segunda-feira, 30 de junho de 2008

MEDALHA DE OURO

WOMAN IN LOVE*

A meio da noite, quando não tenho sono, ou quando tenho sono, mas há angústias que me invadem, e me tiram a vontade de dormir - como quando temos fome, mas uma qualquer angústia nos tira o apetite, ao ponto de termos vontade de vomitar a comida que (ainda) não comemos - clico no ficheiro "Woman in Love.mp3" [da pasta onde existem milhares de ficheiro sem qualquer nexo ou desejo de nexo (devia de estar em itálico - reconhecem alguém?)] de Barbra Streisand. E, enquanto fumo um cigarro, ou escrevo um post (este, no caso presente; muitos outros antes deste), ouço repetidamente "Life is a moment in space/ When the dream is gone/ It's a lonelier place..."
Ainda no que ao Amor concerne, não percam a série de posts "Bom Dia/ Boa Noite" que o Henrique tem vindo a publicar (pena que, ao contrário de outras séries, não tenha os links para os posts anteriores). E não, não me perguntem porque é que gosto da música; deve ser dos versos When the dream is gone/ It's a lonelier place...


Life is a moment in space
When the dream is gone
It's a lonelier place
I kiss the morning goodbye
Down inside, you know we never know why
The road is narrow and long
When eyes meet eyes
And the feeling is strong
I turn away from the wall
I stumble and fall
But I give you it all




I am a woman in love
And I'd do anything
To get you into my world
And hold you within
It's a right I defend
Over and over again
What do I do




With you eternally mine
In love there is no measure of time
We planned it all at the start
You and I live in each other's heart
We may be oceans away
You'll feel my love
I hear what you say
No truth is ever a lie
I stumble and fall
But I give you it all




I am a woman in love
And I'd do anything
To get you into my world
And hold you within
It's a right I defend
Over and over again
What do I do




I am a woman in love
And I'm talking to you
You know I know how you feel
What a woman can do
It's a right I defend
Over and over again




I am a woman in love
And I'd do anything
To get you into my world
And hold you within
It's a right I defend
Over and over again...

SER, PARECER, TER, e ESTAR.


Propôs o Paulo, via e-mail, um conjunto de quatro textos (1, 2, 3, e 4) para leitura, que me atrevo a divulgar aqui. Também, mas não só, a propósito da 9ª Marcha do Orgulho LGBT, 2008, sobre a qual, a falta de tempo, a preguiça, e outras boas desculpas, não me permitiram tecer qualquer opinião, comentário, ou ideia.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

MAPA manuel a. domingos


Desde os cafés da Guarda, nos anos adolescentes, onde tudo era ainda possível, até a um certo desencanto com o mundo, manuel a. domingos constrói uma poética feita de pequenos detalhes comuns à vida e à poesia, tentando descobrir modos de acreditar em mapas que nos soam tão estrangeiros.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

AS BENEVOLENTES, de Jonathan Littell

As Benevolentes de Jonathan Littell
E assim gastei mais 30€!* Até à página 95 estão a valer bem a pena! Só faltam 800, para saber se foram ou não bem gastos... (E ainda não acabei de ler "o homem sem qualidades"*...) Sobre AS BENEVOLENTES, Mário Vargas Llosa disse certamente melhor! *Ficam deste modo informados das causas da minha futura homelessness...

domingo, 22 de junho de 2008

A EUROPA (2)

De cada vez que um primeiro-ministro dos 27, ou um chefe de governo, ou um presidente dos mesmo, fala sobre o Tratado de Lisboa (leiam o texto de Orlando Braga: O que é o Tratado de Lisboa?), mais me cheira a esturro esta ânsia de impor aos europeus um tratado, sem serem estes nem tidos nem achados no processo. De cada vez que o José Sócrates fala do Tratado de Lisboa, mais sou contra o Tratado de Lisboa. Nunca gostei de coisas inevitáveis: soa-me demasiado a Morte, porque só a Morte é inevitável...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

mictório luzidio

O luís tem um novo blog, mas eu ainda não tive paciência para actualizar a lista de blinks [onde se lê "mas eu ainda não tive paciência" pode ler-se também "mas eu tenho tido preguiça"]... Fiquei assim a saber que ontem foi um excelente dia para o desporto português... Logo eu que pensava que não tinha perdido nada por ter perdido o jogo...! Vão lá ao mictório, não estejam p'rá qui de pernas apertadas!!! Ah!, só mais uma coisinha: o technorati já não é o que era!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A EUROPA

