sábado, 28 de fevereiro de 2009

OFÍCIO CANTANTE - herberto helder

Por fim, não resisti, e lá dei os 48€. Para não pensar nisso, passemos à página 136:

Há sempre uma noite terrível para quem se despede
do esquecimento. Para quem sai,
ainda louco do sono, do meio
de silêncio. Uma noite
ingénua para quem canta.
Deslocada e abandonada noite onde o fogo se instalou
que varre as pedras da cabeça.
Que mexe na língua a cinza desprendida.

2 comentários:

  1. Talvez o maior poeta português vivo!!!

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  2. Talvez... Não tinha nada dele, embora tenha lido quase tudo há uns 11/12 anos atrás, na biblioteca da Secundária... A única biblioteca onde me senti bem. Não sei o porquê hoje em dia de detestar bibliotecas... tenho que fazer uma profunda introspecção... Abraço

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