quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

COUNTDOWN

Sem tempo para mais que isto: Espero que tenham tod@s um ano de 2009 melhor que o de 2008; aviso-vos, porém, para que não tenhéis muita Esperança: porque a Esperança não passa de uma maneira que o Homem inventou para encher a Alma com o Vazio. Quando a Esperança se realiza, i.e., quando o Vazio, circunstancialmente, encontra Matéria na Realidade, a Alma enche-se de Plenitude... Quando não encontra, continua a encher-se de Vazio, como um Buraco Negro que se alimenta a si mesmo, sugando a Realidade em volta, e transformando-a em Vácuo, no momento em que a Alma não pode encher-se mais, de tão farta, que rebenta... Abraços e Beijinhos, e uma bebida à escolha!

domingo, 28 de dezembro de 2008

PAPARVOÍCES

Como talvez saibam, talvez não - para citar o comentário de John Fritz Von Gato, deixado no post Liberdade e Preconceito, do Desidério Murcho: Os senhores estão a discutir as declarações sobre a homossexualidade de um senhor que veste saias, anda com os dedos cheios de cachuchos, e que não se deita com mulheres. A minha sincera e respeitosa admiração para com todos aqueles que mantêm tão elevada polémica sem se rirem. - tudo o que esse senhor diz me provoca sérias cólicas de riso. 

O problema é que declarações (ou lá o que lhe queiram chamar) desse senhor afectam diariamente a vida de milhões de pessoas: e essas não se riem.

Post-Scriptum: Olhem lá, e que tal um chocolate quente?

"A" LISTA

Estive para aqui às voltas, de tal modo que tive que afastar os móveis da paredes. Repensei e pensei, e depois de muito cogitar, continuei às voltas, de tal modo que tive que sair de casa, não fosse o soalho gastar-se. Antes o chão. Peguei num bloco de notas, daqueles da âmbar, que diz bloco de turista - um tipo têm que imaginar que anda a passear, mesmo sem sair do mesmo sítio, senão a melancolia dá-nos um valente murro no estômago. Para isso bem basta a realidade. Há listas para tudo, porém eu já me contentava em conseguir fazer uma com os melhores livros, álbuns, e blogs. E políticos, mas neste caso com os menos maus. A dos políticos acabei-a eu depressa. Não encontrei nenhum que fosse menos mau. A dos livros, já sabem que para um bibliómano são todos bons, desde que tenham folhas e letras impressas, e às vezes nem tanto. Capitulei. Vamos antes às dos blogs. Contudo, eu já nem tenho espaço para «seguir» mais, que os gajos da Google só nos deixam seguir 200. E sendo eles aos milhões, literalmente mais que as mães, os pais, e os filhos todos juntos, é impossível um indivíduo só e as suas voltas, chegaram a alguma conclusão. Álbuns, ou CD's se preferirem, não me recordo da última vez que comprei algum que não tivesse já sido lançado há mais de quinze anos. Exceptuando os álbuns dos meus amigos, claro!, mas eu recuso-me a fazer críticas ou a atribuir um valor a uma coisa feita por um amigo meu, porque creio sempre que a melhor coisa que eles fizerem na vida foi serem meus amigos, portanto, tudo o resto é de qualidade inferior à amizade.
Enfim, depois de muitas voltas e reviravoltas, deixo-vos apenas um nome: Manuela Ferreira Leite. Para passarmos o ano a rir, para que mais havia de ser!?

Desejo-vos um bom 2009 e que a Manuela continue no PSD por muitos e longos anos!

Post-Scriptum: Fiquem a saber que, no entanto, só não apresento as ditas listas porque não fui capaz de decidir se havia de fazer listas de 10, de 20, de 50, ou de 100!

Post-Scriptum 2 (porque nunca há dois sem um): Na passagem de ano estarei algures em Lisboa, num qualquer restaurante, primeiro, e sabe-se lá onde, depois, no Bairro Alto. Era só para avisar, se quiserem apareçam.

sábado, 27 de dezembro de 2008

OS CADERNOS SECRETOS DE SÉBASTIAN

Já podem encontrar / comprar / encomendar / espreitar o meu livro / romance na WOOK e com 5% de desconto! Logo agora que o Natal já passou... Pronto, fica para o ano que vem! Para espreitarem cliquem na imagem, no título, no logotipo, ou no link!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Consegui responder a todos os comentários que me têm deixado, e que por falta de tempo (procrastinação?) tenho deixado sem resposta. Como ao pai natal ali do lado, também o natal me deixa assim: albaroado...
Deixo aqui este post para desejar um feliz natal a todos os que aqui vêm parar por vontade própria - ainda que enganados - a todos que aqui vêm parar caídos não se sabe de onde; a todos os meus seguidores (isto ainda não é um religião! - quantos seguidores são precisos para isso?) A todos os que - conhecendo ou não pessoalmente - são já amigos, fruto de este triste e desbotado blog. A todos. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

AVATAR DE NATAL


A ThunderLady teve a ideia. Agora é só vê-los a segui-la. Eu cá vos espero, armado até à ponta dos cabelos!

Se quiserem aderir a esta iniciativa/ideia, podem ir ao site SP-Studio.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

MAROTICE

Ramalho Eanes afirmou que se não fosse a crise, Cavaco Silva devia considerar dissolver a Assembleia da República. (notícia no Jornal de Negócios)

Uma afirmação aparentemente inocente, mas que revela muito sobre a forma de pensar e estar dos políticos Portugueses; é que, se não fosse a crise, Cavaco Silva podia brincar aos políticos; usar o poder a seu bel-prazer. Mas como essa senhora inoportuna conhecida pelo nome de Crise, nos entrou pela porta a dentro, e não há maneira de a fazer sair, então Cavaco Silva tem que ter juízo e comportar-se como um menino de bem, que isso de dissolver a Assembleia da República é uma grande marotice, que não se pode fazer assim sem mais nem menos, por dá cá aquela palha, ou a outra, ou aquelotra. Mas se a mãezinha não estivesse a ver...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

