sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

29 DE FEVEREIRO, das 19H55 às 20H00*

*Recebi vários e-mails e vi em diversos blogs a proposta (não sei de quem foi a ideia original) para apagar todas as luzes e, se possível, todos os aparelhos eléctricos, para que o planeta possa respirar. Diz o mesmo e-mail que se a resposta for massiva, a poupança energética poderá ser enorme. Apenas 5 minutos, para ver o que acontece. 5 minutinhos às escuras, ou à luz de uma vela - de mãos dadas também? - pronto, não vou citar mais o e-mail, que a esta hora já não deve haver ninguém que não esteja a par da iniciativa. Neste momento - de acordo com o meu relógio - falta exactamente uma hora para o acontecimento... A imagem, não sei quem é o autor, mas intitula-se "Looking for Hope"...

E AGORA, PARA QUE NÃO DIGAM QUE ESTE BLOG É SISUDO!

*Pronto! Despimos as roupas, pus-me decima de ti... Quanto tempo demora para sentirmos prazer? Não sei, mas uma dor de cabeça já sinto...

BLOGGER DEL DIA

O Eduardo Graça, do blog ABSORTO, atribuiu-me o prémio (não sei se será o melhor termo para esta troca de galhardetes entre blogs) Blogger Del Dia. Suponho que as regras sejam as habituais: atribuir o prémio a cinco blogs. Não sei se é assim ou não; mas como foi o que o Eduardo Graça fez, é o que eu vou fazer, com muito custo pois gosto muito de todos os blogs que estão linkados nas minhas listas de links - e gosto muito de muitos blogs que ainda não descobri, e de muitos blogs que nunca chegarei a descobrir, que isto da blogosfera é como o universo, em constante espansão - só não sei se com aceleração ou desaceleração do tempo, mas isso é outra história... De entre os muitíssimos blogs, o prémio Blogger Del Dia vai para cinco a quem nunca tenha oferecido nenhum prémio: apanhador no centeio, Boa Noite e um Queijo!, meia-noite todo o dia, o mundo ao contrário e Insónia. Muito Obrigado, Eduardo!

poison* - hoje sinto-me assim...

Your cruel device Your blood, like ice One look could kill My pain, your thrill I want to love you but I better not touch (Don't touch) I want to hold you but my senses tell me to stop I want to kiss you but I want it too much (Too much) I want to taste you but your lips are venomous poison You're poison running through my veins You're poison, I don't want to break these chains Your mouth, so hot Your web, I'm caught Your skin, so wet Black lace on sweat I hear you calling and it's needles and pins (And pins) I want to hurt you just to hear you screaming my name Don't want to touch you but you're under my skin (Deep in) I want to kiss you but your lips are venomous poison You're poison running through my veins You're poison, I don't wanna break these chains Poison One look could kill My pain, your thrill I want to love you but I better not touch (Don't touch) I want to hold you but my senses tell me to stop I want to kiss you but I want it too much (Too much) I want to taste you but your lips are venomous poison You're poison running through my veins You're poison, I don't wanna break these chains Poison I want to love you but I better not touch (Don't touch) I want to hold you but my senses tell me to stop I want to kiss you but I want it too much (Too much) I want to taste you but your lips are venomous poison, yeah I don't want to break these chains Poison, oh no Runnin' deep inside my veins, Burnin' deep inside my veins It's poison I don't wanna break these chains Poison *Alice Cooper.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

PERSUASÃO

- Sempre aceitaste investigar o caso? - perguntou inspector Intrigas. - Sim... - respondeu o velho detective particular. - O que é que te fez mudar de ideias tão repentinamente? - Ela foi muito persuasiva! - Persuasiva? O que é que ela te disse para te convencer?! - Absolutamente nada! - Nada?! Eu bem te avisei que ela é bastante persuasiva... - Bastante... - Quando entra na esquadra - começou Intrigas a contar - o silêncio e o seu perfume deixam-nos suspensos... Com olhar contemplativo e sonhador concluiu: que bela mulher! Também eu me deixaria persuadir - olhou com inveja para o amigo. - Mas eu nunca tive sorte com as mulheres... O que é que ela fez? - Apontou-me um revólver...

Cliquem no título!

Alone Again (Naturally)* - hoje sinto-me assim...

