quarta-feira, 31 de outubro de 2007

What Kind of Blogger Are You?

What Kind of Blogger Are You?
GREED: 0 - You're not in this for the money, for you blogging is all about the passion! Sure you might make a little pocket change now and again, but you know that it's the content, the audience and the people that are what makes blogging great! EXPERIENCE: 2 - You've been blogging since Nick Denton was in diapers. When it comes to blogging experience, you are the authority on blogging. Heck you probably even have a blog where you give advice about blogging! SOCIABILITY: 4 - You love web 2.0 stuff like Digg and Delicious and you're involved in more blogging groups, networks and activities than anyone else you know. With all your connections, you make Neil Patel look positively anti-social!

hoje sinto-me como o Brian May*

Who Wants to Live Forever? Theres no time for us, Theres no place for us, What is this thing that builds our dreams yet slips away from us. Who wants to live forever, Who wants to live forever....? Theres no chance for us, Its all decided for us, This world has only one sweet moment set aside for us. Who wants to live forever?, Who wants to live forever? Who dares to love forever?, When love must die. But touch my tears with your lips, Touch my world with your fingertips, And we can have forever, And we can love forever, Forever is our today, Who wants to live forever Who wants to live forever? Forever is our today. QUEEN, lyrics of Who Wants to Live Forever?, taken from A Kind of Magic (1986) - *Letra de Brian May.

SONHOS PARTILHADOS


Gostava de ter uma quinta isolada com um riacho... onde pudesse ter os meus livros, uma máquina de escrever, um cão e um sótão... um perdigueiro... e a sombra de um salgueiro... um pôr-do-sol arroxeado... uma brisa estival... um pintassilgo e um pardal... e um horizonte prateado... gostava de não ter nascido, embora a ideia de morrer me assuste... gostava de ter resposta para duas ou três perguntas simples... aqueles porquês amargos que vamos coleccionando... ou talvez seja eu que não tenha coragem para fazer as perguntas certas... não acredito na hipótese de voltar a amar... "Todos os amores são a sombra daquele que nos alvoroça como um fantasma"... se alguém achar que consegue fazer-me acreditar no contrário... tenho duas pulseiras, uma de prata, outra com pedras (violetas, pretas e verdes)... disseram-me que eram um pouco amaricadas... eu respondi "Ainda bem! É sinal que gostas, mas és cobarde demais para admitir!"... gosto de vestir roupas com cores fortes (vermelho, verde, laranja, violeta)... há mais de dois anos que não uso os meus quatro brincos... gostava de fazer um piercing e uma tatuagem... com a imagem de um anjo a masturbar-se enquanto segura um crucifixo... tento sempre cumprir as promessas que faço, desde as mais simples às mais difíceis... a coisa que mais odeio na vida é o facto de não poder ter por perto todas as pessoas de quem gosto... sou incapaz de dizer a alguém que tenho saudades... detesto pedir desculpas... e também não gosto que me peçam desculpas; aliás, não sei qual das duas situações é mais confrangedora para mim... por vezes passo-me dos carretos... não sei o que são asneiras, para mim são interjeições!... o que mais me cativa nas pessoas é o sorriso e o modo de olhar... gosto mais das pessoas bonitas e tristes que das pessoas feias e alegres... tenho pena que a maioria das pessoas não entenda o non-sense... costumo pensar "coitada, nunca leu a Alice nem os livros do Boris Vian"... é impossível (já desisti) ironizar com os portugueses, levam tudo à letra... ando sempre com um poema na cabeça; geralmente de Álvaro de Campos... já sube o poema "Guardador de Rebanhos" (Alberto Caeiro) todo de cor... Ainda sei a primeira estrofe... Gostava de ler todos os livros de Luiz Pacheco, mas tenho receio que depois desate a plagiá-los... por isso ainda não comprei nenhum... o whisky é a única bebida capaz de anestesiar as minhas dores do espírito... gosto de cozinhar, mas detesto lavar e arrumar a louça... prefiro a comida um pouco insosa e pouco doce... junto noz moscada a todos os temperos... às vezes fico angustiado quando estou a ler, porque penso que nunca conseguirei ler todos os livros que queria... detesto a barba... em vez de me cair o cabelo, devia cair-me a barba... tenho insónias... por causa disso, ando quase sempre mal disposto... ou talvez seja o contrário... eu sei que é um sintoma de um outro problema, mas não gosto de pensar nisso... porque não há nada a fazer, e quando não se pode fazer nada, tem que se aguentar... sou feio e infeliz... um mal nunca vem só!... e não me venham com falinhas mansas... que a beleza está por dentro! O tanas!... sou alérgico aos pólens de algumas árvores e à alegria... a alegria causa-me depressão... gosto muito de enchidos, excepto de morcela... algumas pessoas dizem-me que poderia ter ido muito longe, pois tenho muita inteligência... eu sei que sim; respondo que a inteligência não chega, que tenho pena, mas é necessária a conjugação de muitos outros factores para ter sucesso em alguma coisa... as pessoas sobrevalorizam o peso da inteligência... e esquecem-se de tudo o resto... quando falo de mim, nunca é de mim que falo, que eu sou incapaz de falar sobre mim...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

whisky duplo sem gelo!* - ou - o efeito catártico...

whisky duplo sem geloTal como este, e por razões que têm o mesmo denominador comum, hojé é dia de ir beber um whisky duplo sem gelo, tantas vezes quantas as vezes necessárias para simplesmente não me lembrar de nada, já que esquecer não posso... No final desta história, cujo enredo por agora não vou contar - talvez um dia - ficaram estas palavras: Podia ter sido tudo diferente, nós podíamos estar juntos, eu não queria nada disto, mas tu é que fugiste!... (31/07/2004). Já não tão duras quanto aquelas em que supostamente tiveram origem... Venha o whisky duplo sem gelo! Se não for pela dor, que seja pelo álcool...
*Eu sei que o whisky da imagem tem gelo, mas não arranjei outra melhor, e não me queria repetir; se tiverem uma imagem melhor, um copo de whisky duplo sem gelo, é favor fazerem-na chegar à redacção deste tasco maníaco-depressivo, sem a fase maníaca... Obrigado!
África paisagem photo foto Vista aqui. Não deixem de visitar.

