quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

«A custo consegui desembaraçar-me da multidão de cadáveres sangrentos amontoados e arrastei-me para debaixo de uma enorme laranjeira, na margem de um rio próximo. Aí caí, de terror, de cansaço, de horror, de desespero, de fome. Em breve os meus sentidos fatigados se entregaram a um sono mais parecido com o desmaio do que com o repouso. Estava assim nesse estado de fraqueza e insensibilidade, entre a vida e a morte, quando me senti comprimida por qualquer coisa que se movia sobre o meu corpo. Abri os olhos e vi um homem branco, de boa cara, que suspirava e murmurava entre dentes: O che sciagura d'essere senza coglioni!» (Volteire, in Cândido).

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