quarta-feira, 30 de abril de 2008

MAY DAY

Somos precári@s no emprego e na vida. Trabalhamos sem contrato ou com contratos a prazos muito curtos. Trabalho temporário, incerto e sem garantias. Somos operadores de call-center, estagiários, desempregados, trabalhadores a recibos verdes, imigrantes, intermitentes, estudantes-trabalhadores... Não entramos nas estatísticas. Apesar de sermos cada vez mais e mais precários, os Governos escondem este mundo. Vivemos de biscates e trabalhos temporários. Dificilmente podemos pagar uma renda de casa. Não temos férias, não podemos engravidar nem ficar doentes. Direito à greve, nem por sombras. Flexisegurança? O "flexi" é para nós. A "segurança" é só para os patrões. Esta "modernização" mentirosa é pensada e feita de mãos dadas entre empresários e Governo. Estamos na sombra mas não calados. Não deixaremos de lutar ao lado de quem trabalha em Portugal ou longe daqui por direitos fundamentais. Essa luta não é só de números, entre sindicatos e governos. É a luta de trabalhadores e pessoas como nós. Coisas que os "números" ignorarão sempre. Nós não cabemos nesses números. Não deixaremos esquecer as condições a que nos remetem. E com a mesma força com que nos atacam os patrões, respondemos e reinventamos a luta. Afinal, somos muito mais do que eles. Precári@s, sim, mas inflexíveis. (Manifesto Precário, inblog Precários Inflexíveis)

terça-feira, 29 de abril de 2008

O HOMEM NÃO FOI FEITO PARA TRABALHAR*

Alguns dos poucos, mas bons, pese o lugar-comum, leitores deste blog, já se terão apercebido da diminuição da quantidade de posts, da frequência de actualização, e da lentidão na resposta aos comentários. Pois eu explico: comecei a trabalhar há pouco mais de um mês, após alguns meses sem fazer nada, niente, rien de tout, vulgo desempregado. Assim, não estranhem nem se aborreçam por não vos responder rapidamente, e por não comentar tantas vezes nos vossos blogs. Malfado meu, não tenho internet no trabalho; mas ainda bem, que seria depressa despedido... Dito isto, queria colocar aqui uma citação que sei (?) de memória, mas não sei quem é o autor ou autora; como expliquei no post anterior, não confio na internet, e cada vez menos. Por exemplo, andando eu a vadiar por aqui, deparei-me com esta citação na wikipédia: "A maneira mais fácil de ficar livre da tentação é ceder a ela." atribuída a Tristan Bernard. Ora, não tivesse eu uma boa memória, bem que cairia nesta! Mas eu sei bem qual é o autor, e em que obra é que o disse. Vou fazer mistério, a ver se alguém adivinha!? Uma pista: já publiquei esta citação aqui no blog! Enfim, aqui fica a citação de que desconheço o autor ou autora: A prova de que o homem não foi feito para trabalhar é que o trabalho cansa! Há também uma forma mais poética, talvez de Agostinho da Silva: O Homem não foi feito para trabalhar, mas para criar. A imagem foi encontrada neste blog. Desconheço a autoria...

domingo, 27 de abril de 2008

O TEMPO

red rose rosa vermelha flower flor jardim amor tempoA Internet é actualmente um meio indispensável de comunicação, difusão de informação e conhecimento, socialização, eu sei lá!, é biblioteca e café, estádio de futebol e sala de aula, praia e escritório num só lugar. Mas é também o lugar onde se criam mentiras, ilusões, se difundem boatos e desinformação. O maior dos problemas, neste contexto de desinformação, talvez seja o da atribuição da autoria de um conteúdo (desde texto a imagem, passando pelo vídeo; desde uma fotografia a um quadro, etc.) ao seu real autor. Aqui deixo um exemplo: se procurarem num motor de busca o poema que a seguir publico, a mais das vezes aparecer-vos-à atribuído a esse prolífico autor chamado Desconhecido; menos vezes garantir-vos-ão que afinal foi o Anónimo quem escreveu; outros hão-de reclamar para William Shakespeare a autoria; haverá mesmo aqueles que dirão ter sido eles próprios (numa noite de ébria inspiração) a escrever. Pelas minhas investigações, o verdadeiro autor terá sido Henry Van Dyke (1852-1933), diplomata, escritor, e pastor Americano, mas não posso garantir nada: O Tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que têm medo. Muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festejam Mas para os que amam o tempo é eternidade. O original: Time is Too Slow for those who Wait, Too Swift for those who Fear, Too Long for those who Grieve, Too Short for those who Rejoice; But for those who Love, Time is not. O último verso ("Time is not") provavelmente será "Time is eternity"... Se quiserem ler obras do autor, em inglês, estão disponíveis no site brasileiro Domínio Público; não se preocupem, que os direitos de autor já são públicos, não estão a cometer nenhuma ilegalidade... Post-Scriptum: Obviamente, não sei quem seja o autor ou a autora da fotografia! (Notem que não é o mesmo que dizer que o autor é Anónimo ou Desconhecido; dizer que é Anónimo ou Desconhecido, significa que ninguém sabe quem é o autor ou a autora da obra; dizer que não faço a mínima ideia quem seja o autor ou a autora, mostra apenas o meu desconhecimento!)