Dissuasão

Gosto da solução encontrada pela Ministra da Educação para o absentismo. Aluno que falta tem que fazer uma prova de recuperação e poderá ser obrigado a ficar mais tempo de castigo na escola. Isto se não faltar à prova de recuperação e ao castigo, claro. Parece que a pena para faltar à prova de recuperação e ao castigo é uma prova de recuperação e tempo de castigo na escola. Isto se não faltar à prova de recuperação e ao castigo, claro.Se faltar tem que fazer uma prova de recuperação e poderá ser obrigado a ficar mais tempo de castigo na escola. Se não faltar. Mas se faltar, castigo e prova de recuperação ... (via Blasfémias)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

capitalismo selvagem - Suicide as a Public Good

Num estudo intitulado Suicide as a Public Good, os professores Samuel Cameron, Bijou Yang e David Lester, em volta do cantor Kurt Cobain, o vocalista dos Nirvana que se suicidou em 1994, afirmam: The perspective on suicide from the discipline of economics, has to lead us to the position that suicide may be a good thing... Ou ainda There is, a selective elimination of those who are unable to cope adequately with the requirements of the environment in which they are trying to survive. (Artigo descoberto através do blog 25 centímetros de neve). O Guardian dá a conhecer o artigo num tópico adequadamente intitulado Improbable research...

pois cada átomo que a mim pertence a ti pertence também

Celebro-me e canto-me, E aquilo que assumo tu deves assumir, Pois cada átomo que a mim pertence a ti pertence também. Vagueio e convido a minha alma, À vontade vagueio e inclino-me a observar a erva do Verão. A minha língua, cada átomo do meu sangue, composto deste solo, deste ar, Aqui nascido de pais aqui nascidos de outros pais aqui nascidos, e dos pais também, Eu, aos trinta e sete anos, de perfeita saúde começo, Esperando que só a morte me faça parar. Suspensos os credos e as escolas, Retiro-me por certo tempo, deles saturado mas não esquecido, Sou o porto do bem e do mal, e seja como for falo, Natureza sem obstáculos com a sua energia original. Walt Whitman, in. Canto de Mim Mesmo (Song of Myself - 1881; parte integrante de Folhas de Erva - Leaves of Grass, cuja décima edição - a primeira póstuma - é publicada em 1897, cinco anos após a morte de Walt. Nem a morte o fez parar, porque os átomos que a ele pertencem, a nós pertencem também). Whitman na wikipédia; Whitman archives; A propósito de átomos, recordo a terceira estrofe de Ode Triunfal (1914), de Álvaro de Campos [que havia de declarar, no poema inacabado Saudação a Walt Whitman (1915-1918): Não sou teu discípulo, não sou teu amigo, não sou teu cantor,/ Tu sabes que eu sou Tu e estás contente com isso!]: Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical - Grandes trópicos humanos de ferro e fogo e força - Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro, Porque o presente é todo o passado e todo o futuro E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes eléctricas Só porque houve outrora e foram humanos Virgílio e Platão, E pedaços do Alexandre Magno do século talvez cinquenta, Átomos que hão-de ir ter febre para o cérebro do Ésquilo do século cem, Andam por estas correias de transmissão e por estes êmbolos e por estes volantes, Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando, Fazendo-me um acesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma.

se fosse um sabor de gelado, qual seria?

Teste descoberto no blog Menina Limão. Clique na imagem para fazer o teste.

Direitos Comparados*

"O que está em causa não é apenas uma questão de corrigir uma injustiça sentida por uma parte particular da sociedade, mas a necessidade de afirmar o carácter da nossa sociedade como sendo baseado em tolerância e respeito mútuo. O teste da tolerância não é aceitar pessoas e práticas com as quais nos sentimos confortáveis, mas como lidamos com aquilo que nos desagrada. (...) A opinião da maioria pode ser muitas vezes dura para as minorias. É precisamente a função da Constituição e da lei intervir contrariando, e não reforçando, discriminações injustas em relação a uma minoria. (...) A generalização do preconceito não implica a sua legitimidade."
Para quem ainda não leu, continua aqui (ou aqui). O Parágrafo transcrito acima é o primeiro de um conjunto de citações, que integram o notável acórdão de Dezembro de 2005 do Tribunal Constitucional da África do Sul, traduzido pela jornalista Fernanda Câncio. Quem ainda não leu... *A propósito do caso de Helena Paixão e Teresa Pires, iniciado em 2006, que chegou agora ao Tribunal Constitucional. [A palavra caso não me parece adequada; remete para algo esquivo, interdito, escondido, policial... Bem, de certo modo, infelizmente adequada na sociedade portuguesa...]

