domingo, 27 de abril de 2008

O TEMPO

red rose rosa vermelha flower flor jardim amor tempoA Internet é actualmente um meio indispensável de comunicação, difusão de informação e conhecimento, socialização, eu sei lá!, é biblioteca e café, estádio de futebol e sala de aula, praia e escritório num só lugar. Mas é também o lugar onde se criam mentiras, ilusões, se difundem boatos e desinformação. O maior dos problemas, neste contexto de desinformação, talvez seja o da atribuição da autoria de um conteúdo (desde texto a imagem, passando pelo vídeo; desde uma fotografia a um quadro, etc.) ao seu real autor. Aqui deixo um exemplo: se procurarem num motor de busca o poema que a seguir publico, a mais das vezes aparecer-vos-à atribuído a esse prolífico autor chamado Desconhecido; menos vezes garantir-vos-ão que afinal foi o Anónimo quem escreveu; outros hão-de reclamar para William Shakespeare a autoria; haverá mesmo aqueles que dirão ter sido eles próprios (numa noite de ébria inspiração) a escrever. Pelas minhas investigações, o verdadeiro autor terá sido Henry Van Dyke (1852-1933), diplomata, escritor, e pastor Americano, mas não posso garantir nada: O Tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que têm medo. Muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festejam Mas para os que amam o tempo é eternidade. O original: Time is Too Slow for those who Wait, Too Swift for those who Fear, Too Long for those who Grieve, Too Short for those who Rejoice; But for those who Love, Time is not. O último verso ("Time is not") provavelmente será "Time is eternity"... Se quiserem ler obras do autor, em inglês, estão disponíveis no site brasileiro Domínio Público; não se preocupem, que os direitos de autor já são públicos, não estão a cometer nenhuma ilegalidade... Post-Scriptum: Obviamente, não sei quem seja o autor ou a autora da fotografia! (Notem que não é o mesmo que dizer que o autor é Anónimo ou Desconhecido; dizer que é Anónimo ou Desconhecido, significa que ninguém sabe quem é o autor ou a autora da obra; dizer que não faço a mínima ideia quem seja o autor ou a autora, mostra apenas o meu desconhecimento!)

4 comentários:

  1. Por essas e por outras, e por uma questão de honestidade, sobretudo, é que eu ponho sempre a fonte, até o site, se for caso disso. Só não ponho quando as imagens têm marca de água.

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  2. Coitado de quem for ingenuo com tudo o que lê na internet. Boa reflexão.
    Abraço

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  3. olá rato do campo, com quase uma eternidade de entremeio, aqui venho responder ao comentário. as minhas desculpas pela memória... quanto à imagem, o que acontece é que tenho tantas guardadas no computador, fora aquelas que tenho em cd's e dvd's, que me é impossível saber a autoria e/ou a fonte... mas neste caso é de coisas mais graves que falo: de darem a autoria de textos, muitos literários, alguns com séculos, a autores que nada têm que ver com eles... Eu costumo encontrar muitos; como leio bastante em alguns casos dou logo conta do erro; noutros casos fico a pensar, "será, não será... não é nada o estilo deste autor"; neste último caso, há dois casos flagrantes: William Shakespeare e Fernando Pessoa; constantemente encontro textos que lhes são atribuídos mas que não escreveram e - creio - jamais pensaram escrever... Claro que uma pessoa que não conheça a fundo a obra de um determinado autor, facilmente se deixará enganar... nestes dois casos, muito dificilmente me induzirão em erro; mas creio que 99% dos internautas ficará convencido que sim... bem, já me estou a alongar muito... obrigado pelo comentário. Abraço.

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  4. olá socrates, realmente, coitado de quem for ingénuo; não apenas na internet, mas na vida... O que acontece é que cada vez mais a internet é um meio de difusão universal de informação, conhecimento, etc. E como as coisas estão, julgo que a desinformação é já largamente superior à informação... o que é uma pena, mas... não há bela sem senão... Abraço.

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