BACOQUISMO

ouvi num canal, não importa qual, uma personalidade - uma personagem saída de um péssimo romance, ou novela. novelo. dum daqueles novelos de interesses, que mistura política, economia, e grandes fortunas. não lhe conheço as simpatias futebolísticas. ia dizendo. ouvi um tipo qualquer, que como disse, não é um qualquer, dizer qualquer coisa do tipo, ah e agora vive-se muito bem, e tal, e não sei porque é que as pessoas se queixam tanto, e antes, no tempo dos meus pais os trabalhadores - pois, os trabalhadores, há sempre os trabalhadores para que estes meninos-bem possam discorrer, e fazer correr, o seu pensamento "filosófico", só mesmo entre aspas é que se poderá adjectivar tal pensamento assim. onde ia? no tempo dos pais do gajo, os trabalhadores, que trabalhavam (para que outras coisas servem os trabalhadores senão para trabalhar) lá na quinta, ou lá como é que o indivíduo chamou ao terreno, uma daquelas palavras bonitinhas que a fina-flor tanto adora, pronunciada com tiques pretensiosos - para não usar outro adjectivo, daqueles de lesa-majestade -, pois, os trabalhadores tinham como refeição um único prato de feijão, ou carrapatos, com um pedaço de carne, e já eram trabalhadores privilegiados, sim que o pai do estafermo era uma pessoa conscienciosa e muito à frente do seu tempo.
e como vivemos tão melhor. agora as pessoas só se sabem queixar e tal, mas há trinta anos, para não falar há cinquenta, e então se for há cem, que diferença!

e mais não digo, porque há certos e determinados. antes fossem terminados e acabados. certos e determinados trogloditas*, que persistem em regurgitar estes discursos da tanga. por falar em regurgitar, só pensar nisto dá-me a volta ao estômago. fico por aqui, mais não digo.

*trogloditas, sim, que estes seres ainda haviam de viver nas cavernas, que lá é que eles estavam bem. porque nessa altura não se queixavam, esses cabrões que só sabem berrar como bezerros mal alimentados. é que mamas há muitas, mas só para os bezerros maiores.

E VOCÊ, JÁ ATIROU O SEU SAPATO HOJE?


Para tentar acertar no Bush, vá ao site: http://bushbash.flashgressive.de/

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DEFINIÇÃO DE AVÓ*

Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem 'Despacha-te!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão


*Redacção supostamente escrita por uma menina de 8 anos, de Cartaxo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

DEZEMBRO

Antes de começar a divagar, convido-vos a ler este post do Victor Afonso: Mais uma Onda de Proibições. E o que é que isso tem a ver com o que vou dizer a seguir? Ora, nada, rigorosamente nada. Ou tudo, absolutamente tudo. O bentinho, aqui ao lado, tão lindinho, com esta carinha de pequeno demónio faz-me lembrar um pai natal com a sua indumentária encarnada. Um daqueles pais natais vingativos que vêm cobrar às crianças a menor das faltas. Somítico! Tudo são desculpas para não dar uma prenda!
Ia falar sobre Dezembro. O décimo mês do ano. Perdão, o décimo segundo...! Dezembro é o mês do ano que mais me deprime. Os dias são frios e chuvosos, mistura que me irrita. Se fossem nevosos e frios, menos mal... Os dias têm poucas horas de sol. Há uma atmosfera de férias e descontração a pairar. As prendas, as hipócritas mensagens de felicidades e desejos de tudo e mais alguma coisa. Anualmente chegam os sms's, os e-mails, os postais de fulano e cicrano de quem já não temos notícias há... UM ano! Não há coisa que mais me irrite que receber mensagem de Feliz Natal e Próspero Ano Novo de alguém de quem não tenho nenhuma notícia há... Um ano! Eventualmente, também mandaram a porcaria do sms ou do e-mail, ou do postal (pronto, no caso do postal sou mais brando... se vier com selo estão perdoados!) no dia de Aniversário! E parece que somos todos amigos, e que nos queremos muito bem, e que não podemos viver sem a Felicidade do Outro! Uma Merda!
Fecho-me em casa, a ouvir músicas de Natal para ficar ainda mais deprimido, pois claro, que mais se pode fazer?! Estupidez? É como quem ateia um fogo para apagar outro!
Dezembro faz-me lembrar... Não! Não é Dezembro, é a merda da hipocrisia e das mensagens! São essas músicas irritantes, tocadas até à exaustão (mas será que a porcaria do disco rígido, ou do CD, ou da Pen, ou seja lá onde for que estão gravadas, não se risca?)! É esse clima de confraternização e perdão! É o sino da aldeia e a já tradicional farra do 24 para o 25, a comer carne entremeada e a jogar lerpa (leiam em silêncio, não vá a Inspecção que inspecciona os jogos ilegais ouvir, ou pior a ASAE, que as condições de higiene não são certamente cumpridas)! É a bruxuleante fogueira! A noite fria que promete neve, mas nunca cumpre! Tudo isso me faz lembrar as pessoas irremediavelmente perdidas que passaram, que ficaram, que algures talvez pensem e sintam o mesmo. Tudo isto me faz lembrar as prendas que esperei e nunca chegaram (sim, tenho dinheiro na algibeira para as comprar, mas de que me vale, agora já não servem para nada; para tudo há um momento certo)! Pior que as prendas, tudo isto me faz lembrar das pessoas que esperei e não vieram. Às vezes chegavam postais (ainda não havia esta treta dos sms: toma lá 160 caracteres!), mas sempre me pareceram tão falsos, que em vez de sentir as pessoas mais próximas, sintia que mais se afastavam. 
Dezembro é também o mês em que, neste nosso relógio interior regulado por falsos marcos, tomamos consciência de tudo aquilo que continua por concretizar; o melhor é não pensar nos planos que ficaram por fazer... O melhor é nem sequer fazer planos. 
Dezembro é um mês muito triste para os pessimistas e depressivos! Só mesmo o bentinho e as suas asneiras para me fazer rir! Bem, metade já passou...