hoje sinto-me como o Freddie Mercury

IT'S A HARD LIFE I don't want my freedom There's no reason for living with a broken heart. This is a tricky situation - I've only got myself to blame It's just a simple fact of life It can happen to anyone - You win - you lose It's a chance you have to take with love Oh yeah - I fell in love But now you say it's over and I'm falling apart. It's a hard life To be true lovers together To love and live forever in each others hearts - It's a long hard fight To learn to care for each other To trust in one another right from the start When you're in love - I try and mend the broken pieces I try to fight back the tears They say it's just a state of mind But it happens to everyone - How it hurts - deep inside When your love has cut you down to size Life is tough - on your own Now I'm waiting for something to fall from the skies And I'm waiting for love. Yes it's a hard life Two lovers together To love and live forever in each others hearts It's a long hard fight To learn to care for each other To trust in one another - right from the start When you're in love - Yes it's a hard life In a world that's filled with sorrow There are people searching for love in every way - It's a long hard fight - But I'll always live for tomorrow I'll look back on myself and say I did it for love Yes I did it for love - for love - oh I did it for love QUEEN, Lyrics of It's a Hard Life, taken from The Works - letra de Freddie Mercury

domingo, 28 de outubro de 2007

informação

Hoje adicionei bastantes links de blogs, na coluna da esquerda, que é onde há menos links. Sei que há alguns links, em ambas as colunas, que não são actualizados há bastante tempo; talvez os devesse apagar, mas nunca se sabe quando é que um blog ressuscita [estava com dúvidas quanto à grafia desta palavra - fui a um dos meus dicionários e descobri que tal palavra não consta - da página 1316 salta-se para a página 1349 - ou, de Resenho para Saganha (ou Saganho) - tive que consultar outro dicionário!]... Também sei que há alguns links que vão dar a lado nenhum - blogs apagados pelos autores - mas nunca se sabe quando é que alguém vai ocupar essa casa - esse endereço - que foi abandonado...

hoje sinto-me como o Barão de Teive

Desceu sobre nós a mais profunda e a mais mortal das secas dos séculos - a do conhecimento íntimo da vacuidade de todos os esforços e da vaidade de todos os propósitos. Atingi à saciedade do nada, à plenitude de cousa nenhuma. O que me levará ao suicídio é um impulso como o que leva a deitar cedo*. Tenho um sono íntimo de todas as intenções. Nada pode já transformar a minha vida. Se... se... Sim, mas se é sempre uma cousa que não aconteceu; e se não aconteceu, para que supor o que seria se ela fosse?**
Barão de Teive, in. A Educação do Estóico (Assírio & Alvim, p.17, 1.ª edição) *Ou, no meu caso, a deitar tarde. **Ou quando aconteceu... Se... Se não tivesse acontecido...

cento e sessenta e um

livros literatura books literatureO André Moura e Cunha lançou-me um pau, ups!, desafio de dois bicos... Consiste o desafio no cumprimento dos cinco passos que a seguir se enumeram: 1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro; 2. Abra o livro na página 161; 3. Na referida página procurar a 5.ª frase completa; 4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada; 5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha. Tinha acabado de pegar num livro, para o arrumar no meio da desarrumação que são as minhas estantes de livros, facto que me facilitou na resposta a este desafio. Aqui fica a 5.ª frase completa - confesso que temi que o livro estivesse em branco nessa página, à frente direi porquê; antes de tudo mais:
A transformação dos meus cabelos de negro azeviche em branco, o enfraquecimento dos meus membros e a perturbação dos meus nervos, ao ponto de tremer ao menor esforço e de ter medo até de uma sombra, tudo isto aconteceu em menos que um único dia.
É a 5.ª frase completa do conto Uma Descida ao Maelstrom (1841), de Edgar Allan Pöe. Isto excluindo as palavras do autor citado em epígrafe, Joseph Glanville. Como é uma colectânea de contos, com muitas páginas em branco, temi que a página 161 fosse uma delas; tragédia a que escapei por um triz... As páginas 159 e 160 são em branco... Concluindo, aqui deixo o repto a outros cinco bloggers... Tinha vontade de lançar este desafio a outros, mas vou ficar à espera que o desafio lhes chegue por outras linhas; estes foram os primeiros cinco em que pensei e, assim sendo, por ordem alfabética: André (Memento) Dejanito (aka João, Why Not Now) Maurice Paulo (felizes juntos) Xantipa (aka Adriana Nogueira, Senhora Sócrates)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

para que lado roda a menina?

Albus Dumbledore

Albus Dumbledore Harry Potter J.K. Rowling livros literatura literature Harry Potter and the Deathly Hallows Harry Potter e os Talismãs da MorteQuando faltam escassos dias para a saída (em Portugal) do último livro da saga Harry Potter, Harry Potter e os Talismãs da Morte, aí está uma revelação fracturante. Agora é que as Associações de Pais, e de Educadores, e de Religiosos Infames, se contorcem, como se houvessem sido atingidos por um estranho feitiço... Albus Dumbledore, o reitor, e uma das principais personagem da saga, é - de acordo com a própria autora, J. K. Rowling, homossexual (ver notícias aqui, aqui, aqui, p.e.).
Joane rules!

blog arguído

Depois de Do Portugal Profundo, é a vez de Foice dos Dedos ser constituído arguído. A imagem é a capa do livro "Blogues Proibidos", de Pedro Fonseca. P.S. Tenha medo, muito medo! Eles andem aí... chui, baixinho, muito baixinho, não nos vão eles ouvir - este blog anda com um ruído estranho...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Sorrow* (hoje sinto-me assim)