Dizem alguns comentadores e políticos que a Europa não pode ficar refém de um milhão de irlandeses (um pouco menos; aqueles que votaram não). Engraçado, no mínimo, como alguns indivíduos, pseudo-pensadores, pretendem pensar pelos outros! E eu que pensava que a Europa estava refém de uma corja de 1000 ou 2000 (poucos, não importa o número) auto-intitulados "europeus" que tudo fizeram, na sua prepotência legislativa, para evitar que os verdadeiros europeus se pudessem pronunciar sobre a Europa que lhe querem oferecer. Não existem 490 milhões de europeus reféns de um milhão de irlandeses. Um milhão de irlandeses libertaram 490 milhões de europeus dos carcereiros que quiseram decidir a seu bel-prazer o futuro da Europa. Quando os lamuriosos políticos "europeus" quiserem uma Europa dos europeus e para os europeus, deixarão que sejam os europeus a decidir que Europa querem. Porque a Europa é de todos os europeus e não de 1000 ou 2000 sujeitos - indivíduos (?), tipos (?), gajos (?) - que se julgam iluminados (não sei por que ideia, ou por que espírito - mas nem a ideia é clara, nem o espírito santo...)
Posto isto, se tivesse havido um referendo em Portugal provavelmente teria votado "Sim", mas não ter havido referendo é imperdoável! Imagem, Europa Antropomórfica, daqui.

domingo, 15 de junho de 2008

Gosto do céu porque não creio que elle seja infinito. Que pode ter comigo o que não começa nem acaba? Não creio no infinito, não creio na eternidade. Creio que o espaço começa numa parte e numa parte acaba E que agora e antes d'isso há absolutamente nada. Creio que o tempo tem um princípio e tem um fim, E que antes e depois d'isso não havia tempo. Porque há-se ser isto falso? Falso é fallar de infinitos Como se soubéssemos o que são de os podermos entender. Não: tudo é um quantidade de cousas. Tudo é definido, tudo é limitado, tudo é cousas.
Poema inédito de Alberto Caeiro, não datado; transcrito por Jerónimo Pizarro. Publicado p'lo Público na edição de 13/06/2008, no dia dos 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

SEXTA-FEIRA, 13*

Se hás-de ser o que choras Ter que ser, não o chores. Se toda a mole imensa Do mundo ser-te-á noite, Aproveita este breve Dia, e sem choro ou cura Goza-o, contente por viveres O pouco que te é dado.
Ricardo Reis, in. Poesia (p. 149, edição da Assírio & Alvim) - Celebra-se hoje o 120º aniversário do nascimento de Fernando António Nogueira Pessoa. O Público anda há uns dias a anunciar a publicação para hoje de um inédito de Alberto Caeiro - talvez um que foi "encontrado" na Casa Fernando Pessoa aquando da digitalização da biblioteca do poeta - irei logo de manhã a comprar o jornal - há vícios mais fortes que nós... quase como superstições, o que vem mesmo a calhar, nesta sexta-feira, 13. Já sabem como funciona, quem por aqui passar e for embora sem comentar, muitas lágrimas há-de chorar... Para aquel@s que não sabem, não é por acaso que o segundo nome do Fernando é António... Bom feriado, para quem tem feriado... [a imagem veio daqui]

quinta-feira, 12 de junho de 2008

CASAMENTO, ADOPÇÃO E PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA*

Por 81 votos contra 41, o parlamento da Noruega aprovou nesta Quarta feira o casamento entre pessoas do mesmo sexo, permitindo também a adopção de crianças por esses casais. Os casais homossexuais podem ainda beneficiar de assistência para fecundação. A Noruega torna-se, assim no sexto país, onde os casais homossexuais têm os mesmos direitos que os casais heterossexuais, depois de Espanha, Bélgica, Holanda, África do Sul e Canadá. (via Esquerda.Net) *Obviamente, para aqueles que sonham com um dia assim em Portugal, isto seriam fracturas a mais num país onde Sua Excelência o Presidente da República, democraticamente eleito, tem o desplante de usar um termo próprio de Presidentes "eleitos" por outras vias... Imagem ao cimo, via Renas & Veados (fonte aqui).

apocalipse dos trabalhadores - de valter hugo mãe

«maria da graça – mulher-a-dias em bragança esquecida do mundo – tem a ambição, não tão secreta como isso, de morrer de amor; e por essa razão sonha recorrentemente com a entrada no paraíso, onde vai à procura do senhor ferreira, seu antigo patrão, que, apesar de sovina e abusador, lhe falou de goya, rilke, bergman ou mozart como homens que impressionaram o próprio deus. mas às portas do céu acotovelam-se mercadores de souvenirs em brigas constantes e são pedro não faz mais do que a enxotar dali a cada visita.

tal como maria da graça, todas as personagens deste livro buscam o seu paraíso; e, aflitas com a esperança, ou esperança nenhuma, de um dia serem felizes, acham que a felicidade vale qualquer risco, nem que seja para as lançar alegremente no abismo.

o apocalipse dos trabalhadores é um retrato do nosso tempo, feito da precariedade e dessa esperança difícil. um retrato desenhado através de duas mulheres-a-dias, um reformado e um jovem ucraniano que reflectem sobre os caminhos sinuosos do engenho e da vontade humana num portugal com cada vez mais imigrantes e sobre a forma como isso parece perturbar a sociedade.»

