quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

ANANKÊ*

não posso ouvir
o teu nome
e saber-te distante
como a distância
de uma palavra
amo-te! serviria?
tanta ânsia
de amar-te! poderia?
e saber a possibilidade
da desilusão
tanta como
tão grande o
desespero
estou doido? seria
mais fácil, mas
é como quando passas
ao meu lado
um discurso
disfragmentado
porque me olhas?
porquê? poderei
algum dia
perguntar-te, e depois
esquecer?
como este cigarro
que acendo, e depois
apago
(ou seja, amanhã
quando acordar...)

Escrito a 09 de Fevereiro de 2003; publicado anteriormente neste blog aqui.

*Anankê: Destino, em Grego. É também uma das divisões da tragédia grega.

4 comentários:

  1. gostei muito de:

    "não posso ouvir
    o teu nome
    e saber-te distante
    (...)
    amo-te! serviria?
    tanta ânsia
    de amar-te! poderia?
    e saber a possibilidade
    da desilusão
    tanta como
    tão grande o
    desespero
    estou doido? seria
    mais fácil, mas
    é como quando passas
    ao meu lado
    um discurso
    disfragmentado
    porque me olhas?
    porquê? poderei
    algum dia
    perguntar-te, e depois
    esquecer?
    (...)

    Abraço *

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  2. Não sei o que sinto ao ler este poema, mas gosto, gosto muito. Deixa-me um amargo de boca, que me acorda para a realidade de um sentimento sentido e sofrido. Parabéns, gosto de te ler ;)

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  3. Olá Daniel. É uma boa proposta. Não foi escrito para ser poema. Foram apenas umas linhas numa noite de ébria de loucura. Abraço

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  4. Olá Only Words, obrigado pelo simpático e encoragador comentário. A mim já me passou o amargo da boca... Abraço

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