domingo, 25 de maio de 2008

QUE FILOSOFIA "SEGUEM"? [TESTE]

What philosophy do you follow? (v1.03) created with QuizFarm.com
You scored as Existentialism

Your life is guided by the concept of Existentialism: You choose the meaning and purpose of your life. “Man is condemned to be free; because once thrown into the world, he is responsible for everything he does.” “It is up to you to give [life] a meaning.” --Jean-Paul Sartre “It is man's natural sickness to believe that he possesses the Truth.” --Blaise Pascal More info at Arocoun's Wikipedia User Page...

Existentialism

95%

Justice (Fairness)

80%

Utilitarianism

65%

Hedonism

65%

Nihilism

50%

Strong Egoism

35%

Kantianism

35%

Apathy

5%

Divine Command

0%

quinta-feira, 22 de maio de 2008

27 ANOS...

Nasci por volta das 10h30m do dia 22 de Maio de 1981, na hospital da Guarda - não sei qual - talvez o Sousa Martins... Dizem por isso que no instante em que este post for publicado completarei 27 anos de idade... e a idade é uma senhora que não perdoa; portanto, nunca mais voltarei a ter a que tive e perdi... o que ficou, ficou... e a imagem foi encontrada aqui, com o sugestivo título: Pain. Ah! Não se esqueçam de dar os parabéns à Adriana Nogueira, que também faz anos hoje!

terça-feira, 20 de maio de 2008

A POLÍTICA PORTUGUESA E OS JOVENS

Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, arranjou uma nova preocupação para ocupar o seu tempo, os noticiários, os debates públicos, e as capas dos jornais. Diz ele que o afastamento dos jovens portugueses relativamente à política é preocupante... E eu que pensava que o que era preocupante na política portuguesa eram os cadáveres que persistem em arrastar-se pelos corredores do poder... Obrigado Senhor Presidente, por me elucidar!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

The Bed A Cama Henri de Toulouse-LautrecPorque a noite é diferente do dia. E durante o dias as flores estão presas à terra e não se podem mexer. Mas a noite liberta as flores. E de noite as flores dançam e passeiam. E naquele jardim durante o dia mandavam a dona da casa e o jardineiro. Mas durante a noite mandava o Rapaz de Bronze. Entre o roseiral e o parque, num lugar sombrio, solitário e verde, havia um pequeno jardim rodeado de árvores altíssimas que o cobriam com os seus ramos. No meio desse jardim havia um lago redondo sempre cheio de folhas. No centro do lago havia uma ilha muito pequena feita de pedregulhos e onde cresciam fetos. E no centro da ilha estava uma estátua que era um rapaz feito de bronze. E durante o dia o Rapaz de Bronze não se podia mexer e tinha que estar muito quieto, sempre na mesma posição, porque era uma estátua. Mas durante a noite ele falava, mexia, caminhava, dançava, e era ele quem mandava nos jardins, no parque, no pinhal, nos pomares e no campo. Sophia de Mello Breyner Andresen, in O Rapaz de Bronze (Edições Salamandra, p.16) Imagem: The Bed, de Henri de Toulouse-Lautrec. Private Message: Espero que encontres a tua noite antes que seja tarde demais...

sábado, 17 de maio de 2008

DIA MUNDIAL CONTRA A HOMOFOBIA

Só Por Amar Diferente "Por que é que, culturalmente, nós nos sentimos mais confortáveis vendo dois homens segurando armas do que dando as mãos?" (Ernest Gaines) Homophobia - you decide
desviado da sidebar do why not now.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

PASSA A MASSA, PÁ!

Imagem do Pópulo.

FICA LÁ COM OS PRINCÍPIOS, QUE EU PREFIRO OS MEIOS E OS FINS.