*à venda a partir de Julho. texto acima retirado do blog do autor, onde se refere ser o texto da contracapa do livro.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

DA GASOLINA

Com os postos de gasolina literalmente a secar, e com o depósito meio, um pouco menos que meio, penso que para esta semana ainda tenho combustível... Mas o que me preocupa são os postos de gasolina que em Espanha também estão a secar... Com tudo isto, vão tramar as minhas poupanças... E como não se vislumbra um regresso à "normalidade", a primeira coisa que vou fazer quando sair do trabalho é atestar o meu depósito... Isto se ainda for a tempo! Ou terei que, simplesmente, parar... Não serei o único. A imagem foi retirada daqui. Aceitam-se apostas quanto às futuras consequências da escalada de preços do petróleo e derivados: a) rebentamento da bolha especulativa dos preços, com consequente descida dos mesmos; b) crise económica mundial, semelhante à do final dos anos 20 do século passado; c) eclosão de grave crise social, com guerra mundial no horizonte; d) não se vai passar nada... e) outros cenários... quais?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

PETIÇÃO CONTRA MAIS UMA ROUBALHEIRA

Através do blog Boca de Incêndio tive conhecimento desta petição; os bancos preparam-se para nos assaltar uma vez mais; 1,5€ por cada levantamento. Antigamente eram os bancos que eram assaltados; mas, assim como assim, ainda vinha a polícia em seu socorro, e ia atrás dos ladrões... E agora a quem devemos recorrer?

AS FRACTURAS...

...Ou, A Sexualidade à Portuguesa... Imagem do Arion.

ROSTOS, BLOGOSFERA, E FUTEBOL...

Naturalmente que em todas as épocas existiram muitos tipos de rostos; mas há em todas elas um determinado tipo que o gosto do tempo destaca como mais feliz e mais belo, e todos os outros procuram depois imitá-lo. E até as mais feias lá chegam, com a ajuda dos penteados e da moda; só o não conseguem aqueles rostos nascidos para estranhos êxitos, nos quais se espelha sem concessões o ideal de beleza régia, mas ultrapassada, de outras eras. Tais rostos deambulam como cadáveres de antigos desejos na imensa vacuidade do comércio amoroso; (...)
Robert Musil, in. O Homem sem Qualidades (Publicações Dom Quixote, tomo I, p. 49, tradução de João Barrento). Imagem daqui. Post-Scriptum: Gostava de ter tempo para ler todos os blogs da minha lista de blinks, comentá-los, e responder aos comentários que gentilmente aqui me vão deixando... Mas ainda não marquei os 12 dias de férias a que tenho direito este ano... Ah! finalmente comecei a ler o tomo I d' "O Homem sem Qualidades", após ter o tomo II quase lido - e antes da saída do tomo III, lá para Outubro, dizem...
Post-Scriptum II: Diz-me uma amiga que vive em Neuchâtel, por sms, que "é uma loucura, estamos a viver um momento único, tento não perder nada: chegada, treinos, espectáculos, enfim, tudo..."

terça-feira, 3 de junho de 2008

HISTÓRIA «DEVIDA» COM UMA MEMÓRIA DE INFÂNCIA

A história «devida» com uma memória de infância, do Paulo, será lida pelo Miguel Guilherme, na Antena 1, e poderá ser ouvida hoje, dia 03, às 17h20, com repetição às 21h20 e as 03h20 (cf. aqui). Se puderem, sintonizem. Se não puderem, leiam.

domingo, 1 de junho de 2008

TODOS OS CAMINHOS VÃO DAR A NADA...*

Para alguns curiosos que indagaram, estes foram os poemas que li - ou declamei, se quiserem ser mais teatrais - aqui:

É Permitido Fumar Neste Poema!

No Tempo do Colégio (dedicado ao Marco José Lobão Paula - Lido pelo director do Teatro Municipal da Guarda, Américo Rodrigues)

O Beijo (dedicado ao Miguel José Ramos Mendo) 

  Não Poderei Nunca Dizer o Teu Nome... (dedicado a todos os amigos e familiares presentes)

*E, SE TIVERMOS SORTE, ENCONTRAMOS ALGUMA COISA NO PERCURSO...