In a little while from now, If I'm not feeling any less sour I promised myself to treat myself And visit a nearby tower, And climbing to the top, Will throw myself off In an effort to make it clear to who Ever what it's like when your shattered Left standing in the lurch, at a church Where people 're saying, "My God that's tough, she stood him up! No point in us remaining. May as well go home." As I did on my own, Alone again, naturally To think that only yesterday, I was cheerful, bright and gay, Looking forward to, but who wouldn't do, The role I was about to play But as if to knock me down, Reality came around And without so much as a mere touch, Cut me into little pieces Leaving me to doubt, All about God and His mercy For if He really does exist Why did He desert me In my hour of need? I truly am indeed, Alone again, naturally It seems to me that There are more hearts Broken in the world That can't be mended Left unattended What do we do? What do we do? (instrumental break) Now looking back over the years, And what ever else that appears I remember I cried when my father died Never wishing to have cried the tears And at sixty-five years old, My mother, God rest her soul, Couldn't understand, why the only man She had ever loved had been taken Leaving her to start with a heart So badly broken Despite encouragement from me No words were ever spoken And when she passed away I cried and cried all day Alone again, naturally Alone again, naturally *Gilbert O'Sullivan

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

amor às direitas ou às avessas

El escritor peruano Mario Vargas Llosa ha decidido retirar su apoyo al Partido Popular y pedir el voto para Unión Progreso y Democracia (UPyD), la formación que lidera Rosa Díez. El motivo es que no se siente representado en "actitudes conservadoras reticentes" respecto al laicismo o la homosexualidad. "Como liberal, creo que medidas como la despenalización del aborto, los matrimonios gays y el derecho de las parejas homosexuales a adoptar niños, son medidas de progreso que aumentan la libertad y los derechos humanos en España, y por tanto, no me puedo sentir representado por un partido que rechaza esas reformas" [Notícia via ABSORTO]
Apesar disso, sou teoricamente a favor de que os seres humanos façam amor às direitas ou às avessas, sozinhos ou aos pares ou em promíscuos contubérnios colectivos (aiiii), de que os homens copulem com homens e as mulheres com mulheres e ambos com patos, cães, melancias, bananas ou melões e todas as asquerosidades imagináveis se as fizerem de comum acordo e me busca do prazer, não da reprodução, acidente do sexo ao qual cabe resignar-se como a um mal menor, mas de maneira nenhuma santificar como justificação da festa carnal (esta imbecilidade da Igreja exaspera-me tanto como um desafio de básquete).
MÁRIO VARGAS LLOSA, In. Os Cadernos de Dom Rigoberto (republicação do post anteriormente publicado aqui). Leia também a notícia de um estudante iraniano de 19 anos que luta para não ser extraditado para o seu país, onde o namorado foi executado em 2006, e onde há um processo contra si que o pode conduzir à forca, se for extraditado.

Aguasfurtadas (2)

A produção da revista aguasfurtadas, revista de literatura, música e artes visuais, encontra-se actualmente suspensa por falta de recursos. Numa tentativa para solucionar o problema e garantir pelo menos a edição de mais um número (o número 11), a direcção da revista resolveu solicitar a ajuda de múltiplos criadores, ligados às diferentes áreas da expressão artística, pedindo-lhes que doassem um trabalho da sua lavra para venda a favor da aguasfurtadas. Assim, no próximo sábado, dia 1 de Março, e coincidindo com a jornada de inaugurações simultâneas na Rua Miguel Bombarda, no Porto, a revista "aguasfurtadas" vai inaugurar a exposição/venda de todas as obras que nos foram gentilmente doadas pelos seus autores para este efeito. São dezenas de fotografias, pinturas, ilustrações, pautas originais e manuscritos dos mais diversos criadores, portugueses e estrangeiros, que estarão disponíveis para venda por apenas €20 por peça. A inauguração terá lugar na Galeria do JUP (Rua Miguel Bombarda, 187, Porto), pelas 16h00. O resultado desta venda será exclusivamente aplicado na edição da "aguasfurtadas" 11. A direcção da revista "aguasfurtadas" agradece a sua presença na inauguração, bem como toda a colaboração que puder dispensar na divulgação desta iniciativa. Para mais informações, não hesite em contactar-nos através deste endereço de mail.
GRANDE VENDA DE ARTE A FAVOR DA REVISTA "AGUASFURTADAS". Dezenas de obras de arte à venda por apenas €20/peça. Fotografias, pinturas, ilustrações, partituras e manuscritos originais de múltiplos autores portugueses e estrangeiros. Inauguração: Sábado, 1 de Março, na Galeria do JUP (Rua Miguel Bombarda, 187, Porto). Mais informações em http://revista-aguasfurtadas.blogspot.com/