O casamento estável entre um homem e uma mulher é um dos "princípios não negociáveis" para uma "correcta convivência civil e cristã", defendeu hoje o cardeal Saraiva Martins no Santuário de Fátima. Perante milhares de peregrinos, na celebração principal da peregrinação de Maio, D. Saraiva Martins apontou vários valores essenciais, tendo destacado o "matrimónio como união estável e fiel de um homem e de uma mulher e não de qualquer outro modo". Eu até comentava, mas considero que nem vale a pena; a coisa que mais me surpreende no clero, e noutro sofistas do mesmo género, é o seu querer fazerem-se passar por gente com inteligência, dotados de um cérebro que pensa, raciocina, faz uso da razão, dos argumentos, da procura da verdade - mas este é um privilégio de quem tem um púlpito e um séquito: o processo comunicacional desenrola-se num único sentido; uns falam os outros aplaudem. No fundo, um mecanismo pavloviano de estímulo-resposta; acenam a cabeça, anuindo, porém não sabem - pior, não querem saber - porque o fazem... A imagem é de um quadro intilulado Birthday Boy, de Eric Fischl (site oficial), que representa sugestivamente um certo modo de encarar a sexualidade...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

STATE OF MIND

Há dias - quase um mês, como o tempo passa! - um amigo disse-me «tens que deixar de ser paizinho de toda a gente!» O estúpido do meu cérebro que nunca consegue estar parado - nem que seja para cogitar nas águas da pura estupidez, da negra morbidez, ou de outras coizas - com z, porque a palavra fica muito mais bonita - terminadas em -dez - onde ia? Já me recordo: o meu cérebro que não consegue parar um segundo, ficou a pensar nisto - juntou-se este pensamento a outro ingrediente - dizem que na blogosfera não se devem escrever textos com frases assim, truncadas por hífens, parênteses (o que eu gosto dos parênteses!), que o texto torna-se aborrecido e ninguém o lê - mas eu estou-me a marimbar para isso, porque no fundo isto é um não-diário; e também não se devem escrever frases longas, nem deixar frases a meio, nem divagar entre diversas ideias, nem ser redundantes - e outras coisas rechonchudas - antes que me esqueça aviso que roubei a imagem a um blog - tenho uma pasta dentro da pasta imagens que se chama «imagens de blogs» - mas não faço a menor, a mínima, ideia de que blog foi - se alguém se sentir lesado reclame (só respondo a requerimentos devidamente apresentados, em papel com marca d'água, 23 linhas, e com margens de três centímetros, após medição) - juntou-se o ingrediente da idade (fico assim, a pensar na idade, quando o meu aniversário se aproxima - posso afirmar que penso muito em mim, na minha vida, e etecetra, aniversariamente, depois esqueço-me) e sim! Amigo, dou-te razão. Tenho que deixar de ser paizinho de toda a gente. Preocupo-me, ajudo, pergunto, disponho-me, condeno-me, culpo-me, rejubilo - e depois ninguém quer saber de mim... Deve ser por ser tão dado - ou tão feio. Mas isso é uma questão de gosto - ou será de estética? Não encarem a pergunta como retórica, que isso é uma coisa que também se não deve fazer, para atrair leitores!

terça-feira, 13 de maio de 2008

UM AMIGO*

Há alguns anos sentara-me na esplanada de um café, com amigos franceses que passavam férias na terra de onde parte da sua família partira longos anos antes, e com a minha irmã. Era uma quente noite de Verão, daquelas em que aspiramos por uma piscina e se sente o cheiro seco da tórrida terra e da vegetação chamuscada pelos implacáveis raios de sol. Uma noite como outra qualquer. Acabáramos de chegar ao café, e em torno da mesa quadrada nos dispuséramos; todos os lados estavam assim ocupados, como se disséssemos a todos em volta «este é o nosso círculo, não queremos aqui mais ninguém». Fizemos o pedido, quatro bebidas - Coca-Colas? - talvez um Ice Tea também - que era o que a minha irmã costumava pedir. O rapazinho, filho dos donos do café, entrou aborrecido para dentro do estabelecimento, afastando as fitas de metal, e voltou momento depois, trazendo o que lhe pedíramos. Perguntei-lhe «quanto é?» Ele olhou-me, sem responder, angustiado. «Que tens?» perguntei-lhe. «Nada» respondeu. Mas enquanto me dizia «nada» os ombros encolheram-se. Quantas vezes as expressões e atitudes corporais dizem mais que as palavras? Mas eu ainda não compreendera. Quão insensíveis somos por vezes! Perguntei-lhe se também queria beber alguma coisa. Ele não respondeu; e depois de eu insistir lá abanou a cabeça em sinal de reprovação - dizia que não, ou reprovava a minha falta de tacto? Eu pousara a nota com que tencionava pagar sobre a mesa. Ele pegou nela e baixou-se, para me poder falar ao ouvido. «Eu não quero que me pagues nada, só quero que sejas meu amigo!» E desapareceu. Quando momentos depois voltou, com o troco e uma bebida para si mesmo, eu já percebera. Afastei-me e ele puxou uma cadeira, para se sentar a meu lado, no «nosso» circulo de amigos. Desde esse dia que trago esta frase encravada na garganta; talvez ele já não se recorde; provavelmente ele não sabe, mas - foi nesse instante que o chamei «amigo» pela primeira vez, sem no entanto dizer nenhuma palavra; a maioria das pessoas que me conhece talvez não compreenda porque é que trato um miúdo - agora adolescente - como um igual, afinal sou muito mais velho. Para mim é um dos mais valiosos amigos que encontrei na vida. Talvez o futuro nos separe, nos afaste, a vida nos conduza por caminhos muito distantes; mas no meu pensamento estará para sempre o seu sorriso; e quando me sentir só, hei-de lembrar-me que ele existe, e vou sorrir também.
*Desculpem lá este momento piegas, mas às vezes dá-me para isto; para me meter a pensar naquilo de bom que torna esta vida miserável numa coisa preciosa. Muitas pessoas que me conhecem «pessoalmente» saberão de imediato que ele é.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