Pink Floyd A Momentary Lapse of Reason music album The sweet smell of a great sorrow lies over the land Plumes of smoke rise and merge into the leaden sky A man lies and dreams of green fields and rivers But awakes to a morning with no reason for waking He's haunted by the memory of a lost paradise In his youth or a dream, he can't be precise He's chained forever to a world that's departed It's not enough, it's not enough His blood has frozen and curdled with fright His knees have trembled and given way in the night His hand has weakened at the moment of truth His step has faltered One world, one soul, Time pass, the river roll And he talks to the river of lost love and dedication And silent replies that swirl invitation Flow dark and troubled to an oily sea A grim intimation of what is to be There's an unceasing wind that blows through this night And there's dust in my eyes, that blinds my sight And a silence that speaks so much louder than words of promises broken PINK FLOYD, Lyrics of Sorrow, taken from A Momentary Lapse of Reason

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

o agasalho dos amantes #3*

Frio zurze o vento lá fora
Escura sussurra a noite
Límpido espalha-se um sorriso
Suspiro sem te querer acordar
Estou a sonhar ou vou dormir?
Vou agasalhar-me nos teus olhos
E adormecer nos teus lábios


o agasalho dos amantes #1, o agasalho dos amantes #2

O Dinheiro Fácil*

Era mendigo. Estendia a mão para receber recusas, indiferenças e umas moedas ínfimas. O Inverno tolhia-o: dias gelados de chapéu estendido, para quase nada; poucos tiravam a mão do quente, para distribuir migalhas. Na cabeça, bailavam-lhe frases lapidares que sonhava comprovar, um dia: «O dinheiro não dá a felicidade!» Aqui, ele resmungava: — Sobretudo sendo pouco… Numa tarde gélida, resguardou-se na igreja. Vendo-se só, ocorreu-lhe tilintar com uma moeda, na ranhura da caixa das esmolas, para testar se era verdade que «dinheiro puxa dinheiro». Os dedos entorpecidos deixaram-lhe cair a moeda, logo concluindo: — Verdade é!... Vai é para quem tem mais…
*Título e Texto de Francisco Rodrigues. Para ler mais textos deste autor, clique aqui.

sábado, 20 de outubro de 2007

Harry Potter e os Talismãs da Morte

Editorial Presença Harry Potter Harry Potter and the Deathly Hallows Harry Potter e os Talismãs da Morte J.K. Rowling literatura infantil-juvenil livros
Quer ir ao lançamento oficial de Harry Potter e os Talismãs da Morte?, ou Quer um exemplar do livro Harry Potter e os Talismãs da Morte completamente grátis? Que raio de pergunta! Livros grátis não é coisa que se tenha todos os dias! Quero lá saber do lançamento oficial de Harry Potter e os Talismãs da Morte! Dêem isso aos míudos! Bem, sabendo que neste passatempo só podem participar os assinantes do mailing «Ler Presença», duvido que haja muitos míudos a participar... [adenda: afinal pode participar qualquer pessoa, desde que responda a um inquérito prévio, para obter um código de participação; código que os assinantes do mailing «Ler Presença» recebem em casa] Já o livro do Harry Potter e os Talismãs da Morte completamente grátis, isso é outra história! Afinal, sempre custa 22€ (ou 19,80€, com os descontos de 10%) e, assim como assim, vou acabar por o comprar de qualquer maneira... Lá decidi participar no passatempo Harry Potter e os Talismãs da Morte... Pode ser que me enviem um exemplar na noite de 15 de Novembro para 16 de Novembro... Pareço um míudo, ansiosamente à espera pela morte do Voldemort, perdão, à espera do livro Harry Potter e os Talismãs da Morte... Se não conseguirem ler o que está escrito na imagem, cliquem para aumentar! Diz: "Obrigado, a sua participação foi registada com sucesso"... Agora fico à espera de um e-mail... a dizer: Se quiser reservar, em exclusivo, o derradeiro volume da saga Harry Potter, com 10% de desconto, basta que até dia 6 de Novembro efectue o pagamento via multibanco, utilizando os dados abaixo indicados... Ou algo do género... malvados muggles!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

sem comentários possíveis

Imagem desviada daqui.

