quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

BACOQUISMO

ouvi num canal, não importa qual, uma personalidade - uma personagem saída de um péssimo romance, ou novela. novelo. dum daqueles novelos de interesses, que mistura política, economia, e grandes fortunas. não lhe conheço as simpatias futebolísticas. ia dizendo. ouvi um tipo qualquer, que como disse, não é um qualquer, dizer qualquer coisa do tipo, ah e agora vive-se muito bem, e tal, e não sei porque é que as pessoas se queixam tanto, e antes, no tempo dos meus pais os trabalhadores - pois, os trabalhadores, há sempre os trabalhadores para que estes meninos-bem possam discorrer, e fazer correr, o seu pensamento "filosófico", só mesmo entre aspas é que se poderá adjectivar tal pensamento assim. onde ia? no tempo dos pais do gajo, os trabalhadores, que trabalhavam (para que outras coisas servem os trabalhadores senão para trabalhar) lá na quinta, ou lá como é que o indivíduo chamou ao terreno, uma daquelas palavras bonitinhas que a fina-flor tanto adora, pronunciada com tiques pretensiosos - para não usar outro adjectivo, daqueles de lesa-majestade -, pois, os trabalhadores tinham como refeição um único prato de feijão, ou carrapatos, com um pedaço de carne, e já eram trabalhadores privilegiados, sim que o pai do estafermo era uma pessoa conscienciosa e muito à frente do seu tempo.
e como vivemos tão melhor. agora as pessoas só se sabem queixar e tal, mas há trinta anos, para não falar há cinquenta, e então se for há cem, que diferença!

e mais não digo, porque há certos e determinados. antes fossem terminados e acabados. certos e determinados trogloditas*, que persistem em regurgitar estes discursos da tanga. por falar em regurgitar, só pensar nisto dá-me a volta ao estômago. fico por aqui, mais não digo.

*trogloditas, sim, que estes seres ainda haviam de viver nas cavernas, que lá é que eles estavam bem. porque nessa altura não se queixavam, esses cabrões que só sabem berrar como bezerros mal alimentados. é que mamas há muitas, mas só para os bezerros maiores.

5 comentários:

  1. Acho que não haverá só uma, mas várias...

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  2. Infelizmente este é o país destas e outras personagens. Talvez por essa razão e outras estamos na situação que estamos. E não é culpa da crise financeira, sim das outras crises que sempre cá estiveram...

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  3. Sim ,há várias personagem. digamos que é uma personagem-tipo. abraço para todos

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  4. Caríssimo, é este um país de muita cagança, pouca finança e muita, mas muita, fiança! Então e quando dá à bicheza para esse tipo de afectações e outras benzeduras? Aí é que eu vou aos arames! ;)

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