Post-Scriptum: como não me apetecia fazer outro post, deixo aqui uma adenda: descobri este magnífico blog: Badamalos. Pronto, não é um blog magnífico, é um blog como outro qualquer, Badamalos é que é uma aldeia magnífica! Pronto, não é uma aldeia magnífica, é uma aldeia como outra qualquer! Porém, Badamalos é uma das aldeias dos meus antepassados, por isso é uma aldeia magnífica, e um blog sobre esta aldeia é magnífico para mim! (As outras aldeias dos meus antepassados, para que conste, são: Pai Penela, Sorval, Valbom, e Santa Eufêmia)

Teste: VerveEarth.com

sábado, 13 de dezembro de 2008

I LOVE YOU 1000 TIMES

Remember love notes, the teacher found in school
The whole class laughing, gee I felt just like a fool

But that’s not the very part about I
I had to write 1 thousand times

That I love you, I love you
I love you, I love you
Girl, I love you 1 thousand times

The love notes I treasured, loving you was not a sin
Punishment was pleasure, whoo I’d do it all over again

I wrote, and I wrote, till my fingers got sore,
But I had to write just a little bit more

Did you read my letters, it’s been on my mind?
All that it said was girl I love you one thousand times

From them untile this very same day,
I still feel that same old way.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

OS 10 MAIS PROCURADOS

O Google revelou a lista das 10 palavras mais procuradas no decorrer do ano que finda; e as felizes contempladas são, por ordem decrescente:
  1. sarah palin
  2. beijing 2008
  3. facebook login
  4. tuenti
  5. heath ledger
  6. obama
  7. nasza klasa
  8. wer kennt wen
  9. euro 2008
  10. jonas brothers
Para além desta lista mundial existe uma lista por países; não existe uma lista das mais procuradas em Portugal; somos pequenos, é o que é; todavia há uma lista que muita curiosidade me suscita:

  1. 陈冠希
  2. 奥运会开幕式
  3. 四川地震
  4. 不合格奶粉名单
  5. 艳照门
  6. 画皮
  7. 赤裸特工f.b.i
  8. 国足欢迎你
  9. 刘翔退赛
  10. 神七

Digam lá se não é fascinante!

PUBLICIDADE INSTITUCIONAL

Cliquem na Imagem se quiserem saber mais! Divirtam-se!

SOBRE O AMOR

Ao perder-te a ti perdemos os dois:
eu porque tu eras o que eu mais amava 
e tu porque eu era quem mais te amava. 
Mas de nós dois és tu quem mais perde, 
porque eu poderei amar outras como te amava a ti 
mas a ti não hão-de amar como eu te amava.

Nas minhas vagabundas deambulações pela internet encontrei as palavras acima transcritas, de Ernesto Cardenal (sou muito céptico em relação à atribuição dos textos aos seus autores, na internet; se alguém tiver informação fidedigna, não hesite em partilhá-la). As razões de publicar aqui este pequeno texto (poema?, epigrama?) são duas: primeiro, porque sendo o amor impossível de mensurar, impossível é dizer a outra pessoa que somos a pessoa que mais a ama (o contrário, embora sendo subjectivo, é possível); segundo, fossem as palavras acima sinceras, não diria com sinceridade que poderia voltar a amar outra...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

É A VIDA!

As novas definições do Gmail permitem que escolhamos um tema, e em alguns desses temas permite que escolhamos a nossa localização, de modo a que o ambiente referido vá mudando de acordo com a localização escolhida. Bonito não é? Olhem lá para a imagem! Está a nevar! Mas não tenham ciúmes... Não escolhi o lugar onde estou, mas aquele onde queria estar...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

FIVE LITTLE PIGS

Durante anos houve um mistério que me intrigou. Começo pelo princípio. No rodapé do livro de Filosofia do 11.º ano - os anos passam tão depressa que somam agora mais de uma década - havia excertos de um romance de Agatha Christie, contudo em todo o livro - facto lamentável - não existia uma única referência ao romance de onde os excertos haviam sido retirados. Serviam para exemplificar raciocínios, silogismos, etc.


Visto que a memória é algo que se desvanesce e torna difuso, após este tempo todo apenas um facto ainda recordava: existia uma rapariga que recorria aos serviços de Hercule Poirot para que este descobrisse (confirmando ou não) a verdade sobre a morte do seu pai, envenenado pela sua mãe.


Assim, durante anos, fui lendo romances de Agatha Christie, um pouco ao acaso, conforme me chegavam às mãos (a maioria comprados, outros emprestados, e muito poucos os requisitados em bibliotecas, que eu detesto bibliotecas, mas isso é outra história), sempre com a esperança de encontrar aquele


Este post, se alguém ainda se estiver a perguntar qual o seu móbil, serve apenas para dizer que finalmente o encontrei (ao referido romance, elementar, meus caros, numa linguagem conan-doyleana): intitula-se Five Little Pigs (o original em Inglês). Os Cinco Porquinhos, em Português do Brasil (não eram só três?!), e Os Cinco Suspeitos, na tradução de Isabel Alves para a Obra completa da autora, que está a ser publicada em Portugal pela Asa.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

EMPRÉSTIMO

Mnemósine, pior, pior, é quando ficam com o nosso coração...! Olha, aqui fica uma quadra ao gosto popular, pedida emprestada ao Fernando Pessoa:

Entreguei-te o meu coração,
E que tratos tu lhe deste!
É talvez por 'star estragado
Que ainda não mo devolveste...

LISTA DE DESEJOS #2

Pronto! Vou deixar a vergonha de parte! Aceito uma destas! Nem preciso que venha com os livros, que eu tenho muitos sem lugar, e chegavam para ocupar este belo objecto... (visto aqui)

domingo, 7 de dezembro de 2008

LISTA DE DESEJOS

Pelos blogs, multiplicam-se as listas de desejos para o Natal; também eu tenho uma lista (enorme) de desejos; mas sempre fui muito parco a pedir; melhor, sempre fui muito envergonhado, mesmo neste semi-anonimato da blogosfera. Assim, quedo-me por dizer que sim, também tenho a minha lista.


Proliferam também, como cogumelos, as listas dos melhores livros, dos melhores álbuns, dos melhores filmes, dos melhores blogs, dos melhores posts, e de tudo isto, dos piores. E outras listas, de coisas inacreditávis, tal é a humana imaginação fértil. Esta é, pois, uma lista de listas, incompleta. Um destes Natais hei-de compilar uma lista exaustiva e listas.


E pronto, assim fiz também um post sobre listas, daqueles posts que para nada servem senão para encher; enfim, como todos os outros...


Um Feliz Natal e Boas Festas a quem por aqui passa!

private message: vá lá, são apenas 1757 km's...!