a mentira

Marcha da Indignação Educação Facilitismo Novas Oportunidades
Não sei se a ministra mente ou não mente. Não sou professor. Dito isto, há coisas que sei. Facilitismo, sim! - Que os professores estão a passar toda a gente, sim! - Que os manuais são paupérrimos, sim! - Que as Novas Oportunidades são uma fachada, sim! - Que a única coisa que importa são as estatísticas, sim! - Melhoria dos Resultados Escolares?!? Qual melhoria? Os exames nacionais (Matemática e Física, pelo menos) agora até trazem as fórmulas necessárias para resolver os exercícios... Há cerca de dez anos, quando fiz os exames, as calculadoras eram inspeccionadas para que não levássemos as fórmulas... Vi com os meus olhos testes de Geografia do 7.º ano, em que a matéria se resumia a saber as etapas de alargamento da União Europeia e algumas definições... um teste de uma página! Eu lembro-me de fazer testes de quatro e cinco páginas, em que tinha que relacionar, justificar, etc... Isto não é Facilitismo?! No programa Novas Oportunidades (para obtenção de certificado do 9.º ano), matérias há em que a avaliação consiste em escreverem-se textos (em casa) a dizer que se sabe trabalhar com o telemóvel, televisão, multibanco, vídeo... sem comentários!, enfim... Imagem retirada do blog felizes juntos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

imago

Imago* - representação inconsciente elaborada na infância que vai marcar a vida relacional, orientando comunicações, simpatias, antipatias, opções, através de mecanismos projectivos. (num velhinho livro de Psicologia)
*Gostava de saber que pessoa idealizada houve na minha infância que, de forma inconsciente, me conduziu a TI. O mais provável é que não tenha havido nenhuma pessoa idealizada, na infância, mas que essa pessoa sejas TU. E nesse caso, porque raio é consciente em mim um mecanismo que deveria ser inconsciente? Carl Gustav Jung deve ter-se equivocado quando cunhou este termo...

ligado às máquinas

Para ver esta e outras tiras engraçadíssimas, vá ao blog why not now, e clique nas imagens, que elas ampliam!

sexualidade(s)*

- Se pudesses escolher, com quem é que gostarias de ter sexo? - Escolher!, uma pessoa especificamente?! - Sim, claro! - Não sei... Não faço a mínima ideia... - Pensa! - Sei lá... Qualquer mulher bonita, ou um homem louro de olhos azuis!... - Hum... Quer dizer que... - O quê?! - Gostas abstractamente de mulheres, mas concretamente são homens que queres...
*Conversa verídica, não importam os intervenientes... Se vos dissesse ficavam a saber o mesmo... Ou pode ser que tenha agora imaginado a conversa, e nesse acaso, a conversa é verídica na minha imaginação... Este post é dedicado ao Hélder Francisco, eh eh...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

conversa no msn (2)*

pessoa 1: que fazes?  
pessoa 2: nada, ando aqui pela net, a passar tempo...  
pessoa 1: pois... eu também só faço isso... todos os dias o mesmo... que puta de vida... às vezes pergunto-me como foi possível chegar aqui... o pior é que sei a resposta... só não vislumbro maneira de sair... perdi a energia interior... há dias em que nem tenho força para me levantar...  
pessoa 2: irra, tu és forte!  
pessoa 1: não sou não, sou fraco... o forte que havia em mim, se algum dia realmente existiu, deixou-se morrer no marasmo dos dias...  
pessoa 2: estás muito poético...
pessoa 1: sim... poético... é uma maneira de aligeirar a Dor... a Poesia é um bálsamo para a Dor...

conversa no msn anterior.