Disgnosia*

Corre na TV uma série recreadora da vida de Henrique VIII, de Inglaterra, excelentemente interpretada e tecnicamente excelente. Por norma, procura-se o rigor histórico, o que naturalmente a torna credível. É sabido que aquele rei foi casado com Catarina de Aragão[1], filha dos Reis Católicos, os espanhóis Fernando e Isabel. Até por isso, Henrique fez coalisões com o imperador do Sacro Império Romano, Carlos V, filho de Joana “A Louca”, irmã de Catarina, e do discreto Filipe I, de Espanha. Esta, Catarina, era, pois, tia de Carlos e Henrique, tio por afinidade. O inimigo comum era, então, a França. As tranquibérnias políticas e familiares levaram o monarca inglês e o imperador ao desgaste das boas relações e à denúncia dos acordos assumidos. A conjuntura política levou o inglês a procurar aberturas diplomáticas com a França. Henrique tinha uma irmã, Maria, que obteve do rei francês, Luís XII, assentimento para consigo se consorciar. Este era um homem revelhusco, meio corcunda, trôpego, babão, um pelém. A noiva, conhecedora da “prenda” que lhe era destinada, condicionou o seu consentimento à liberdade de casar com quem quisesse, logo que enviuvasse. O seu propósito era vir a casar com o conde de Sufolk, companheiro de folganças do régio irmão. O casamento realizou-se em Inglaterra, por procuração, e segundo o ritual da época: o procurador, duque de Longueville, após as cerimónias religiosas, foi nu para a cama com a noiva e tocou-lhe com uma perna. Assim, o casamento logo se considerou consumado! A noiva lá teve que embarcar para França e manteve-se casada durante 82 dias, pois o decrépito marido não aguentou mais a fogosidade da jovem mulher ou finou-se por natural senilidade ou, ainda, por outra qualquer razão mais artificiosa. Segundo a referida série televisiva, o conde Sufolk, comandou a guarda de segurança da noiva e desempenhou tão bem as suas funções que passou a dormir com ela, apagando-lhe o fogo do viço. Chegados ao destino, a recém casada ficou horrorizada com a figura e o estado do seu marido. Uma noite, ou um dia, que para o caso tanto faz, enquanto o esquálido consorte roncava beatificamente, ela colocou-lhe na boca uma suave almofada e apertou, apertou, com todo o seu peso. Bem esperneou o pretenso felizardo, mas a vida subitamente escapou-se-lhe como a luz de vela soprada a preceito. Ela pôde então voltar à sua Inglaterra e casou com Sufolk. Ora, tudo isto está dentro da conhecida normalidade histórica que ninguém, medianamente culto, tem o direito de ignorar, muito menos o realizador da série e de todos os seus conselheiros culturais. Não obstante o que ela espantosamente nos diz é que o navio rumou... a Lisboa para casar com um rei português que nunca se chega a nomear! E para que a portugalidade das cenas não fique em dúvida, até há frases ditas na língua de Camões! Porquê este “desvio” para Lisboa? Porquê humilhar este inominado rei português? Por ignorância? Inconcebível! Para não ofender o brio dos monárquicos franceses à custa dos “pobres” portugueses? Seria simplesmente púrrio. Então porquê? *Título e Texto de José Pereira da Graça, que pode ser lido também aqui - José Pereira da Graça, escritor português, publicou Maria do Mar (Viagens & Mitos); Os «Cruzados» da Serra; e O Urso Vermelho, todos na Editorial 100. [1] Catarina, mulher bonita, foi casada com um irmão de Henrique, homem de saúde débil e que durou pouco tempo. Casou, depois, com Henrique, alegando ela que o seu anterior casamento fora rato mas nunca consumado. Se o tivesse sido, casar com um cunhado seria uma espécie de incesto, motivo de anulação. O novo marido, porém, mais tarde, pôs em dúvida a não consumação do anterior casamento e, com sinceridade ou não, procurou obter a anulação do casamento quando já tinha uma filha também chamada Maria. Acontece que, entretanto já tinha surgido na ribalta da vida Ana Bolena por quem o rei se apaixonou loucamente. Ela, esperta, condicionou o favor sexual o matrimónio. Como é sabido, o papa recusou a anulação e Henrique rompeu a obediência católica romana e criou a Igreja Anglicana. Esta anulou o casamento e casou-o com Ana. Dela teve uma filha, Isabel, futura Isabel I, condenou à morte a irmã Maria.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

happy birthday to me

Pela primeira vez consigo levar um blog a passar esta curiosa marca de um ano de idade; das dezenas de blogs que criei, poucos passaram do meio ano. É portanto, embora já ande na blogosfera há alguns anos, esta a primeira vez que um blog meu é aniversariante; obrigado ao Armando Rocheteau por me recordar, e pelas felicitações; obrigado igualmente ao pinguim. Aqui deixo o meu primeiro post, para quem o leu recordar, e para quem o não leu... (até porque, devido a ter migrado a minha conta para a nova versão do blogger, os dois primeiros meses foram integralmente apagados... Estando agora publicados no mês de Dezembro de 2006):
Foi por isso que escorreguei para os braços dela com uma facilidade desvairada, embora soubesse que não somos amados, temos utilidade: não estamos destinados, somos contingentes. Corpos perdidos, saciando nos encontros uma necessidade. In Os Cadernos Secretos de Sébastian
A todos que por aqui passaram, àqueles que ficaram e àqueles que não voltaram, àqueles que comentaram e àqueles que nada disseram, o meu obrigado. São todos bem-vindos. Até já...

Adriano Correia de Oliveira

Adriano Correia de Oliveira, nascido no Porto a 9 de Abril de 1942, deixou-nos muito cedo, aos 40 anos. A sua vida foi breve, mas, não foi em vão. Entre 1960 e 1980, gravou mais de 90 temas, sendo a sua música sempre repleta de muita emotividade, evidenciando dedicação aos trabalhadores, ao povo, aos ideais da liberdade, da democracia e do socialismo. Morreu em Avintes, localidade que o viu crescer, a 16 de Outubro de 1982.
"A fala do homem nascido" Venho da terra assombrada do ventre de minha mãe não pretendo roubar nada nem fazer mal a ninguém. Só quero o que me é devido, por me trazerem aqui, que eu nem sequer fui ouvido no acto de que nasci. Trago boca pra comer e olhos pra desejar tenho pressa de viver que a vida é água a correr. Tenho pressa de viver que a vida é água a correr. Venho do fundo do tempo não tenho tempo a perder. Minha barca aparelhada solta o pano rumo ao norte, meu desejo é passaporte para a fronteira fechada. Não há ventos que não prestem, nem marés que não convenham, nem forças que me molestem correntes que me detenham. Quero eu e a natureza que a natureza sou eu e as forças da natureza nunca ninguém as venceu. Com licença com licença que a barca se fez ao mar, não há poder que me vença mesmo morto hei-de passar. Não há poder que me vença mesmo morto hei-de passar. com licença com licençaA com rumo à estrela polar. Letra de António Gedeão Este post é uma ideia de Maria Maia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Blog Action Day