sábado, 26 de abril de 2008

25 DE ABRIL SEMPRE. E JÁ AGORA, OUTRA VEZ.*

É um dia bonito. A queda daquele regime idiota, despótico, cruel e atrasado (em todos os sentidos), deve ser celebrada. 25 de Abril sempre. Mas antes de escrever este texto, vejo-me a falar com uma amiga jornalista no messenger. Está a "trabalhar". Está a estagiar, de borla, e sabe que se quer conseguir o fabuloso ordenado de 500 euros, sem direito a contrato, tem que se esmifrar e trabalhar até em feriados. Ou seja, tem que se sujeitar a todos os abusos, perder todos os direitos, para sobreviver. O capitalismo chama-lhe "perseverança", com algum sentido de humor. Negro. É preciso outro 25 de Abril. Sempre e outra vez.
*m. inblog 2+2=5. Este post é que o Público devia ter citado. Porque razões não o fez, não sei. Talvez por distracção.

BLOGUES EM PAPEL - MOMENTO BLOGOCÊNTRICO*

*Até me fazem escrever a palavra "Blogue", que o corrector ortográfico do Mozilla Firefox não reconhece! Isto para dizer que o meu blog foi citado - ou fui eu que fui citado? - naquela página do Público, no P2, onde se citam os blogs... Ainda me obrigam a levar isto de blogger a sério, um dia destes! Pronto, qual Narciso, me quedei por instantes segurando a página do jornal! Aqui está o link para a página completa. Cliquem na Imagem se quiserem ver mais de perto! Um obrigado a tod@s que passam por este canto, e que são a razão da sua existência!

A CONSISTÊNCIA DOS SONHOS*

*Via Ciberescritas.

A ALMA PENADA

- Houve, há muitos anos, um crime dentro da igreja, já então o convento estava abandonado. Dois homens mataram o padre, a tiro, no altar. Ele tinha desonrado uma rapariga da família deles. E até dizem que o padre ficou a rondar por aí, feito alma penada. As mulheres benzeram-se. E uma delas disse: - Eu com almas penadas não quero nada. Nossa Senhora me valha. Se o padre aparece? O Rodrigues respondeu-lhe: - Se aparecer, o mais que ele quer é desvirgar vocês, que era o costume dele. E disso nenhuma de vocês corre perigo.
Jorge de Sena, in. Sinais de Fogo.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

As Palavras*

...o mal que algumas palavras têm não é o significado directamente. O mal são as conotações. (...) Tenho a impressão que as palavras atrapalham muito. (...) Em primeiro lugar porque é difícil pôr toda a gente de acordo sobre o significado delas, os limites em que são aquilo que parecem ser. Em segundo lugar, o abuso de uma retórica que começa por esvaziar tudo e pôr no seu lugar aquilo a que chamaria a casca das palavras. A palavra deixou de ter conteúdo, deixou de ter qualquer coisa dentro, e é pronunciada com uma ligeireza, com uma leviandade total...
JOSÉ SARAMAGO, in. Entrevista ao semanário Sol (na revista Tabu, n.º 84, de 19 de Abril de 2008) *Pela terceira vez comprei o semanário Sol; após tê-lo comprado aquando da entrevista do Mário Cesariny de Vasconcelos, e aquando da entrevista do Luiz Pacheco. Ambas as entrevistas foram as últimas que os escritores deram. Quando ia pagar o jornal pensei nisso. Ainda hesitei, cogitando em devolvê-lo à prateleira de onde o retirara. Depois disse para mim mesmo que tinha que abandonar estes devaneios supersticiosos e infantis. Fico aguardando A Viagem do Elefante, esperando que a Morte continue apaixonada por muitos anos, e que o Elefante desbrave caminhos para o José por muito tempo.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A FESTA

Na madrugada de sábado, 19, para domingo, em Coimbra, um miúdo - ou rapaz, como preferirem; eu é que me sinto velho e trato todos os indivíduos do sexo masculino por miúdos, mesmo aqueles que são mais velhos que eu - vendo-me correr (ou andar em passo apressado) disse: Onde vais com tanta pressa? A festa já acabou! Olhei-o por um instante e continuei, fugindo da chuva, enquanto pensava Oh, se acabou! Há tanto tempo que acabou!