rascunho encontrado num caderno abandonado #63

Porque é que são sempre aqueles que nos bateram que perguntam porque é que estamos magoados?! Porque é que são sempre aqueles que nos abandonaram que se admiram que estejamos sós?! Porque é que são sempre aqueles que nos tramaram que se questionam como é que é possível que estejamos lixados?! Porque é que são sempre aqueles que nos mataram que ficam estupefactos por já não sermos quem éramos?! E quando não são, são sempre os mesmos desgraçados que nos aturam...
rascunhos encontrados num caderno abandonado anteriores: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10, #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20, #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28, #29, #30, #31, #32, #33, #34, #35, #36, #37, #38, #39, #40, #41, #42, #43, #44, #45, #46, #47, #48, #49, #50, #51, #52, #53, #54, #55, #56, #57, #58, #59, #60, #61, #62,

sábado, 23 de fevereiro de 2008

traz outro amigo também**

Amigo Maior que o pensamento* Por essa estrada amigo vem Não percas tempo que o vento É meu amigo também Em terras Em todas as fronteiras Seja benvindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também Aqueles Aqueles que ficaram (Em toda a parte todo o mundo tem) Em sonhos me visitaram Traz outro amigo também **Letra de Zeca Afonso (2 de Agosto, 1929 † 23 de Fevereiro, 1987) *Soube p'lo blog felizes juntos que hoje, 23 de Fevereiro, é o dia em que José Afonso, Zeca Afonso, faleceu. Sempre que penso em Zeca Afonso, penso nesta letra de música, que é poema também, e penso num amigo meu - sei que se ler este post se vai reconhecer - que muitas vezes me dizia, na faculdade, amigo maior que o pensamento. Eu, pessimista empedernido, mandava-o a dar uma volta, mais ao pensamento e aos amigos. Todavia, a letra é bonita, e os amigos também. Imagem vista aqui.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

monopoly

Está a decorrer, até dia 29 de Fevereiro, a votação para as cidades que estarão presentes na nova edição do famoso jogo Monopoly. Lisboa é a cidade Portuguesa a votos (embora cada pessoa possa escolher uma cidade da sua escolha, sem que esta conste da lista, Lisboa é a cidade que tem mais hipóteses de vir a figurar nesta futura edição) - Para que Lisboa seja uma das cidades escolhidas, terá, nesta etapa, que integrar as vinte (20) cidades mais votadas. Actualmente Lisboa está no 41.º lugar. Todos os votos são necessários, para quem gostaria de ver uma cidade do seu país no rol de cidades escolhidas. Para votarem sigam este link: Monopoly World Vote (ou cliquem na imagem ou título deste post!) Não percam tempo! Divulguem a iniciativa!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

ironia do destino... (#2)

um desempregado a fazer entrevistas de emprego... (#1)
«A custo consegui desembaraçar-me da multidão de cadáveres sangrentos amontoados e arrastei-me para debaixo de uma enorme laranjeira, na margem de um rio próximo. Aí caí, de terror, de cansaço, de horror, de desespero, de fome. Em breve os meus sentidos fatigados se entregaram a um sono mais parecido com o desmaio do que com o repouso. Estava assim nesse estado de fraqueza e insensibilidade, entre a vida e a morte, quando me senti comprimida por qualquer coisa que se movia sobre o meu corpo. Abri os olhos e vi um homem branco, de boa cara, que suspirava e murmurava entre dentes: O che sciagura d'essere senza coglioni!» (Volteire, in Cândido).

Aguasfurtadas*

A continuação da revista Aguasfurtadas está ameaçada pelo problema que parece nunca deixar de atacar as publicações literárias: a falta de dinheiro. Por esse motivo, e no intuito de, pelo menos, tentar adiar o seu fim, vai ser promovida uma venda de obras de arte. Está a ser pedida a colaboração de todos os autores, das mais diversas áreas (fotografia, ilustração, pintura, música, literatura ou outras), que queiram contribuir, doando um pequeno trabalho, a ser vendido pelo preço unitário de 20 euros ao primeiro comprador interessado. Procura­‑se, desse modo, obter as verbas necessárias para a edição do número 11 da revista. Quem, no domínio da literatura, quiser colaborar, deverá enviar um texto manuscrito (poema, microconto, aforismo, excerto de romance ou outro género) numa folha A4, devidamente assinado, não precisando sequer de ser um inédito. Pede­‑se o favor de fazerem chegar os trabalhos, até 22 de Fevereiro, à seguinte morada: Rui Manuel Amaral Rua Dr. Mário Vasconcelos e Sá, 163 – 2.º 4050-352 Porto A venda decorrerá a partir de 1 de Março, na Galeria do Jornal Universitário do Porto, no número 187 da Rua Miguel Bombarda, onde os trabalhos estarão expostos. Se alguém precisar de mais informações, pode escrever para sargadelosporto@gmail.com Mãos à obra. *[via Da Literatura]