Hoje é o Blog Action Day, e o tema deste ano é o ambiente - definitivamente o tema do século; tanto, que até a Academia se rendeu. Quem tiver um blog, e queira juntar-se a esta iniciativa, deverá escrever ("postar") algo relacionado com o Ambiente. Pensem numa questão ambiental que julguem importante, e expliquem o porquê; organizem uma actividade qualquer, e relatem-na; podem escrever ficção; postar uma canção, vídeo ou fotografia... A ideia é que neste dia sejam «postados» o maior número de posts possíveis sobre o assunto, de modo a chamar a atenção para o tema, através da massificação do mesmo...

domingo, 14 de outubro de 2007

Evil - G.W. Bush vs. A. Hitler

An evil exists that threatens every man, woman and child of this great nation. We must take steps to ensure our domestic security and protect our homeland.
Imagem retirada daqui; Ao que parece, corre pela internet a notícia que G.W. Bush usou as palavras de A. Hitler... Nada que me admirasse; há diversos sites na internet que dizem isso; como nenhum me pareceu credível, deixo apenas as imagens... Se alguém tiver pachorra para aprofundar o assunto... Bem, afinal de contas, não disse um senhor da política portuguesa que o trabalho liberta? E G.W. Bush que é dado a este e a outros tipos de gaffes... Por falar em Bush: Máquinas de Voto dão nova dor de cabeça à Florida.

sábado, 13 de outubro de 2007

quebra o padrão

Assim que é iniciado o processo de produção, cada um de nós, produtos sociais, padronizados e manipulados, seguimos por um extenso tapete rolante, ao qual insistimos em chamar de “nossa” vida, passando por várias etapas as quais vão controlando e garantido o certificado de qualidade até ao ponto de juízo crucial que decide por fim o estatuto de produto em que nos tornamos, com o rótulo correspondente e com o derradeiro carimbo de validade.” Perante uma sociedade ocidental, desde cedo que começamos a cumprir padrões estabelecidos por ela própria. Com uma fé maioritariamente cristã, logo à nascença se é provado a purificação católica que trará acesso a novas portas, só abertas no tal sentido. Cumprimos vinte anos de análise através de critérios apertados pelo o que eu chamo de “filtros sociais” para finalmente podermos dar inicio à fase mais requintada e mais madura da “nossa” existência. ”Filtros sociais” o sinónimo para a “escola” e todo o processo de aprendizagem que após batalharmos ano após ano sem nexo nenhum e inseguros sobre cada passo que damos saberemos no fim qual será o estatuto e orgulho que nos é reservado perante a pirâmide social. Se completarmos com sucesso, ao nosso nome próprio irá automaticamente anexar-se um sufixo como Doutor ou Engenheiro que trará consigo uma respeitabilidade inabalável. Caso contrário, além de não recebermos um qualquer sufixo de consolação teremos também direito a uma completa “varredela” para debaixo da pirâmide, independentemente da pessoa que somos ou do talento que temos. É a partir daqui que tudo se encaminha da forma mais adequada à condição que temos, e cada vez mais objectivos a atingir são impostos no caminho. Com o início da vida independente e com toda a envolvente bem disposta ao redor, os primeiros padrões a serem cumpridos na autonomia serão um carro, um namoro e uma escravatura laboral ao qual chamam com todo o gosto de “o meu emprego”. Uma vez tudo enraizado, o tempo urge para selar o dito “matrimónio” que muitas das vezes é a palavra fachada para junção de património! E é com juras de amor eterno até que a morte (ou uma traição) os separe, que se estreia a “vida de casados”, e como quem casa, não quer casa mas tem que ter uma, junta-se o enxoval entra-se na rotina adorada, até dar à luz mais um produto social, e enquanto se o vê a cumprir cada padrão conforme o estipulado resta ficar numa luta mental com a data que o carimbo determinou. ”Somos produtos, meros produtos sociais que muitas das vezes deixamos de lado a bênção que nos foi concedida para nos agarrarmos a um costume, religião ou padrão só para que sejamos sempre bem vistos aos olhos do resto de uma sociedade que nos torna em marionetas sociais e nos aprisiona o nosso verdadeiro ser.”
título e texto do meu amigo Trëk. Também podem ler o texto intitulado «Infância»

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

comentário de um poeta, após ter sido citado em nota-de-rodapé

Esta citação enche-me de honra e traz-me uma enorme alegria; não me importo nada com o facto de ser "apenas" uma nota-de-rodapé! Depois de ter sido citado em nota-de-rodapé no livro-da-vida da pessoa que mais amei na vida, quiçá a única pessoa que verdadeiramente amei, não há livro nenhum em que me apraza ser citado...

Doris Lessing

Doris Lessing literatura Prémio Nobel da Literatura Literature Nobel Prize livros
Prémio Nobel da Literatura 2007
"that epicist of the female experience, who with scepticism, fire and visionary power has subjected a divided civilisation to scrutiny" (link)
Irão - Antiga Pérsia, 22 de Outubro de 1919; Nacionalidade Inglesa; Para saber mais, visite o seu site: Doris Lessing.
(informação via In Absentia)
E lá se foram as previsões da Ladbrokes...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Capitu, a menina de olhos oblíquos e dissimulados

