quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

SOBRE O AMOR

Ao perder-te a ti perdemos os dois:
eu porque tu eras o que eu mais amava 
e tu porque eu era quem mais te amava. 
Mas de nós dois és tu quem mais perde, 
porque eu poderei amar outras como te amava a ti 
mas a ti não hão-de amar como eu te amava.

Nas minhas vagabundas deambulações pela internet encontrei as palavras acima transcritas, de Ernesto Cardenal (sou muito céptico em relação à atribuição dos textos aos seus autores, na internet; se alguém tiver informação fidedigna, não hesite em partilhá-la). As razões de publicar aqui este pequeno texto (poema?, epigrama?) são duas: primeiro, porque sendo o amor impossível de mensurar, impossível é dizer a outra pessoa que somos a pessoa que mais a ama (o contrário, embora sendo subjectivo, é possível); segundo, fossem as palavras acima sinceras, não diria com sinceridade que poderia voltar a amar outra...

13 comentários:

  1. Que palavras mais vividas e mais carregadas de emoção.
    Oxalá que eu não tenha que fazer minhas também essas palavras. Iria custar-me. Muito.

    (Sabes que, pela primeira vez, desde há bastante tempo que me anda a encantar toda a poesia que fala do amor? Em toda ela leio o que antes era totalmente incapaz de entender)

    Abraço e ânimo!
    :)

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  2. André
    um pouco na linha do que diz o Kapitão, os poemas se amor são sempre válidos, pois realmente só os entende/sente quem os escreve e recebe.
    Abraço.

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  3. Olá!

    Sabe que você tem toda a razão. Achei que aquelas palavras soaram com ar de desprezo e muito convencimento por parte do rapaz.

    Mas enfim, deixa quieto né?
    Beijos e sucesso!

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  4. Vou copiar sim. Das coisas mais bonitas que li estes ultimos tempos.

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  5. noto vc bem romantico esses dias... impressão?

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  6. Olá Kapitão Kaus, há coisas que só podemos verdadeiramente entender depois de termos vivido. Talvez seja por isso.

    Sim, estes versos são carregados de emoção; no entanto, julgo que são um pouco arrogantes e egocêntricos - mas, enfim, todo o amor o é...

    Abraço

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  7. olá pinguim, sim o poema é válido, claro! e transmite de modo soberbo aquilo que é o sentimento de muitos amantes que foram abandonados. mas é, digamos, um poema de amor não para o Outro-real mas para o Outro-imaginado, interior... é muito auto-centrado. ilusório. Abraço

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  8. Olá Camila, sim, um poema muito convencido... ou desesperado... talvez reflicta apenas o desespero de quem foi abandonado... beijinho

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  9. Olá Margarida, copia à vontade; eu próprio copiei... beijinhos.

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  10. Olá Foxx. romântico? bem, eu sou um crónico romântico... embora desiludido... por isso sim, romântico; não só ultimamente, mas sempre... abraço.

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  11. Boa noite, Senhor!

    Cheguei aqui por intermédio do blog do Senhor Torquato, por sinal, belo.

    O poema que o Senhor publicou é mesmo de Ernesto Cardennal, deixo aqui o original:

    Al perderte

    Al perderte yo a ti tú y yo hemos perdido:
    yo porque tú eras lo que yo más amaba
    y tú porque yo era el que te amaba más.
    Pero de nosotros dos tú pierdes más que yo:
    porque yo podré amar a otros como te amaba a ti
    pero a ti no te amarán como te amaba yo.

    (Ernesto Cardennal)

    Besos!

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  12. olá Yasmine, obrigado por me confirmares o autor do poemas, e obrigado ainda mais por me deixares o poema original. desejo-te um feliz natal. andré

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