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O che sciagura d'essere senza coglioni!* *Que infelicidade não ter colhões! (Voltaire, In Cândido)

gabriela*, cravo e canela

e na página 108 *ela entra finalmente em cena. começara a pensar que se haviam engando no texto, e que estava a ler outro romance de jorge amado...

a solidão*

Ao inspirar a sombra negra que no quarto escuro o envolvia, concluiu que a sua vida se resumia numa mentira: sempre que dissera que gostava de estar sozinho sem ninguém para aborrecer, nem ninguém para o aborrecer, mentira. A verdade é que um dia ficara irremediavelmente só, e por isso detestava a vida. Agora, ao abraçar a negra sombra, uma dúvida o assaltou: mentira ou andou a vida a enganar-se? Já não houve tempo para tentar encontrar uma resposta.

as flores do mal

Ontem passei algumas horas a dar alguma ordem ao caos que são as minhas estantes... Embora os livros estejam metidos nas estantes sem qualquer critério, sei onde se encontra cada um deles... Porém, por vezes, esqueço-me de um ou outro... Três porque estão emprestados - talvez nunca mais voltem às minhas mãos - e As Flores do Mal... Dei voltas e voltas, contudo não havia maneira de encontrá-lo... Após alguma reflexão, recordei-me do seu destino... Foi o único livro que tirei da minha biblioteca pessoal para oferecer... E onde está? Em Paris, França... Bem entregue, julgo, em edição bilíngue... (Clique na Imagem para Ampliar... Não sei o autor, estava perdida na minha pasta de imagens...)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

pudicícia*

*Eis que surge a oportunidade de utilizar esta palavra, pudicícia, de que tanto gosto. No final do post, darei a definição, tal como aparece no meu velho dicionário da Língua Portuguesa. A imagem a cima é uma representação de Vénus, do pintor Lucas Cranach, o Velho, pintor Alemão nascido em Kronach em 1472. O Metro de Londres proibiu a afixação de cartazes reproduzindo este quadro (relativamente a este assunto, leia o comentário de Francisco José Viegas, no blog A Origem das Espécies), cartaz esse que faz publicidade a uma exposição que terá lugar na Royal Academy. Por outros motivos, ou talvez não, o blog E Deus Criou a Mulher, blog que visito regularmente, mudou o alojamento da Blogger para o Sapo. E fez muito bem; sinceramente não compreendo como é que podem existir avisos a perguntar aos leitores se querem continuar. Os leitores que se sitam ofendidos nada mais têm que fazer que levar o cursor do rato ao quadrado vermelho com uma cruz branca. Mas talvez os leitores que se sentiram ofendidos, tenham tapado os olhos com os dedos das mãos entreabertos, o que os impossibilitava de levar a mão ao rato, tal era a aflição que a visão de um corpo que Deus criou (partindo do princípio em que não acredito de que Deus criou alguma coisa) lhes causava... Enfim, creio que quem acredita que Deus criou alguma coisa, deva acreditar também que aquilo que Deus criou é belo, e bom, e deva portanto ser visto... Mas isto é um raciocínio de um ateu; com as maldades que Deus tem feito, o mais provável é que devêssemos todos ser cegos, para não nos ser dado o conhecimento de tanta divina ignomínia... (Aconselho o post de João Paulo Sousa, no blog Da Literatura).
Deus, a seguir, disse: «Façamos o homem à Nossa imagem, à Nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». Deus criou o homem à Sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher. Abençoando-os, Deus disse-lhes: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se movem na terra». Deus disse: «Também vos dou todas as ervas com semente que exitem à superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos oa animais da terra, a todas as aves dos céus e a todos os seres vivos que sobre a terra existem e se movem, igualmente dou por alimento toda a erva verde que a terra produzir». E assim aconteceu. Deus, vendo toda a Sua obra, considerou-a muito boa. Assim surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. (Gn 1, 26-31)
Pudicícia, s. f. Qualidade do que é pudico; pureza de corpo e alma; pudor; honra feminina; castidade.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

post dedicado aos amantes*




Não te quero senão porque te quero
e de querer-te a não querer-te chego
e de esperar-te quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.

Quero-te apenas porque a ti eu quero,
a ti odeio sem fim e, odiando-te, te suplico,
e a medida do meu amor viajante
é não ver-te e amar-te como um cego.

Consumirá talvez a luz de Janeiro,
o seu raio cruel, meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego.