A MESA DE JANTAR*

Os meus parabéns ao Paulo e ao Zé, e ao João. Fiquei contente por saber que o jantar correu bem; por motivos pessoais, que atempadamente transmiti ao Paulo, infelizmente não pude estar presente. Felizmente, foram alegres motivos aqueles que me impediram de ir a este segundo jantar, depois de outros - menos bons - me terem impedido de estar no primeiro, então apenas organizado pelo João. Espero ter a oportunidade de vos encontrar no terceiro. Um abraço a todos, daqui, deste meu cantinho blogosférico. O quadro julgo que se intitula A Mesa de Jantar, e é de Henri Matisse. Não estou com paciência para colocar aqui uma mini-biografia do pintor. Que quem estiver interessado em conhecê-lo melhor tenha a paciência necessária para fazer uma pesquisa num motor de busca; eu continuo a preferir as enciclopédias, mas porque gosto muito das folhas de papel, e da magia e encanto de abrir um livro. Não me perguntem porquê, mas enquanto pensava no que havia de escrever neste post, lembrei-me deste poema que escrevi há alguns anos, e que, não sei porquê, sinto que de algum modo está relacionado com a blogosfera. Se alguém encontrar essa relação é favor deixá-la na caixa de comentários deste post. Aqui fica o poema, para os mais preguiçosos, que dedico a todos os participantes do jantar em que não pude estar presente. Intitula-se

cidades flutuantes  

há cidades longínquas onde as ruas são oblíquas como os sonhos
com becos escuros e recantos húmidos que a noite encobre
com ruelas esguias e esquivas que o desejo domina
cidades aladas com cruzamentos inebriantes como o sexo
com veredas doces adormecendo e carreiros acres como o despertar
cidades invisíveis onde são as raparigas que contemplam os rapazes dormindo

há corpos escorregadios que se envolvem com gestos largos como as estradas que circulam as cidades
corpos que se acendem durante a madrugada e percorrem solitários as avenidas
onde prédios colossais e resplandecentes se erguem como o amanhecer

há fábricas cinzentas com chaminés de chumbo
nos arredores envergonhados como se escondessem segredos indizíveis
onde os finais de tarde são enublados como as manhãs
crepúsculos embaraçados como os rapazes tímidos que esperam os autocarros de mãos nos bolsos
e caem distraidamente nas entranhas do betão
atravessando as chaminés hirtas no horizonte absorto

há desejos invisíveis que cruzam os prédios transversalmente como uma brisa fresca de verão
desejos impossíveis que se vestem às escondidas nos apartamentos dos arrabaldes
ensejos rumorejantes que se concretizam sobre o manto utópico da fantasia

há velhos fitando as raparigas que sobem apressadas escadas infinitas
há caminhos rodopiantes atravessando os sentidos junto aos beirais
há cidades dentro das cidades mudando as cidades
há cidades diferenciando-se dentro das cidades
cidades flutuantes subindo sobre si mesmas até ao infinito

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ó SOMBRA FÚTIL CHAMADA GENTE*

"...agora, passar os dias a trabalhar para pagar contas, e, no fim, ficarmos sem tempo nem dinheiro para nós mesmos..."**
*De um verso de Álvaro de Campos. **De uma carta de um suicida.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

FRANGEIRO TENTANDO* AGARRAR UMA BOLA

Sorval, futebol, amigos, vermelho, imitação do Benfica, RED DEVILS
*Tentando agarrar uma bola que acaba por lhe passar entre as mãos, entre as pernas, e acabar no fundo das redes...

