dezenas (centenas, milhares) de bons livros que ansiávamos ler mas que, por factores económicos e de falta de tempo, nunca conseguiremos ler. (Victor Afonso. Post completo.)

7 comentários:

  1. Este pensamento é-me recorrente, nao em relação aos livros, ou filmes, ou... mas ao tempo de vida de que dispomos com tanto mundo que existe.

    abraço

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  2. Eu estive nesse debate e muito me tocou essa intervenção. Aliás, eu sinto-me permanentemente esmagado pelo peso do que ainda não li, do que ainda não sei. Pelo que tenho pensado muito sobre este assunto. Racionalmente, tento em vão convencer-me que o importante é fruir o prazer do caminho. Mas não consigo limitar-me a olhar para o que está imediatamente à minha frente, preciso de inventar novos horizontes. Esses mesmos que me esmagam.
    Isto faz-me um bocadinho lembrar estes versos da Mensagem que de certo conheces:
    "Triste de quem vive em casa,
    Contente com o seu lar... "
    Mas, nesta questão mais do que com Pessoa, concordo com a Florbela:
    "Meu Deus, dai-me esta calma, esta pobreza!
    Dou por elas meu trono de Princesa,
    E todos os meus Reinos de Ansiedade."

    José

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  3. A vida é curta, demasiado curta, e todos os dias a encurtamos, quando deixamos por fazer aquilo que deveríamos... Abraço, Daniel.

    P.S. desculpa não te chamar pelo outro nome, mas traz-me memórias demasiado dolorosas...

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  4. Olá Zé,

    Eu, infelizmente, por motivos profissionais, ou - para não usar eufemismos - por causa da porra do trabalho, não pude estar nesse debate... O tempo, o tempo é sempre muito e pouco... é talvez a única coisa sobre a qual não conseguimos ter controlo, nem sequer ilusão de controlo... o tempo acaba sempre por nos vencer... Abraço

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  5. Obrigado por teres partilhado o porquê de "Daniel"xem vez de "lobinho" ou "Silva". Nao sao so as glorias que mostramos aos amigos, mas os fracassos ou as dores que nos fizeram crescer, embora como sempre, a contragosto. Isso faz de ti apenas uma pessoa humana, e nao intelectualizada. Por este pequeno pormenor, ainda és mais belo.

    Um abraço solidário, André

    Daniel

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