Atravessa o cinzento fumo que para o céu se eleva uma enorme passarola, pelo padre Bartolomeu concebida e conduzida; dela vê Blimunda o seu Baltasar, depois de durante nove anos o procurar. Presa por uma corda, atira-se do alto, e o povo, os guardas, e os inquisidores estupefactos olham o espectáculo voador, olvidando-se da sua fogueira, onde não só os livros iam a queimar, mas também os seus autores. Blimunda abraça Baltasar, prendendo-o a si como as cordas que o amarravam. A passarola ganha altitude e voa em direcção ao Mundo Novo... Capitão Ahab reflecte sobre a crueldade que é caçar animais [excepto se for para fins recreativos em histórias de princípes e princesas que no fim hão-de casar e viver felizes para sempre]. Ele não gostaria que um qualquer perdador fosse a sua casa e o perseguisse infatigavelmente. Por entre a escuridão, vislumbra Moby Dick no horizonte. Reune-se com os marinheiros, e comunica-lhes que chegou a hora de regressarem a casa, onde mulheres e filhos os esperam ansiosamente. Meses depois regressa ao mar; as últimas notícias dão conta que anda pelas águas do Japão, combatendo os caçadores furtivos, e demovendo os outros... De quando em quando Moby Dick vem visitá-lo; juntos navegam em direcção ao infinito... Na véspera do seu casamento com Capitu, Dom Casmurro conversa com José Dias, a quem conta os seus receios e dúvidas; conta-lhe a história que o traz em sobressalto. José Dias ri-se dos seus devaneios e diz-lhe para se deixar de confabular... No dia seguinte, desfeitas as dúvidas de última hora, casa com Capitu, numa cerimónia «lindíssima»... [Para contextualização: A Origem das Espécies, Blue e o post anterior].

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Happy Endings Foundation

Happy Endings Foundation. Imaginem que Josef K. na véspera do seu trigésimo primeiro aniversário é levado por dois homens até um enorme salão, onde amigos e familiares o esperam para uma festa surpresa!... Que Meursault afinal não matara um árabe, e que tudo não passara de um pesadelo, fruto de um sentimento de culpa, após haver discutido com a mãe dias antes - e em que ameaçara interná-la num asilo... Que Ricardo não matara Marta (matando-se a si mesmo) nem Lúcio arcara com a pena de prisão; fora apenas um delírio de Lúcio após ter bebido demais num jantar a três... Que o retrato de Dorian Gray, com o passar dos anos, acaba por se desfazer em cinzas, de tão velho que estava, tornando Dorian imortal... Que afinal houvera uma enorme confusão com os nomes, mas que Carlos Eduardo e Maria Eduarda não são irmãos... Que o Voldemort mata o Harry Potter (mas o Ronald Weasley vinga o seu namorado, perdão, melhor amigo!)... [indipensável ler os posts na Blue e no A Origem das Espécies].

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

post imperdível*

Julgo que a proposta aprovada hoje neste plenário de estudantes candidatos ao primeiro ano e apresentada pela sua inter comissões de luta, órgão que todos souberam erguer para poder fazer avançar a luta é uma proposta inteiramente justa e que conduz no sentido correcto da luta .Que é no sentido de ingresso imediato da sua aplicação desde já e de exigir das autoridades governamentais a legalização; pois nós temos que ver que esta questão da luta contra o serviço cívico, que já foi vista o ano passado e temos que seja quem for que está no ministério da educação e da investigação cientifica, chamemos-lhe assim, defende essa medida, medida essa que não é mais que o reflexo da crise do sistema de ensino burguês, e medida essa que é inteiramente incorrecta, anti operária e anti popular que lança estudantes contra trabalhadores e trabalhadores contra estudantes. *Esta é uma transcrição das palavras de Durão Barroso, feita por Pedro Silva, mas o que é mesmo imperdível, é a análise exaustiva das mesmas...
Parei e quando parei tudo ficou negro. Fez-se noite e as cores uniram-se num único arco-íris do tamanho do nosso mundo e desapareceram para dar lugar apenas à luz mortiça da lua no céu preto. (...) Hoje, será diferente porque hoje trouxe companhia. Hoje lá em cima as coisas giram em torno da minha cabeça, sobrevoam abutrícias e deixam tudo na solidão. Cada vez mais vazio, cada vez mais forte, cada vez mais junto, cada vez mais lento.(MDA) muito já se disse sobre os rapazes. toda a gente os conhece, toda a gente conhece as músicas... aliás, conhecemo-las tão bem que algumas até já devem estar impressas no nosso código genético e vão ser transmitidas aos nossos filhos sem que eles ouçam uma nota que seja e, quando finalmente as ouvirem, vão dizer, sem grande entusiasmo, "olha o paul, o john, o ringo e o george!"(Samuka) Stand by... adiamentos...esperas... repetições... ram ram... vamos andando e vamos vendo... esperas, longas esperas... mudanças para que tudo fique na mesma... esperas, curtas esperas... mudança abrupta... revolução... ruptura... transformação ...revolução tranquila... serenidade...(Josuué) Tenho a sólida convicção que toda a gente se lembra da sua própria infância como o momento mais deprimente da sua vida.(MDA) Quando se chega ao ponto em que percebemos que os matraquilhos são um desporto caro, algo de mal se passa com a nossa vida financeira...(Jorge Filipe) darkness may hide you... but it won't save your soul...(Samuka) *Este é um post dos meus amigos, da vida real, não da blogosfera, num post.
Num lugar da Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia, não há muito, um fidalgo, dos de lança em cabido, adarga antiga, rocim fraco e galgo corredor. (...) Tinha em casa uma ama que passava dos quarenta, uma sobrinha que não chegava aos vinte, e um moço da poisada e da porta a fora, tanto para o trato do rocim, como para o da fazenda. Orçava na idade o nosso fidalgo pelos cinquenta anos. Era rijo de compleição, seco de carnes, enxuto de rosto, madrugador e amigo da caça. (...) É pois de saber que este fidalgo, nos intervalos que tinha de ócio (que eram os mais do ano) se dava a ler livros de cavalaria, com tanta feição e gosto, que se esqueceu quase de todo o exercício da caça, e até da administração dos seus bens; e a tanto chegou a sua curiosidade e desatino neste ponto, que vendeu muitas courelas de semeadura para comprar livros de cavalarias que ler; com o que juntou em casa quantos pôde apanhar daquele gánero. (...) Em suma, tanto naquelas leituras se enfrascou, que as noites se lhe passavam a ler desde o sol-posto até à alvorada, e os dias, desde o amanhecer até ao fim da tarde. E assim, do pouco dormir e do muito ler se lhe secou o cérebro, de maneira que chegou a perder o juízo.
Miguel de Cervantes, in. O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha. (Tradução dos viscondes de Castilho e de Azevedo) Imagem de Martina Schreiner, no seu blog, que merece ser visitado, e onde encontrarão muitos desenhos de grande beleza.