Queen - Keep Passing The Open Windows (Extended Version)






Vim aqui ao blog para colocar a música dos Queen alusiva à época que atravessamos, Thank God It's Christmas; entretanto lembrei-me que desta Keep Passing The Open Windows, é um poucochinho mais cruel... Claro que poderia partilhar convosco Is This The World We Created...? Se tiverem os álbuns, ou a pachorra para procurar as letras na internet, constatarão, com certeza, que todas elas são adequadas a este momento de... olhem (para onde quiserem) falta-me a palavra... senão, reparem na última estrofe da letra de Is This The World We Created...?

Is this the world we created, we made it on our own
Is this the world we devastated, right to the bone
If there´s a God in the sky looking down
What can he think of what we've done
To the world that He created.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

NO COMMENTS #PERDI-LHE A CONTA

Isto (que vi aqui, aqui e aqui, por esta ordem) - por triste que seja, em pleno século XXI - é de morrer a rir! Ai Benfica, Benfica, se tu soubesses...

Parece que originalmente, a imagem veio daqui; pelos vistos foi tirada no Pavilhão Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

MEMÓRIA FUTURA; MEMÓRIA PASSADA

Cada dia que passa, a minha vontade de partir é maior, mas cada vez mais me resigno à ideia que talvez nunca venha a partir. Para partir, talvez precise de ensandecer, ou talvez precise somente de companhia. Não sei... Mas:

Um dia vou partir pelo mundo fora de mochila nas costas, dizendo adeus até nunca mais a tudo quanto se cruzar comigo... vou despir-me desta corda asfixiante de esperanças e expectativas, de sonhos e objectivos, de desejos e pretensões, que me tolhe a vontade, e partir... vou partir, só, e sem direcção, rumo ao pôr do sol como Lucky Luke; abandonar os meus livros como Dom Quixote, o fidalgo cavaleiro de La Mancha; vou desapertar a gravata das contas, das prestações, dos cumprimentos, rasgar as camisas dos papéis que tenho aceitado desse encenador cínico chamado Vida, homem com nome de mulher, como nas personagens de Vian. Vou queimar esta roupa encharcada de hipocrisia e partir. E a cada passo direi olá adeus até nunca mais alegre ou triste não sei pessoa que te cruzas comigo. E conversarei também com os objectos, os prédios e os carros, prisões que inventámos e a que chamámos Liberdade, e caminharei na companhia das árvores e dos pássaros, sob a sombra das nuvens, as maravilhosas nuvens que passam... E a cada passo ir-me-ei despindo para que a Morte me encontre nu e eu me possa entregar por completo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

POSTS DEPRESSIVOS - A ANGÚSTIA

Alguns leitores deste tasco desbotado pedem-me que escreva/ publique mais posts do género dos da série rascunho encontrado num caderno abandonado, como este último, ou este. Ou outro qualquer. E querem saber quem é o rapaz que aparece nas fotografias, se está vivo ou morto. E dizem que ficaram tocados, ou impressionados, ou de uma maneira que não conseguem definir. E querem saber mais, e mais. Porque a curiosidade é ilimitada. Porque o voyeurismo também. Todavia, sou eu o culpado, que não tenho nada que estar para aqui a expor as minhas angústias. Lamento a vossa curiosidade. Eu próprio sei muito bem o que é isso de querer saber mais, só mais um pouco. Mas, acreditem, não vale a pena, a angústia e a depressão são mecanismos circulares; emoções que se alimentam a si mesmas, até nos esgotarem a nós. O melhor é não as alimentar. Ou seremos sugados pelo vazio que escavam na alma. Continuemos antes assim, meros desconhecidos que se cruzam e cumprimentam, com um sorriso, um levantar de chapéu, ou um aceno. Falemos do clima, do estado da economia, da derrota do nosso clube amado, do último livro que lemos, do concerto a que queremos ir, do último modelo de um gadget qualquer que queremos comprar. Falemos até da tristeza de um comum conhecido qualquer, da miséria em que se deixou envolver, do marido da filha que lhe bate, do filho que acabou o curso e está no desemprego, ou do filho que não acabou o curso e também está no desemprego.  Digamos desemprego como quem diz Porto, Lisboa ou Paris. Como quem diz campo ou cidade. E depois, quem sabe. Um dia talvez marquemos um jantar, e nos possamos conhecer melhor.

POR UMA VERDADEIRA ACADÉMICA

A profusão de situações duvidosas verificadas nos últimos tempos na Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol não podem deixar os verdadeiros académicos indiferentes. Ver o nome da Académica envolvido nas teias da lei, associado a esquemas financeiros pouco claros, conotado com incumprimentos vários e com notícias negativas constantes na comunicação social, tem sido uma constante nos últimos anos. Adicionalmente, tem sido notória a total inexistência de uma política social, desportiva e universitária coerente e que honre os pergaminhos do clube e da instituição. Face a tudo isto, há que demonstrar a indignação, dar uma voz à vergonha que sentimos e à dor que nos assalta, clarificando perante os órgãos directivos da AAC-OAF o total repúdio por muitas das suas atitudes e pela forma como contribuiram para desvirtuar a verdadeira Académica, aquela que muitos de nós já começam a esquecer e que outros não podem, pura e simplesmente, conhecer. Aqueles que abaixo assinam, manifestam a sua total discordância e repúdio pelo estado a que chegou a AAC-OAF, demarcando-se totalmente dos seus órgãos directivos, exigindo a tomada de medidas que respeitem os seus verdadeiros valores, identidade e singularidade académica.

ASSINE A PETIÇÃO AQUI.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A NÃO ESQUECER

Que é hoje lançado, às 18 horas, no Paço da Cultura (Guarda), o mais recente número da revista PRAÇA VELHA, o 24. Quem puder, compareça. Quem não puder, abrigue-se.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

RECORDAÇÕES

Dizia Jorge de Sena - parafraseando, que não sei a frase de cor, nem tenho o livro Antigas e Novas Andanças do Demónio por perto -  que o pudor é essencialmente uma virtude breve. Penso que seja no conto Os Amantes, mas a minha memória facilmente me trairá, ao gosto das suas vontades e desejos. Num conto cujo conteúdo o título faz antever, esta frase, com fulgor de máxima, faz todo o sentido. Seriam amantes se o pudor não fosse uma virtude breve? Bem, algumas mentes mais retraídas e pecaminosas, refutar-me-ão dizendo que os amantes são essencialmente pessoas sem virtude. E para que precisam da virtude, se se podem amar? Não é o amor a maior das virtudes?