Nesta história apenas eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor, a sangue e fogo.


Coração de Keith Haring.

Soneto LXVI, da obra Cem Sonetos de Amor, de Pablo Neruda (Campo das Letras, 1.ª Edição, Maio de 2004. Tradução de Albano Martins).

*Amante, adj. Que ama; que vive em concubinato; s. pessoa que ama; namorado; apaixonado; que tem relações ilícitas. Especialmente dedicado aos que têm relações ilícitas, seja lá isso o que for... [Ilícito, adj. Não lícito; contrário à moral ou às leis; ilegal.]

PRÉMIO DA LEITURA DELEITÁVEL*

O Paulo e o Zé, do blog felizes juntos, decidiram atribuir-me o Prémio da Leitura Deleitável, pelos »» cadernos, pinturas, tanta coisa ««... Pena que não tenham criado a categoria Prémio aos Assumidamente Deprimidos... O meu abraço e muito obrigado! Um dia destes também crio os meus próprios prémios; enquanto não o faço, vou arrumar este galardão na estante. Para o observarem mais de perto, cliquem na imagem, que ela amplia! *(faz pensar? ai que chatice!)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

republicado no blog a pedido...*

surgias e partias como um ténue sonho
um aroma uma brisa uma palavra alada
dizias palavras delicadas imperceptíveis
notas murmuradas como se contivessem
segredos bem guardados envergonhados
escondidos na algibeira vazia rasgada
onde guardavas a flauta e partias

ias e vinhas como as notas da tua flauta
tocando com ternura e delicadeza a melodia
com que me aconchegavas nas noites frias
soprando segredos que escorriam suaves
pelo meu rosto como gotas de orvalho
até que um dia não voltaste e aquela melodia
tornou-se numa memória triste que persiste

*Uma amiga pediu-me para republicar este poema, porque, por preguiça talvez, não o encontrava nos arquivos do blog. O resto do poema pode ser lido aqui. E aqui podes encontrar o poema intitulado Não poderei nunca dizer o teu nome. E sim, são ambos da minha autoria; pronto, eras talvez a única pessoa que acreditava que não...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Teatro Reflexo apresenta:

Castelo de Cartas

Raquel acorda sobressaltada. Está amordaçada e amarrada a uma cama. Não reconhece o local onde se encontra, o quarto é escuro, o ambiente é fétido e carregado de terror. A situação torna-se ainda mais aflitiva quando Raquel se apercebe de que não se lembra de si mesma, está completamente desmemoriada. No entanto a vítima não se encontra sozinha. Entre as paredes sujas do quarto, impregnadas de loucura, existe uma presença sinistra que a vai conduzir para dentro de um abismo vertiginoso. “Castelo de Cartas” é uma viagem num carrossel fantasma às profundezas obscuras da mente humana. Uma experiência de pânico e terror psicológico de um realismo arrepiante. O espectáculo “Castelo de Cartas” vai estar em cena em: Sintra 22 e 23 de Fevereiro às 21h30 Espaço Reflexo Lisboa 1, 7, 8, 14 e 15 de Março Sextas e Sábados às 21h30 Auditório Carlos Paredes (Benfica) Classificação: M/18 Contactos e Informações: 21 421 31 88 / 210501837 /96 637 71 72 Reservas: 96 637 71 72 Ficha técnica e artística: Produção: REFLEXO - Associação Teatral e Cultural Autoria e Encenação: Michel Simeão Produção Executiva: Ana Custódio Assistente de Produção: Mónica Pedroto Adereços e Cenografia: Mónica Pedroto Design Gráfico: João Simões – Kontrast Luz: Michel Simeão Som: Rui Santos Vídeo: Mafalda Norte ELENCO: Lavínia Roseiro e Marta Osiecka

Ficha Técnica: Castelo de Cartas

Clique na Imagem para Ampliar. Site do Teatro Reflexo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Keep Passing The Open Windows - QUEEN*

