quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

republicado no blog a pedido...*

surgias e partias como um ténue sonho
um aroma uma brisa uma palavra alada
dizias palavras delicadas imperceptíveis
notas murmuradas como se contivessem
segredos bem guardados envergonhados
escondidos na algibeira vazia rasgada
onde guardavas a flauta e partias

ias e vinhas como as notas da tua flauta
tocando com ternura e delicadeza a melodia
com que me aconchegavas nas noites frias
soprando segredos que escorriam suaves
pelo meu rosto como gotas de orvalho
até que um dia não voltaste e aquela melodia
tornou-se numa memória triste que persiste

*Uma amiga pediu-me para republicar este poema, porque, por preguiça talvez, não o encontrava nos arquivos do blog. O resto do poema pode ser lido aqui. E aqui podes encontrar o poema intitulado Não poderei nunca dizer o teu nome. E sim, são ambos da minha autoria; pronto, eras talvez a única pessoa que acreditava que não...

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