Voltando ao início. Estava um amigo meu a mostra-me um álbum de fotografias antigas, a maior parte da sua infância e adolescência. O melhor amigo da escola primária, a primeira namorada. As férias em casa dos tios, a prima que já não vê há tantos quantos os anos que a distância ou a pouca vontade a isso obrigou. E como eu invejei aquele sorriso, aquele brilho nos olhos, aquela alegria breve que invadiu o meu amigo e rejuvenesceu por instantes a sua face. Cogitava em dizer-lhe o quanto o invejo, e o quanto invejo as pessoas que conseguem abrir um álbum de fotografias, e voltarem a ser felizes por momentos, enquanto recordam instantes felizes do seu passado. Mas o pudor não me deixou que lhe confessasse a minha inveja. Contudo, como o pudor é uma virtude essencialmente breve, aqui lho estou a dizer, e a todos vós que por uma qualquer eventualidade ou contingência aqui gasteis um pouco do vosso tempo. No fim, guardarei só para mim a inveja, e voltarei a ser virtuoso.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

LIVROS...

Desde que tenho consciência de existir, que tenho uma obsessiva atracção por livros; antes de mais pelo objecto; adoro agarrá-los, senti-los entre as minhas mãos, abri-los, folheá-los... e só depois pelo seu conteúdo; muitos dias, noites na maioria dos casos, gastei em leituras sôfregas e impetuosas. 
Se mais dinheiro tivesse, mais dinheiro gastaria em livros... mas chegou um momento em que começa a tornar-se um grande problema... em primeiro lugar, já não tenho espaço em casa onde os colocar; as estantes estão repletas, com duas filas, e com livros deitados sobre elas... mas o pior, em segundo lugar, é que a percentagem de livros que tenho e que ainda não li começa a ser, digamos, perigosamente grande; de tal modo que o número dos livros que tenho e ainda não li está muito próximo daqueles que tenho e li... então, impus a mim mesmo que não compraria mais nenhum livro enquanto não lesse pelo menos 70% daqueles que tenho para ler... tarefa assaz difícil, visto que nos próximos 10 meses vou receber quase 50 livros de uma colecção que assinei... Sou cada vez mais um bibliómano, e cada vez menos um leitor... E pela primeira vez os livros, enquanto objecto, deixam-me triste...

sábado, 22 de novembro de 2008

MAPA - manuel a. domingos

Acabei de encomendar o livro MAPA de manuel a. domingos, através do site da editora livro do dia


Só falta enviar o comprovativo da transferência bancária... Entretanto, atrevo-me a deixar aqui um dos muitos poemas que podem encontar nesta obra, com o título Guarda, e o subtítulo por volta de 1994

em cada rua o frio
tem um nome diferente.
nós permanecemos no café
com o nome de
um franchising qualquer,
alheios ao amarelo
berrante das paredes.
é aqui, por entre cigarros,
cerveja e um arroto
envergonhado, que lemos
os versos de um poeta
maldito francês: esses que
nos aquecem a vontade
de um dia também fumar
haxixe. e há ainda os filósofos
do desespero: Kierkegaard,
Nietzsche e Camus.
Mas nem Kierkegaard
nem Nietzsche nem
Camus nos avisam que
a sua leitura irá para sempre
mudar a nossa vida. nem o poeta
maldito francês explica
que os seus versos
não devem ser lidos
numa cidade onde
a sua catedral atravessa
o silêncio e o frio tem um nome
diferente em cada rua.


Claro que, como ainda não tenho o livro, e apenas conheço alguns dos poemas, não vos posso dizer qual é o poeta maldito francês... Eles são tantos, os poetas malditos, embora menos que os poetas franceses...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

PERGUNTAS SEM POSSÍVEL RESPOSTA, DÚVIDAS SEM POSSÍVEL EXPLICAÇÃO

(1) Porque é que esta senhora da imagem aqui ao lado de repente começou a mandar os seus bitaites?, calada fazia muito melhor figura.



(2) Quando é que alguém explica ao Sr. Vítor Constâncio que a única coisa generosa é o salário de que aufere?




Imagem escandalosamente desviada do ABSORTO.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

rascunho encontrado num caderno abandonado #70

Só há uma coisa pior que despedires-te de alguém que sabes que nunca mais vais voltar a ver; é despedires-te de alguém que não sabes se algum dia vais voltar a ver...

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

REVISTA "PRAÇA VELHA", N.º 24 - CONVITE

Recebi em casa um convite que reza exactamente assim (sem dois pontos; têm é que clicar para poderem ler); um convite pessoal, que é universal. Nesta lógica, estendo o convite que me foi dirigido a todos e a todas que por aqui passem. Eu estendi-lo-ia a toda a gente, mesmo àquelas pessoas que por aqui não passam, mas isso seria um não-convite; ou um desconvite; seria um pouco rude, não era? E depois, se andássemos todos pelas mesmas ruas, além de todas as outras ruas não fazerem sentido, as nossas pacatas ruas ficariam intransitáveis...


Dia 28 de Novembro, Guarda, no Paço da Cultura, pelas 18 horas. Vá, apontem nas vossas agendas, ou onde quiserem, desde que não se esqueçam.


Deixo já aqui o convite, apesar de ainda faltarem 10 dias, para o caso, imprevisível, de aqui não voltar. Também tendo em pensamento essa eventualidade, deixo aqui um link para o blog de duas amigas pintoras: o meu mundo de expressões.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

The Wrath of The Lich King*

Como sobreviver a quem despertou no ser a consciência de existir?*
 
*Para não deixar esta pequena pergunta abandonada num post, decidi postá-la aqui...

JOANA MORAIS VARELA


Notícias publicadas na imprensa nos últimos dias dão conta de que Joana Morais Varela foi suspensa das funções de Directora da Colóquio/Letras. Os signatários entendem que o sentimento de consternação — inevitável e mais do que isso apropriado e justo — não deve exceder o de admiração pelo original, profundo e inovador trabalho que Joana Morais Varela ali desenvolveu.

