domingo, 14 de setembro de 2008

PRISIONEIRO...

Todos os dias morres
mais uma vez. Acordas
e não te consegues
levantar. Não sabes
quantos dias passaram,
embora os tenhas contados,
que diferença faz?
De cada vez que fechas
os olhos, vês outra vez
como se fosse agora,
neste preciso momento,
ou ainda não tivesse
acontecido. Sentes
uma pequena esperança
eclodir no peito, uma flor,
um sorriso que se abre -
um eco de felicidade -
por instantes parece
que tudo pode mudar,
e seres feliz. Acordas,
e todos os dias morres
mais uma vez.

2 comentários:

  1. Porque será que gosto mais das postagens com poesias tuas do que com poesias de outros poetas? Não estou a afirmar que és melhor que um Pessoa ou uma Sophia, de forma alguma, mas dás-nos o que é teu e o que não conhecemos...
    Abraço.

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  2. Ola cunhadito espero que esteja tudo bem por ai. Nao te esqueças que "no dia seguinte ninguem morreu". Um abraço.

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