PLÁGIO NÃO VALE*

Talvez nem tanto. Mas repete-se incessantemente na minha cabeça todos os dias. Talvez as coisas pudessem ter sido diferentes. Para melhor ou para pior. Sempre a mesma coisa. Sempre o tudo ou nada por um lado, ou a indecisão inglória que pesa na consciência por outro.
*Contigo nunca sei se é verdade ou ficção. Mas tenho-te a dizer que durante onze anos me senti exactamente assim, como tu descreves nestas palavras - ainda me sinto assim - provavelmente vou sentir-me assim até ao fim da minha vida... Amigo, nunca saberemos, é a conclusão que eu tiro da minha experiência. Se é por quereres uma resposta, adianto-te que nunca terás uma. Se é uma maneira de lidar com a culpa, a culpa é sempre de todos, mas nunca é de ninguém - talvez por isso passe a vida a morrer solteira... E depois, quem sabe, talvez não seja depressão; tão somente uma consequência desta malvada - ainda assim das menos más - cultura judaico-cristã...

sábado, 10 de maio de 2008

A PRIMEIRA PAIXÃO ADOLESCENTE NÃO É DE AMOR POR UMA PESSOA, MAS SIM DE ÓDIO A TODAS AS PESSOAS*

Törless sentiu o corpo todo oprimido por um pensamento: os adultos também serão assim? O mundo será assim? Será lei geral que exista em nós algo mais forte, mais belo, maior, mais apaixonado, mais sombrio do que nós mesmos? Algo sobre o qual exercemos tão pouco poder? Podemos apenas espalhar milhares de sementes, sem objectivo, até que uma delas repentinamente floresça como uma flama escura, crescendo muito acima de nós?... E em cada nervo do seu corpo tremia em resposta um impaciente «sim». (...) Törless abriu a porta e entraram. Ficou de costas para Basini e acendeu o pequeno lampião. Quando se voltou, Basini estava nu diante dele. Törless recuou um passo involuntariamente. A súbita visão do corpo nu, branco como neve, atrás do qual o vermelho das paredes parecia sangue, deixava-o ofuscado e perplexo. Basini tinha um belo corpo - quase sem nenhum traço de virilidade, de uma magreza casta e esguia, como a de uma donzela. Törless sentia essa nudez incendiar os seus nervos como alvas labaredas ardentes. Não conseguia evitar o poder de tamanha beleza. Até esse momento, não soubera o que era belo. Pois o que era a arte para ele, apenas um jovem, e o que é que sabia dela? Até certa idade ela não passa de algo incompreensível e enfadonho para quem é criado ao ar livre! Ali, porém, a arte chegava pelos caminhos do sexo. Secreta e súbita. Um sopro cálido e perturbador desprendia-se daquela pele nua, aliciante, macia e plena de sensualidade. Vibrava nela também algo solene, quase sagrado. Passada a primeira surpresa, Törless envergonhou-se. Ele é um homem! Essa ideia indignava-o, embora sentisse que, com uma jovem, seria a mesma coisa. (...) Um pensamento - mesmo que tenha passado pela nossa mente há muito tempo - só viverá no instante em que alguma coisa, que já não é o pensar, que já não é a lógica, se acrescenta a ele, de modo que sentimos a sua verdade para além de qualquer justificação, como uma âncora que dilacera a carne viva e ensanguentada... Uma grande compreensão só se realiza pela metade no círculo de luz na nossa mente; a outra metade realiza-se no solo escuro do mais íntimo de nós e é, antes de mais nada, um estado de alma em cuja ponta extrema, como uma flor, pousa o pensamento.
*Robert Musil, in O Jovem Törless (agora traduzido por João Barrento, para as Publicações Dom Quixote, como As Perturbações do Pupilo Törless).