Hoje a única sobrevivente do conjunto de revistas de que a Fundação Gulbenkian foi proprietária, a Colóquio/Letras transformou-se no mais importante órgão de difusão, estudo e crítica da literatura em língua portuguesa, presente e actuante em todos os centros de cultura portuguesa no mundo. Mantendo-se fiel ao modelo original da revista e ao espírito de colóquio entre ideias e correntes diferentes, avessa a polémicas e alheia a interesses imediatos e particulares, a Colóquio/Letras tem sido um modelo de publicação imaginativa, livre e rigorosa. De edição irrepreensível, elevada qualidade ensaística e literária e notável apuro gráfico, a Colóquio/Letras conseguiu a proeza de se ter constituído em objecto cobiçado e precioso sem perder a dignidade e a elevação intelectual. É irrecusável que essa transformação por que a revista passou se deve à visão, à tenacidade e à dedicação de Joana Morais Varela.

O sentimento de admiração é raro. Mais raras ainda as ocasiões para o manifestar em público e com entusiasmo. Os signatários não querem perder esta.

Lisboa, 11 de Novembro de 2008


Abel Barros Baptista, Américo António Lindeza Diogo, Ana Catarina Rocha, Ana Luísa Amaral, Ana Pegado, Ana Pires, Antonio Sáez Delgado, Augusto M. Seabra, Carlos Gil, Carlos Manuel Ferreira da Cunha, Cristina Moreno (Brasil), Cristina Nobre, Edgard Pereira (Belo Horizonte), Eduardo Pitta, Fernanda Leitão (Toronto), Fernando Cabral Martins, Francisco Fortunato, Francisco José Viegas, Gustavo Rubim, Helder Moura Pereira, Helena Vasconcelos, Helga Moreira, Jaime José Morais, João Carlos Alvim, João Filipe Bugalho, João Gonçalves, João Paulo Sousa, João Reis Ribeiro, João Tigeleiro, Jorge Fernandes da Silveira (Rio de Janeiro), Jalvarez, José António Almeida, Laura Mateus Fonseca, Levi Condinho, Luís Amaro, Luis Manuel Gaspar, Luís Mourão, Luis Novaes Tito, Mafalda Ivo Cruz, Mariana Pinto dos Santos, Maria Antónia Oliveira, Maria Jorge, Nelson de Matos, Osvaldo Manuel Silvestre, Paulo Simões Mendes, Pedro Mexia, Pedro Serpa, Pedro Serra (Salamanca), Rita Basílio, Rosa Oliveira, Rui Manuel Amaral, Sara Afonso Ferreira, Sara Figueiredo Costa, Vasco Rosa.

Quer assinar também? Basta clicar aqui, escrever o que lhe apetecer, ou simplesmente a palavra assino.


ASSINADO!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

rascunho encontrado num caderno abandonado #69

Nightmare
Transpões o portão verde de ferro, e eu acordo. A tua voz ecoa na atmosfera seca de Julho, Se não ficares aí nunca mais nos voltamos a ver. As tuas palavras ficam a badalar no meu cérebro. E eu vou-me embora, e acordo, acordo suado, com o presságio de que te vou perder. Há onze anos que partiste, e eu ainda acordo com medo que vás partir. Porque é que me assusta tanto a ideia de que vai acontecer algo que já aconteceu? Porque é que me assusta tanto a ideia que tu te vais embora para sempre, se tu já foste embora para sempre há onze anos?

Dentro de mim estarás a partir até que eu parta. Porque dentro de mim vive um pedaço de ti, que eu nunca deixei partir. Sei que nunca mais te verei, sei que partiste e nunca mais voltarás, mas dentro de mim ficaste para sempre. Dentro de mim ficou um pedaço de ti que todos os dias apressa a minha morte: é aquilo que ainda me mantém vivo.
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domingo, 9 de novembro de 2008

50000!

Para comemorar as 50000 visitas - que número redondo! - deixo-vos aqui uma música do meu amigo, Samuka (nome de código), "Cansado, mas em Paz"

Boomp3.com
A Adriana agraciou-me com um prémio. Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos quantos me têm acompanhado ao longo deste longa jornada de preservança, marcada por momento de euforia e por momentos - menos bons - de depressão. Agradeço também... De outra forma: obrigado, Adriana, pelo prémio, por te lembrares deste meu pequeno postigo, pela simpatia. E, como me compete, passo a chama olímpica, não, a estafeta, melhor o Brillante Weblog 2008 a [após dura meditação; com os critérios qualidade; relação emocional; empatia; a regra é passar-se o prémio a 7 blogs]:

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

dust to dust, ashes to ashes

memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris!

sim, eu sei, eu sei que não me ouves, sei demasiado, bem demais, e cada vez que ao pensamento isso me acorre, estala-me na pele o chicote da memória. sei que não me ouvirás nunca mais, e nunca mais é tanto tempo, é a eternidade em vida, é tarde demais, porque nunca mais é sempre tarde demais, nunca mais é demasiado para um corpo só, nunca mais é uma dor enorme para um corpo que se abandona ao vento como um grão de pó, e como um grão de pó também a tua memória vagará um dia, num assobio do vento, nunca mais é um flagelo, para o espírito, a mente, a alma, para esse lugar que pensa e sente, para esse lugar sem limites, para esse lugar onde a eternidade existe, e eternamente te espera, sabendo que nunca mais, sim eu sei, sabendo que nunca mais me ouvirás.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

19,19€*

*eis o prémio que ganhei no EuroMilhões da passada sexta-feira, correspondente ao acerto em 4 dos 7 números; sendo que 2 desses 4 números eram «estrelas». e um gajo sente-se com uma sorte danada. não por ter ganho 1 «prémio» no EuroMilhões, mas pela singularidade do valor desse prémio. ora pensem lá se não é uma grande sorte acertar num prémio de 19,19? número bonito... (era a hora a que me telefonavas todas as segundas-feiras, há 8 anos atrás... quando o futuro ainda era possível)...

ADEGA 13*


1. A. afasta B. por causa de características (falsas) que atribui a B.

2. Depois de ter sido afastado, B. exibe de facto essas características.

3. B. considera essas características efeitos da decisão de A.

4. A. diz a toda a gente: «vêem como eu tinha razão»?

Pedro Mexia, in Estado Civil.

