quinta-feira, 10 de abril de 2008

rascunho encontrado num caderno abandonado #68

Acreditei na amizade; era uma questão de quantidade... Acreditei no amor; era um entediante número ímpar e primo... Acreditei que amor e amizade eram a especiaria que dava gosto aos dias... Engano... Só no frémito incessante de corpos despidos encontramos tempero. Ainda assim, ao ler o poema "Amigo" de Alexandre O'Neill, é como se uma alegria antiga passasse por mim, esquiva. Fecho os olhos e ainda lá estás.
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13 comentários:

  1. Desculpa ser básico: desacreditar o amor tudo bem. Desacreditar a amizade é deixar de confiar em nós não achas? Aquele abraço!

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  2. olá amigo kokas, tens toda a razão... eu deveria ter sido mais claro... então, aqui vai; deves ler assim:

    Acreditei na tua amizade; era uma questão de quantidade... Acreditei no teu amor; era um entediante número ímpar e primo... Acreditei que o teu amor e a tua amizade eram a especiaria que dava gosto aos meus dias... Engano... Só no frémito incessante dos nossos corpos despidos encontrámos tempero. Ainda assim, ao ler o poema "Amigo" de Alexandre O'Neill, é como se uma alegria antiga passasse por mim, esquiva. Fecho os olhos e ainda lá estás.

    Espero que agora tenha sido mais claro... Abraço.

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  3. E assim "inauguramos a palavra amigo", que como diz o Sérgio Godinho "é coisa que vale milhões".
    Um abraço.

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  4. "Mal nos conhecemos
    Inaugurámos a palavra «amigo»"
    É a unica sentença que me deixa reserva. Tenho aprendido que o verdadeiro sentido da palavra amigo, vem com o tempo. Quantas vezes apostamos em chamar alguem de amigo e, como no teu post, isso não é verdade. O Tempo joga a favor de uma boa amizade e desmascara quem não se importa em lutar por uma.
    abraço... amigo

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  5. Quem passa por nós, fica sempre! Abraço!

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  6. Amigo é a família que podemos escolher né?

    beijos

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  7. olá carolzita, escolher podemos, mas também podemos ser postos fora de casa!

    Beijo.

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  8. olá rato, quem passa por nós fica, sim fica, às vezes bem queria simplesmente meter na rua, mas...

    Abraço.

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  9. olá socrates, em termos racionais, a sentença tem muitas reservas! mas, (porra!) quantas vezes acontece assim na vida! só que às vezes (basta uma vez) a palavra depois esvazia-se... e o pior é que o vazio não fica nas palavras - as palavras são vazias por si mesmas, o significado, o conteúdo, somos nós que lho atribuímos - o vazio fica em nós... Abraço.

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  10. ola k,

    é mais um bilhete de lotaria, que pode valer milhões... às vezes parece que tem a sorte grande e depois quando reparamos bem, vemos que tem um número trocado... Abraço.

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  11. peço desculpa pelo atraso nas respostas aos vossos comentários que tanto me alegram, mas, como devem ter notado, isto anda um bocado parado... é a preguiça! Abraços e Beijinhos.

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  12. Também eu passei por aqui!
    Um abraço...

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  13. SP, acreditas que só agora vi o teu comentário, por mero acaso... As minhas desculpas pela demora na resposta... Obrigado pela tua visita. Abraço

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