sábado, 1 de março de 2008

Cosimo*

Conheci Italo Calvino em finais de 1999, através do romance O Barão Trepador, 2.º volume da trilogia Os Nossos Antepassados, que se inicia n' O Visconde Cortado ao Meio e termina com O Cavaleiro Inexistente. Depois disso, já li muitos dos romances de Calvino. Mas ao fim destes anos todos, uma frase apenas me ficou na memória; uma frase que me causa arrepios cada vez que me recordo dela. Calvino é muito mais que uma frase. *Cosimo é o barão trepador que um dia sobe para uma árvore (não me perguntem qual, é capaz de estar escrito no livro), e vai de copa em copa... Ainda quando pareça muito breve, uma viagem pode para sempre permanecer sem regresso. Foi o pai de Cosimo que a proferiu. O irmão mais novo é o narrador. Pormenores que pouco importam. Italo Calvino é um dos escritores do meu panteão. Um dia destes publico o post respectivo. Se tivesse escrito apenas esta frase, seria ainda assim um enorme escritor, para mim: cada vez que a lembro, sinto um arrepio. E penso que decima das árvores mijaria para mais longe. Mas eu não sou como o Cosimo. Eu sou como o irmão mais novo, que ficou. Post dedicado ao António Costa e ao #$%&?=" a quem chamarei para sempre melhor amigo, porque esta frase faz-me lembrar sempre dele, e hoje o António Costa fez-me lembrar esta frase.

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