(DES)ACORDO ORTOGRÁFICO 2

Por razões de estética, funcionalidade mas também de preguiça e embirrância, rejeito o acordo. Continuo e continuarei a escrever como escrevo aCtualmente a não ser que, naturalmente, a minha própria escrita se modifique. Estética porque as palavras escritar em português brasileiro não têm autoridade a não ser no domínio da cartomância ou outra arte adivinhatória. Funcionalidade porque algumas das letras que serão suprimidas exercem um função na palavra. Preguiça porque não me habituarei a escrever na nova maneira nem que a vaca tussa. Embirrância porque aproximar a forma escrita de uma língua da sua forma oral desta forma é ceder a facilitismo popular e é meio passo para adoPtarmos a linguagem do SMS e do MSN.
MDA, inblog Thunder Road.

terça-feira, 15 de abril de 2008

(DES)ACORDO ORTOGRÁFICO

É deprimente ver uma escritora da dimensão da Lídia Jorge a papaguear uma argumentação de vão de escada no programa "Prós e Contras", na RTP, sobre o "Acordo ortográfico", a favor desta coisa. Se antes eu já era absolutamente contra, depois deste debate fiquei a saber ainda mais porquê. Já agora, vou-me recusar a escrever uma palavra que seja que resulte das modificações operadas pelo acordo. Sabem uma delas? Pois aqui vai: já imaginaram o que é escrever fodasse? Foda-se! Nunca!
António Godinho Gil, inblog Boca de Incêndio.

MENDIGOS PÓS-MODERNOS

desemprego licenciados mestrados mendigos cartoon cartoon de Rodrigo de Matos, encontrado no blog da minha amiga Carolina.

[1001] DEVANEIO PUBLICITÁRIO

Querem ganhar uns trocos ao fim do mês? Então, aqui está a oportunidade ideal! Por cada e-mail que receberem (e lerem - clicarem), recebem alguns cêntimos em troca. Quando juntarem 30€, no mínimo, podem pedir para receber o dinheiro por cheque... Se forem altruístas, e não quiserem o dinheiro, mas gostarem de receber publicidades interessantes, as últimas campanhas, novos produtos e marcas, podem optar por doar o dinheiro que forem juntando a uma ONG - Organização Não-Governamental. Experimentem! Além de Portugal, este serviço está disponível em Espanha, onde foi criado, no Brasil, no México, nos países Francófonos, em Itália, e está em expansão... Sejam os primeiros a entrar no negócio do futuro.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

1000!

Quino Filipe Mafalda Preguiça
Depois de 1000 posts, 18 meses, mais de 42000 visitas ao blog (e quase 2000 a este video), este é, de entre a dezena - ou dúzia - de blogs que criei, o mais bem sucedido - enfim, foi o único que chegou ao ano de idade... é que, como na imagem acima...

domingo, 13 de abril de 2008

a umas SAUDADES*

Saudades de meu bem, que noite e dia A alma atormentais, se é vosso intento Acabardes-me a vida com tormento, Mais lisonja será que tirania. Mas, quando me matar vossa porfia, De morrer tenho tal contentamento, Que em me matando vosso sentimento, Me há-de ressuscitar minha alegria. Porém matai-me embora, que pretendo Satisfazer com mortes repetidas O que à beleza sua estou devendo. Vidas me dai para tirar-me vidas, Que ao grande gosto com que as for perdendo Serão todas as mortes bem devidas. *ANTÓNIO BARBOSA BACELAR, In. Fénix Renascida.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

rascunho encontrado num caderno abandonado #68

Acreditei na amizade; era uma questão de quantidade... Acreditei no amor; era um entediante número ímpar e primo... Acreditei que amor e amizade eram a especiaria que dava gosto aos dias... Engano... Só no frémito incessante de corpos despidos encontramos tempero. Ainda assim, ao ler o poema "Amigo" de Alexandre O'Neill, é como se uma alegria antiga passasse por mim, esquiva. Fecho os olhos e ainda lá estás.
amigos amizade infância rapazes crianças friendship childhood friends boys children rascunhos encontrados num caderno abandonado anteriores: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10, #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20, #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28, #29, #30, #31, #32, #33, #34, #35, #36, #37, #38, #39, #40, #41, #42, #43, #44, #45, #46, #47, #48, #49, #50, #51, #52, #53, #54, #55, #56, #57, #58, #59, #60, #61, #62, #63, #64, #65, #66, #67,