domingo, 7 de outubro de 2007

Correio R&L

Companheiros republicanos, Amigos e apoiantes da associação cívica República e Laicidade (R&L), A três anos da comemoração do primeiro centenário da República Portuguesa e a escassos meses do primeiro centenário da tentativa revolucionária republicana frustrada de 28 de Janeiro de 1908 e do regicídio levado a cabo a 1 de Fevereiro de 1908 (por Alfredo Luis da Costa e Manuel dos Reis Buiça), a associação cívica R&L vem disponibilizar-se para apoiar a organização autónoma e descentralizada de cidadãos republicanos interessados em tomar em mãos a promoção de iniciativas locais a levar a cabo, entre 28 de Fevereiro de 2008 e 5 de Outubro de 2011, dentro do espírito do manifesto/programa para a Comemoração do Centenário da República Portuguesa que oportunamente elaborámos e difundimos. Ver: http://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2007/04/rp-100-02-a.pdf Nesse sentido, propomo-nos abrir, desde já, um espaço de debate -- a lista de discussão «100 anos de República» --, onde todos os interessados possam começar a apresentar as suas sugestões e a debater os seus projectos, por forma a que, em conjunto, possamos começar rapidamente a viabilizar e a implementar iniciativas concretas em diversos pontos do país. Concretamente, neste primeiro momento, vimos aqui solicitar a todos os interessados: 1. a sua inscrição na lista de discussão «100 anos de República» -- todos os interessados em participar/colaborar nesta iniciativa devem-nos fazer chegar mensagens via e-mail manifestando essa sua vontade; 2. o seu apoio no sentido de alargar, tanto quanto possível, o âmbito desta primeira iniciativa concreta, designadamente fazendo-nos chegar mensagens com as as moradas electrónicas de pessoas das suas relações interessadas em participar/colaborar nessa lista de discussão. Revigorar a República Portuguesa e relançá-la para mais um século de afirmação e vivência política constitui a responsabilidade cívica, a tarefa urgente de todos os cidadãos republicanos portugueses. Saudações republicanas e laicas

sábado, 6 de outubro de 2007

amigo*

Porque sonho contigo?
Tenho para comigo
que te chamei
- mas já não sei -
«amigo». Se vieste,
se respondeste
- que disseste? -

Tenho para comigo
que te sonhei
- que te quis! -
Mas de ti não sei,
- que te fiz? -
O que tenho,
É um sonho antigo.

hoje acordei com vontade de ler Cecília Meireles...

Retrato*


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?


*Título da Autora, Cecília Meireles. Mais sobre a autora aqui e aqui, p.e.
Via Click Portugal!, aqui.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

o agasalho dos amantes #2

2.

Havia o cheiro da terra molhada
O alegre canto dos pássaros
E a luz filtrada pelos vidros baços.
Na velha casa, sem fechaduras,
Entrava o sol e o frio, o calor e a chuva
E os tristes murmúrios de quem passava.
As noites eram longas e escuras
Mas tinha-te ali. Fraco
Era o nosso alimento. Mas o maior
Tormento era pensar
Que todas as utopias vão,
Por fim, terminar.

o agasalho dos amantes

1.

Chovia
E mesmo assim
Nua
A tua pele
Junto à minha
Procurava
Freneticamente procurava
Não abrigo
Ou consolo
Agasalho
Ou carinho
Nem um fim
Nem um caminho
Procurava
Procurava-me simplesmente
A mim.

leitura recomendada*

Havia cinquenta anos, e enquanto a Enciclopédia e Voltaire se impunham em França, que os frades pregavam ao bom povo de Milão que aprender a ler, ou o que quer que se assemelhe, era um esforço vão; e que bastava pagar regularmente o dízimo e confessar fielmente os pecados, para se ter quase de certeza um belo lugar no Paraíso.
*Repare-se no advérbio de modo "quase"...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

hoje sinto-me assim...

Sweet dreams are made of this Who am I to disagree? Travel the world and the seven seas Everybody's looking for something Some of them want to use you Some of them want to get used by you Some of them want to abuse you Some of them want to be abused Sweet dreams are made of this Who am I to disagree? Travel the world and the seven seas Everybody's looking for something Some of them want to use you Some of them want to get used by you Some of them want to abuse you Some of them want to be abused I wanna use you and abuse you I wanna know what's inside you (Whispering) Hold your head up, movin' on Keep your head up, movin' on Hold your head up, movin' on Keep your head up, movin' on Hold your head up, movin' on Keep your head up, movin' on Movin' on! Sweet dreams are made of this Who am I to disagree? Travel the world and the seven seas Everybody's looking for something Some of them want to use you Some of them want to get used by you Some of them want to abuse you Some of them want to be abused I'm gonna use you and abuse you I'm gonna know what's inside Gonna use you and abuse you I'm gonna know what's inside you SWEET DREAMS, lyrics by Eurithmics.