sexta-feira, 30 de março de 2007

informação

Farto de apagar comentários com conteúdo racista, xenófobo, homofóbico, e spam, os comentários passam a estar limitados: assim, apenas quem tiver uma conta google/blogger pode comentar. Peço desculpa pelo transtorno que possa causar a algumas pessoas.

how rare is your personality?

Your Personality is Very Rare (INTP)
Your personality type is goofy, imaginative, relaxed, and brilliant. Only about 4% of all people have your personality, including 2% of all women and 6% of all men You are Introverted, Intuitive, Thinking, and Perceiving.

o meu grande português #9

Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma,
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pode ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.

 FERNANDO PESSOA

 
Tendo andado a navegar pela blogosfera, e tendo encontrado diversos posts a discorrer sobre o que era ou não era Fernando Pessoa, discussão assaz inútil e inconclusiva; e ainda estupefacto com a pobreza do pobre documentário apresentado pela Clara Ferreira Alves, aqui deixo, para quem não conheça, o poema do qual apenas foi citado o último verso "Dá-me mais vinho, porque a vida não (sic) é nada". Obviamente, este "não" foi uma das muitas poéticas desinspirações da apresentadora/defensora do dito documentário...

quinta-feira, 29 de março de 2007

a sair brevemente...

tenho medo de fazer amor contigo, sabes não por medo da morte da destruição, da terra molhada, ou das longas separações, sentes demasiado pouco demasiado rápido cortas a ferida, dizes pensamento vazio e derrubas tudo em frente de ti, como um furacão levas tudo alheio e frio, como a vida sinto medo quando ando pela cidade que caio, de desmoronar-me ao nada que a tua pressão me comprima contra o chão que o rio não desagua, o sol cai, a cabeça não arrebenta, os sonhos não morrem, o medo é grande, como o mundo.  

Brane Mozetič, tradução de Jasmina Markič Publicação em Português, em breve, na Editorial 100.

terça-feira, 27 de março de 2007

dia mundial do teatro

HORATIO - Is it a custom?

HAMLET - Ay, marry, is't. But to my mind, though I am native here And to the manner born, it is a custom More honoured in the breach than the observence. This heavy-headed revel east and west Make us traduced and taxed of other nations. They clepe us drunkards and with swinish phrase Soil our addition; and indeed it takes From our achievements, though performed at height, The pith and marrow of our attribute. So oft it chances in particular men That - for some vicious mole of nature in them, As in their birth, wherein they are not guilty, Since nature cannot choose his origine - By the o'ergrowth of some complexion, Oft breaking down the pales and forts of reason, Or by some habit that too much o'er-leavens The form of plausive manners - that these men, Carrying, I say, the stamp of one defect, Being nature's livery or fortune's star, His virtues else, be they as pure as grace, As infinite as man may undergo, Shall in the general censure take corporation From that particular fault. The dram of evil Doth all the noble substance of a doubt, To his own scandal - Enter the Ghost

HORATIO - Look, my lord, it comes.  

Horácio - Isso é costume?

Hamlet - Ah, pela Virgem que o é! Mas no meu entendimento, embora fosse aqui nado e criado, é um costume que mais honra desrespeitar que praticar. Estas bacanais estúpidas fazem com que as outras nações do Ocidente como do Oriente nos acusem e critiquem. Tratam-nos de bêbedos e sujam o nosso nome com o epíteto de porcos; e, de facto, essa fama basta para empanar o lustro dos nossos feitos, por mais brilhantes que sejam. Assim acontece por vezes a certos homens, que têm algum defeito de nascença de que não são culpados, pois ninguém pode escolher a sua origem ou nasceram com algum gosto estranho que muitas vezes deita por terra a cerca fortificada da razão, nesses um só defeito chega para ofuscar as mais apreciáveis qualidades e de nada lhe servirão essas outras virtudes, por mais puras, e tão grandes quanto o permite a condição humana, pois o conceito geral tudo esquecerá, menos o pequeno defeito. Um só grão de impureza corromperá a mais pura substância com o seu contacto infamante...
Entra o Espectro

 Horácio - Olhe, meu senhor, aí vem ele.  