sábado, 5 de abril de 2008

para MEMÓRIA FUTURA

dom quixote sancho pança viajanteUm dia vou partir pelo mundo fora de mochila nas costas, dizendo adeus até nunca mais a tudo quanto se cruzar comigo... vou despir-me desta corda asfixiante de esperanças e expectativas, de sonhos e objectivos, de desejos e pretensões, que me tolhe a vontade, e partir... vou partir, só, e sem direcção, rumo ao pôr do sol como Lucky Luke; abandonar os meus livros como Dom Quixote, o fidalgo cavaleiro de La Mancha; vou desapertar a gravata das contas, das prestações, dos cumprimentos, rasgar as camisas dos papéis que tenho aceitado desse encenador cínico chamado Vida, homem com nome de mulher, como nas personagens de Vian. Vou queimar esta roupa encharcada de hipocrisia e partir. E a cada passo direi olá adeus até nunca mais alegre ou triste não sei pessoa que te cruzas comigo. E conversarei também com os objectos, os prédios e os carros, prisões que inventámos e a que chamámos Liberdade, e caminharei na companhia das árvores e dos pássaros, sob a sombra das nuvens, as maravilhosas nuvens que passam... E a cada passo ir-me-ei despindo para que a Morte me encontre nu e eu me possa entregar por completo.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

AMOR


Amor, quantos caminhos para chegar a um beijo,
que solidão errante até chegar a ti!
Os comboios continuam vazios rolando com a chuva.
Em Taltal a primavera não amanheceu ainda.

Mas tu e eu, meu amor, estamos juntos,
juntos da roupa às raízes,
juntos pelo outono, pela água, pelas ancas,
até sermos apenas tu e eu juntos.

Pensar que custou tantas pedras que o rio arrasta,
a embocadura da água do Boroa,
pensar que separados por comboios e nações

tu e eu devíamos simplesmente amar-nos,
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa os cravos.


Soneto II, na obra Cem Sonetos de Amor, de Pablo Neruda

Lembrei-me deste poema de Pablo Neruda ao ler o post ...do Amor

terça-feira, 1 de abril de 2008

CONFISSÃO*

Sempre senti que estava a mais, mesmo quando exigiam ou ansiavam pela minha presença!
*Depois desta confissão, meus amigos, não me peçam mais nenhuma. Esta é a confissão definitiva! Post-Scriptum: aderi ao yogurt! adiram também, fico à vossa espera!

6 CANÇÕES MARCANTES NA MINHA VIDA

O Fernando Pessoa lançou-me o desafio de indicar 6 músicas marcantes na minha vida. Tarefa simultaneamente fácil e difícil. Fácil porque há muitas músicas marcantes na minha vida, difícil porque escolher 6 de entre elas é ser obrigatoriamente injusto para com todas as outras. Escolhi, assim, 6 músicas de 6 dos meus grupos/artistas preferidos... 1 A incontornável Bohemian Rhapsody, o bebé do Freddie Mercury, como disse um dia Brian May - dos QUEEN, pois claro! 2 Johnny - Vaya con Dios. Na verdade é um cover. Mas nem conheço a original. Aconteceu tantas vezes, na história da música, os covers serem mais conhecidos que o original... 3 Hey You - Pink Floyd 4 Yesterday - Beatles 5 Forget Her - Jeff Buckley 6 Bridge Over Troubled Water - Paul Simon & Art Garfunkel Lanço a desafio a: Carolzita, rato do campo, samuka, MDA, socrates dasilva, Graphic_Diary, kokas, e João Gaspar... Por agora chega...

TRAILER "CASTELO DE CARTAS"

EM CENA: 09 DE ABRIL - TEATRO AMELIA REY COLAÇO EM ALGÉS 21H30 30 DE ABRIL - ADEGA VIÚVA GOMES EM ALMOÇAGEME 22H 09 DE MAIO - KABUKI (Centro d'Arte) EM LISBOA - 22H DE 16 A 24 DE MAIO (SEXTAS E SÁBADOS) - ESPAÇO REFLEXO EM SINTRA - 21H30 SINOPSE: Raquel acorda sobressaltada. Está amordaçada e amarrada a uma cama. Não reconhece o local onde se encontra, o quarto é escuro, o ambiente é fétido e carregado de terror. A situação torna-se ainda mais aflitiva quando Raquel se apercebe de que não se lembra de si mesma, está completamente desmemoriada. No entanto a vítima não se encontra sozinha. Entre as paredes sujas do quarto, impregnadas de loucura, existe uma presença sinistra que a vai conduzir para dentro de um abismo vertiginoso. 'Castelo de Cartas' é uma viagem num carrossel fantasma às profundezas obscuras da mente humana. Uma experiência de pânico e terror psicológico de um realismo arrepiante. Classificação: M/18