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Encadernação de Livros

manual de encadernação de livros como encadernar livros as partes de um livro
Encadernar é a operação de juntar as folhas de um livro, costurando os cadernos e cobrindo o corpo do volume com uma capa mais grossa e sólida que a folha vulgar; é um procedimento tão antigo, que já existia no tempo dos rolos de papiro, quando tinha a forma de um tubo, denominado manuale, onde se introduzia o volume enrolado.
Eis o que tem ocupado, ainda mais, os meus últimos dias. Ando a aprender a encadernar livros. Já sei a teoria toda! Agora vou começar a parte prática. Lá para o final do ano, já devo ter o material todo para ter uma pequena oficina própria; e assim, alguns dos meus livros vão ganhar um agasalho decente... (Prometo responder aos comentários em atraso brevemente; mas são 00h13m, e eu tenho que ir para casa - estou agora a sair do trabalho)... Entretanto, comprei o segundo volume de O Homem Sem Qualidades, de Robert Musil... Prometeram-me que amanhã chegava o primeiro... Cliquem na Imagem para Ampliar. Adenda (08/05/2008): Esta actividade, encadernação, nada tem que ver com o meu trabalho; é apenas um hobbie, não remunerado.

domingo, 4 de maio de 2008

NO COMMENTS*

*Imagem recebida (várias vezes) por e-mail; fotografia daquilo que se diz serem soldados chineses prontos para se camuflarem de monges tibetanos...

DIA DA MÃE

CARINHO* Querida mãe, quando me beijas, eu beijo-te ainda mais e o enxame dos meus beijos nem sequer te deixa olhar. Quando a abelha entra no lírio não se sente o esvoaçar. Quando escondes teu filhito nem se ouve respirar. Olho para ti, olho sempre sem que me canse o olhar; que lindo menino vejo aos teus olhos assomar. O tanque reflecte tudo o que tu estás a olhar; mas tu nas pupilas tens o teu filho e nada mais. Os olhinhos que me deste ainda tenho de os gastar a seguir-te pelos vales, pelo céu e pelo mar. *GABRIELA MISTRAL, in. Antologia Poética (Editorial Teorema, 2002 - Selecção, tradução e apresentação de Fernando Pinto do Amaral)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

POSTS AGENDADOS

Já alguma vez deram convosco a pensar num bom post, mas a data já tinha passado, ou ainda estava distante? E quando chegava o dia não tinham tempo, ou vontade, ou já se tinham esquecido daquilo que queriam ter escrever...? Agora esse problema vai ter solução! Digo vai ter, porque ainda não está disponível na versão normal do Blogger; mas se usaram a versão Blogger in Draft, podem escrever hoje um post, e agendar a sua publicação para daqui a um mês... Hoje, por exemplo, enquanto relia uma das minha poetizas predilectas, Gabriela Mistral, reencontrei um excelente poema para o dia da mãe... Transcrevi-o para o editor do Blogger in Draft e... No próximo domingo eu posso estar no fim do mundo, sem internet, que o post será publicado automaticamente, e vocês poderão ler o poema da Gabriela Mistral que eu escolhi para assinalar a data! Post-Scriptum: Algo muito útil para quem gosta de assinalar todos os Dias Mundiais e Internacionais, mas está sempre a deixá-los passar! Aqui têm uma lista dos Dias Mundiais e Internacionais oficialmente reconhecidos peloas Nações Unidas. Para uma lista ainda mais completa, mês por mês (cuidado que algumas datas móveis estão desactualizadas!) dos Dias Mundiais e Internacionais, oficiais e oficiosos... Comecem já a agendar!
O André Moura e Cunha regressou à blogosfera... ...'tava a ver que nunca mais o fazia!
Post-Scriptum: A imagem, é de um ramo de flores que a minha irmã e o meu cunhado me enviaram por e-mail, dizem que é por causa do dia do trabalhador...