sábado, 6 de setembro de 2008

DANÇA...

– A nossa vida dá voltas que nós não queremos dar. É como nos bailes de aldeia, iguais àqueles a que vou, no verão, com o meu pai: deixamo-nos levar pela música, pelo ambiente, pelo movimento e pelos passos dos outros. Às tantas, quando a música termina, nem nos apercebemos das voltas que demos. Como foi que fomos parar àqueles braços, àquele encontro, àquele beijo que esteve quase a acontecer? Entretanto, indiferente, outra música recomeça, e deixamo-nos embalar. Que fazer? A vida não quer saber de nós... Ou nos deixamos guiar, engrenados nela, ou ficamos para trás, sedentos dela...


Fabrízio Tommasini, na mesma obra por publicar já aqui (e aqui) citada.

Imagem: Albert Eckhout, Dança Tapuia; quadro visto aqui.

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