Letra (Freddie Mercury, QUEEN, THE WORKS, 1984): This is the only life for me, yeah Surround myself around my own fantasy You just gotta be strong and believe in yourself Forget all the sadness cause love is all you need Love is all you need Do you know what it's like to be alone in this world When you're down and out on your luck and you're a failure Wake up screaming in the middle of the night You think it's all been a waste of time It's been a bad year You start believing everything's gonna be alright Next minute you're down and you're flat on your back A brand new day is beginning Get that sunny feeling and you're on your way Just believe - just keep passing the open windows Just believe - just keep passing the open windows Do you know how it feels when you don't have a friend Without a job and no money to spend You're a stranger All you think about is suicide One of these days you're gonna lose the fight You better keep out of danger - yeah That same old feeling just keeps burning deep inside You keep telling yourself it's gonna be the end Oh, get yourself together Things are looking better everyday Just believe - just keep passing the open windows Just believe - just keep passing the open windows This is the only life for me - yeah Surround myself around my own fantasy You just gotta be strong and believe in yourself Forget all the sadness cause love is all you need Just believe - just keep passing the open windows Just believe - just keep passing the open windows You just gotta be strong and believe in yourself Forget all the sadness cause love is all you need - yeah Love is all you need - baby - love is all you need Just believe - just keep passing the open windows Just believe - just keep passing the open windows Just keep passing the open windows Just keep passing the open windows Yeah, yeah, yeah __________________________________ *A ouvir enquanto lêem o post anterior... Private-message: Sim, sou viciado nos QUEEN, e depois?!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

post sôfrego, porque me apetece gritar bem alto, mas tenho a voz embargada e, no peito, a ira do tamanho do universo ou, pelo menos, em expansão.

há princípios que adoptamos como verdades, senão universais, universalmente verdadeir0s para nós. um princípio que sempre tive como verdade e vector é o princípio que somos nós que fazemos o nosso caminho, que somos nós que construímos as nossas sortes e azares, que somos nós que vamos rabiscando o nosso destino no caderno das nossas vidas. porém, há dias em que me sinto um fantoche nas mãos de malfadada sina; uma após outra, redundam em nada, as decisões e opções por que enveredo; sonhos, projectos e ambições caem por terra, desfazem-se em pó, misturam-se no pó de onde surgiram, sem que da terra se tenham erguido um milímetro sequer. esperanças veêm de onde as não espero, fincam-se-me na carne como caloroso bálsamo para as muitas feridas, mas em chicotes de fumo vergastando o meu corpo terminam como tudo. há momentos em que me apetece dizer basta, e suspender o tempo, estatizar o segundo para sempre na retina. mas não sou dono do universo, sou um dos seus insignificantes súbditos. que me resta, senão partir à deriva? enfio a chave na ignição, como quem trespassa a alma com o gládio mortal, e o carro geme agonizante como o corpo. arranco, parto. a meio do caminho para lugar algum, parte-se a correia de transmissão, e lá regresso ao ponto de partida, num tumulto maior que o da partida. viagem curta, longa porém, bastante para colocar em causa todos os meus princípios. quando um após outro, se sucedem os revezes, mais tarde ou mais cedo acabamos por lhes chamar azar. e eu, eu sou um homem cheio de azar. não vir o azar todo de uma vez!, logo se veria se acabava ou começava...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

um país de analfabetos

Ao ler o post de Eduardo Pitta um país de analfabetos, recordei-me de um antigo episódio, quando há 8 anos fiz o exame de código: estávamos sentados na sala onde fizéramos o exame, esperando que os resultados fossem processados quando o Engenheiro que vigiava a prova dirigiu a palavra a uma senhora, perguntando-lhe se era desta. Ela disse que logo se via. E o que se viu foi que a senhora chumbou pela 19.ª vez, errando mais de metade das questões. Na época perguntei-me como era possível alguém chumbar pela 19.ª vez num exame de código. Se fosse no de condução, pensei, seria azelhice, mas no de código... Agora, ao ler este post, julgo ter encontrado a resposta...

table of contents

Até dia 15 de Fevereiro, no Teatro Municipal da Guarda, os stand up's de informação do Café Concerto estão a meu cargo... Quem passar pela Guarda nestes dias, não se esqueça de ir tomar um cafézinho acompanhado pelos meus versos; o ideal é que seja num dia de chuva, para se poderem agasalhar... Cliquem na Imagem para Ampliar... Gracias!...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

trova à moda antiga*

Mal, de quem me eu contentei,
contas, rematadas já,
agora descansarei,
esta dor me matará;
se não... eu me matarei.

Nas cousas que não é meo
é escusado cansar mais,
ir de receo em receo
e de sinais em sinais.
Em vão cá e lá cansei,
tudo me é tomado já;
agora descansarei,
ou me este mal matará;
se não... eu me matarei.


*de Francisco Sá de Miranda (1481-1558).

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