domingo, 4 de maio de 2008

DIA DA MÃE

CARINHO* Querida mãe, quando me beijas, eu beijo-te ainda mais e o enxame dos meus beijos nem sequer te deixa olhar. Quando a abelha entra no lírio não se sente o esvoaçar. Quando escondes teu filhito nem se ouve respirar. Olho para ti, olho sempre sem que me canse o olhar; que lindo menino vejo aos teus olhos assomar. O tanque reflecte tudo o que tu estás a olhar; mas tu nas pupilas tens o teu filho e nada mais. Os olhinhos que me deste ainda tenho de os gastar a seguir-te pelos vales, pelo céu e pelo mar. *GABRIELA MISTRAL, in. Antologia Poética (Editorial Teorema, 2002 - Selecção, tradução e apresentação de Fernando Pinto do Amaral)

3 comentários:

  1. Belo poema que escolheste para homenagear a tua Mãe e todas as Mães. Este sim, é um dia a assinalar porque mãe é mãe...
    Abraço amigo.

    ResponderEliminar
  2. Olá pinguim, também achei que fosse belo! tanto que tive logo que agendar o post, caso contrário, nem teria tido a oportunidade de o publicar! ;)

    Grande Abraço

    ResponderEliminar

Deixe o seu comentário. Tentarei responder a todos. Obrigado