*Vão ver os meus amigos ao Palácio do Gelo, especialmente se gostam de hip-hop (foi um soluço, enquanto escrevia a linha anterior); o texto acima, como referido, é do Pedro Mexia. E nada tem que ver com a publicidade gratuita do restante post: ou melhor, tem tudo a ver, mas a relação entre uma (imagem) e outro (texto) só pode ser explicada (e entendida) através da exposição pública de mecanismos sub-conscientes (e portanto freudianos), que não me apraz partilhar (perdoem-me!) convosco, meus fiéis leitores. Passem em Viseu, parem no Bóquinhas (é assim que se escreve, TrËk?), bebam uma garrafa de cerveja (de litro) ou uma jerupiga (nunca me entendi com esta palavra, é da dislexia!), discutam poesia e romance (utra-light incluído, é tudo muito eclético!), e terminem a estadia em grande ouvindo os membros (elementos?) da Adega 13. Atenção: alguns deles trabalham! (é uma tentativa de private-joke, não sei se resultou!?)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

E, PARA QUE SERVE A ALMA SE A NÃO PUDERES NEGOCIAR*?!


Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de um história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.
Carlos Ruiz Zafón, in. O Jogo do Anjo


*PRIVATE MESSAGE PARA UM ANJO: Sim, ultimamente só tenho pensado em dinheiro; porém, cogita um pouco: é regra geral que o ser humano cisme naquilo que lhe faz falta e dê pouca importância àquilo que está à distância de um abraço. O que não significa que aquilo que cabe no aperto de um abraço seja menos importante; apenas menos ausente. E a ausência, a ausência fere.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AS MÃOS SUJAS*

- Podia parar tudo... Ficarmos só nós os dois. Sós, no momento irreversível** em que os nossos olhares se tocam... E tudo seria perfeito, seríamos felizes.
- É impossível! - Diz-me. - Ambos o sabemos!
- E, no entanto, real...
- Talvez...
- Quem quer que assim seja? - Pergunto-lhe.
- Ambos!
- Ou nenhum... - Replico.
É um complicado jogo de probabilidades...

*Título roubado a uma obra de Jean-Paul Sartre.

**Todos os momentos o são [irreversíveis].

domingo, 26 de outubro de 2008

o silêncio dos livros

o blog o silêncio dos livros, merece uma visita. um paraíso para quem goste de livros e pintura. e fotografia. e imagem. e ... a imagem acima é uma fotografia de Boris Vian, tirada por Pierre Vauthey, intitulada Boris Vian Looking at Book...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Os Meus Parentes

Tenho-me entretido, nas últimas horas, a fazer a minha árvore genealógica, no programa que podem ver ao alto. Versão on-line, e versão home edition, como preferirem... Para mais informações, site aqui.

sábado, 18 de outubro de 2008

E SE PUDESSES VOLTAR ATRÁS?!

Voltavas a correr para os seus braços e voltavas a agarrar-te com a mesma força e impetuosidade ao seu corpo, apesar de todos os dias morreres um pouco e todos os dias sentires essa revolta e esse ódio; e voltavas a acreditar nas suas palavras e numa felicidade incomparável, ainda que todos os dias te perguntes como pudeste acreditar em palavras tão vãs e digas para ti mesmo que o que mais querias era nunca teres conhecido a única coisa por que trocarias a vida. Se pudésses voltar atrás voltarias a errar e a arrepender-te, e voltarias a acreditar e a amar, e voltarias a querer voltar atrás, e passarias a eternidade a voltar atrás, da mesma maneira que todos os dias dizes a ti mesmo que vais esquecer, e passas os dias a recordar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

vezes demais...

«Às vezes dá-se o caso de não se conhecer aquilo que obscuramente se deseja, mas sabe-se que se vai falhar o alvo; e então, deixa-se a vida escoar-se como num quarto trancado onde impera o medo.»

Robert Musil, “A tentação de Verónica, a serena”, in op. cit., pág. 198. [descaradamente roubado daqui]

MAIS UM EXCERTO DE... [não posso revelar o título*]




Texto de Fabrízio Tommasini; pronto, pronto, MDA, eu prometo que é o último excerto que aqui "posto"!

Outros excertos:  aqui, aqui, aqui, e aqui.

domingo, 12 de outubro de 2008

was it all worth it?*

Trabalhas. De manhã à noite. Todos os dias. Compras carro. Casa. Fazes planos. Contas. Nunca batem certo, mas já estás habituado. Vendes a casa. Alugas um apartamento. Mudas de trabalho. Ou ficas no desemprego. Andas de café em café. Deixas versos nas folhas dos jornais. Envelheces. Bebes whisky. Com a mesma vontade com que bebias água, quando eras menino. Fumas um cigarro, e outro, e outro. Dizes que um dia hás-de deixar de fumar. Acordas cedo. Deitas-te tarde. Dormes pouco, lógica conclusão. Juntas uns trocos. Para um dia. Um dia o quê? Compras um iphone, ou um notebook. Abres um livro ao meio. Será desta que vais até ao fim? Um dia o quê? Acordas sobressaltado, a meio da noite. Dez anos depois. Treze anos depois, para ser exacto. Trabalhas. De manhã à noite. Todos os dias... Juntas uns trocos. Para um dia. Um dia o quê? Acordas sobressaltado, treze anos depois. Porque não admites? De uma vez por todas. De modo definitivo. Aguenta-te à brava, ou... Treze anos é tempo suficiente para saberes que esse sobressalto, esse silêncio, esse sonho, essa palavra que nunca chegaste a pronunciar... Podes viver. Viver não importa quanto. Um segundo mais, ou um século. O tempo é indivisível. Essa mágoa é grande demais. Se vais continuar. Continuar sempre. Habitua-te. Trabalhas. De manhã à noite. Todos os dias... Juntas uns trocos. Para um dia. Um dia o quê? Acordas sobressaltado, treze anos depois. Acordas com o mesmo sobressalto há treze anos. Hás-de acordar com o mesmo sobressalto até que. O quê? Até que um dia chegue. Quem? Não, Não penses nisso! Ninguém... Apenas o sono, o sono tranquilo. Mas agora vai dormir, meu menino. Vai dormir que àmanhã é outro dia.


*título da 10ª música do álbum "The Miracle" (1989) dos QUEEN.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

JOSÉ SARAMAGO - NOBEL HÁ 10 ANOS

Como se agora fosse acontecendo, recordo-me deste dia. Foi o dia em que convenci a minha mãe a comprar-me "O Evangelho segundo Jesus Cristo" - "mas esconde-O" disse-me. E para que não me sentisse tentado a mostrá-Lo, presenteou-me também com uma caneta de tinta permanente da Parker. É até hoje a caneta mais cara que possuo. De tal maneira que foi 10 escudos mais cara que o livro.

Na manhã seguinte a professora Filomena chegou à sala de aula com um exemplar de "Memorial do Convento", começou a ler um excerto suavemente erótico. O suficiente para que um rude bando de adolescentes mal-criados galhofasse. Da sua insegurança, desconhecimento, e imaturidade - de que mais poderia ser? A professora fechou o livro.

Atrevam-se a abrir os livros do José, ele merece. 

sábado, 4 de outubro de 2008

noite

A noite,
- Como ela vinha!
Morna, suave,
Muito branca, aos tropeções,
Já sobre as coisas descia,
E eu nos teus braços deitado
Até sonhei que morria

E via -
Goivos e cravos aos molhos;

Um Cristo crucificado;
Nos teus olhos,

Suavidade e frieza;
Damasco roxo puído,
Mãos esquálidas rasgando
Os bordões de uma guitarra.
Penumbra, velas ardendo,
Incenso, oiro - tristeza!...
E eu, devagar, morrendo...

O teu rosto moreninho
 - Tão formoso!
Mostrava-se mais sereno,
E sem lágrimas, enxuto;
Só o teu corpo delgado,
O teu corpo gracioso,
Se envolvia todo em luto.

Depois, ansiosamente,
Procurei a tua boca,
A tua boca sadia;
Beijámo-nos doidamente...
- Era dia!

E os nossos corpos unidos
Como corpos sem sentidos,
No chão rolaram, e assim ficaram!

Pintura de Eric Fischl,
Poema de António Botto.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

àqueles e àquelas que gostam de deambular pela blogosfera como um viajante errante recém-chegado a uma grande cidade que nunca visitou informo que existem novos links na lista. sem mais de momento. pronto, não tinha mais mas agora tenho: isto enquanto ouço friends will be friends, o que - bem sabemos - pode ou não ser verdade...

domingo, 14 de setembro de 2008

PRISIONEIRO...

Todos os dias morres
mais uma vez. Acordas
e não te consegues
levantar. Não sabes
quantos dias passaram,
embora os tenhas contados,
que diferença faz?
De cada vez que fechas
os olhos, vês outra vez
como se fosse agora,
neste preciso momento,
ou ainda não tivesse
acontecido. Sentes
uma pequena esperança
eclodir no peito, uma flor,
um sorriso que se abre -
um eco de felicidade -
por instantes parece
que tudo pode mudar,
e seres feliz. Acordas,
e todos os dias morres
mais uma vez.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

QUAL É A VERDADEIRA? PORQUÊ?

(Cliquem na imagem para ampliar)

Não é tão interessante como aquela que foi encontrada com a face do Homer Simpson em lugar do rei Juan Carlos, mas é minha! [E quem souber a verdadeira resposta, é favor não responder!]
Estava o quinto dia a acabar, mas Deus sentia aquele impulso criador mais activo que nunca. Cirandava nervosamente por entre a verdura pensando em soluções para o seu problema, mas não havia maneira de acabar com aquela tentação. Quanto mais reprimia aquele impulso, mais envenenado ficava o seu espírito, pese a redundância. Os seres ainda não eram tão inúmeros como ele queria que fossem! Obrigou-os então a multiplicarem-se: – Crescei e multiplicai-vos e enchei as águas do mar e multipliquem-se as aves sobre a terra! – Disse num brado histérico. Apesar de já ter criado o outro lado da terra, estava tão aborrecido que se foi deitar. Terminara o quinto dia. «Amanhã já é sábado – pensou para si mesmo – que porcaria! A semana quase a acabar e eu ainda não fiz nada daquilo que imaginei!» – Por entre o caos do seu pensamento disperso, lembrou-se então que ainda não tinha inventado a semana, nem os dias, nem o tempo, sequer. Aliviado, adormeceu. No dia seguinte não seria sábado, seria o sexto dia. Mas quando despertou ao sexto dia, estava rejuvenescido. Começou por criar os animais domesticáveis. Olhou para eles e viu que eram bons. Está um lindo dia, pensou. Estava tão feliz que começou a caminhar distraidamente por entre a verdura. Ia a passar junto da macieira quando ela, juntando todas as forças que ainda lhe restavam nas raízes, as mexeu até se elevarem para fora da terra. Foi o suficiente para que Deus tropeçasse. Estatelou-se junto ao tronco da macieira, que estremeceu de gozo. Deus, enfurecido, criou os répteis, e entre eles a serpente, para vigiar a macieira. Não se saberá nunca, mas talvez por isso, criou também os animais ferozes, segundo as suas espécies, que as espécies são a única coisa no universo a quem Deus presta contas, e por isso permanece um mistério a sua origem, embora Darwin a venha a explicar um dia. Estava o sexto dia a acabar, e Deus cada vez mais enfurecido. Havia algo no seu espírito que o andava a incomodar; visto não conseguir discernir sobre o que seria, atribuía aquela sensação, que ele definia como uma falta, um vazio que havia em si, à vontade de criar. Contudo não tinha imaginação para mais nada, e o dia estava a acabar. Já não sabia o que fazer. Estava desesperado. Podia parar o tempo, pensou. Ele tinha poder para o fazer. Mas abanou a cabeça em sinal de reprovação. Como havia de parar algo que ainda não inventara? Deitou-se sobre a terra, olhando o luzeiro maior que ia desaparecendo, e já o menor se insinuava, quando Deus se lembrou que tinha criado o outro lado da terra, e que lá era dia. Foi assim que o sexto dia se prolongou por mais um dia! Ao chegar ao outro lado da terra, Deus viu que a terra outrora informe e vazia era agora um lugar caótico e barulhento. Por momentos teve a tentação de destruir tudo e recomeçar.

Fabrízio Tommasini (outros excertos aqui, aqui, e aqui).