WILLIAM SHAKESPEARE, In. Hamlet (Tradução livre de Ersílio Cardoso)

the top ten


O editor deste livro pediu a 125 escritores que elegessem, por ordem de preferência, os 10 melhores livros de ficção de todos os tempos, de acordo com o seu gosto pessoal. Entre os escritores eleitores estão nomes como: Norman Mailer, Annie Proulx, Stephen King, Jonathan Franzen, Claire Messud, Margaret Drabble, Michael Chabon and Peter Carey. Para participar na votação, clique aqui.

Os dez que escolhi (a ordem foi aleatória, e diferente da que aqui apresento): 
 
Outono em Pequim (Boris Vian); 
Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago); 
Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll); 
O Tumulto das Ondas (Yukio Mishima); 
A Peste (Albert Camus); 
Naúsea (Jean-Paul Sartre); 
A Confissão de Lúcio (Mário de Sá-Carneiro); 
manhã submersa (Vergílio Ferreira); 
Poesia (Álvaro de Campos); 
Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez).

Tive conhecimento desta iniciativa através do In Absentia.

domingo, 25 de março de 2007

No creía en dios

No creía en dios y por eso lo escribía con minúsculas. Y su irreverencia era tan grande que ni siquiera ponía dios en el inicio de una frase para no tener que escribirlo con mayúscula. Decía que por culpa de dios su mamá no lo había dejado jugar con sus amiguitos que no eran de su misma religión. Y por culpa de dios había tenido que soportar a un cura cargoso, aburrido y mañoso que le hablaba todos los sábados sobre los mandamientos y sacramentos y que hasta ahora no podía liberarse del mal hálito que el religioso tenía.

quarta-feira, 21 de março de 2007

dia mundial da poesia #21

Ao Sr. Fernando Pessoa.

Nada em Mim é necessario
Nem mesmo o que foi sonhado,
Ó contas do meu rosario
D'um sonho nunca acabado.

Tudo tão feito de Mim...
Só meu longe de passado
É como um sonho sem fim
Que o Outro tenha sonhado.

Cruso os meus braços. Não fallo.
Ouço uma voz dolorida
Dentro de Mim evoca-lo.

Marinheiro! Ilha Perdida!
E o meu sentido a sonha-lo
É a verdade da vida.


VIOLANTE DE CYSNEIROS, In. ORPHEU 2

dia mundial da poesia #20

Manias

O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.

Eu sei um bom rapaz, - hoje uma ossada, -
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.

Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,

Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!


CESÁRIO VERDE

dia mundial da poesia #19

Em busca do Amor

O meu destino disse-me a chorar:
- «Pela estrada da Vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor, que hás-de encontrar.»

Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfiando...
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando...

Mesmo a um velho eu perguntei: - «Velhinho,
Viste o Amor acaso em teu caminho?»
E o velho estremeceu... olhou... e riu...

Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desanimados...
E eu paro a murmurar: - «Ninguém o viu!...»


FLORBELA ESPANCA, In. Sonetos (Livro de Mágoas - 1919)

dia mundial da poesia #18

Desarrezoado amor, dentro em meu peito,
tem guerra com a razão. Amor, que jaz
i já de muitos dias, manda e faz
tudo o que quer, a torto e a direito.

Não espera razões, tudo é despeito,
tudo soberba e força; faz, desfaz,
sem respeito nenhum; e quando em paz
cuidais que sois, então tudo é desfeito.

Doutra parte, a Razão tempos espia,
espia ocasiões de tarde em tarde,
que ajunta o tempo; em fim, vem o seu dia:

Então não tem lugar certo onde aguarde
Amor; trate treições, que não confia
nem dos seus. Que farei quando tudo arde?


FRANCISCO SÁ DE MIRANDA

dia mundial da poesia #17

Antre tamanhas mudanças
que cousa terei segura?
Duvidosas esperanças,
tam certa desaventura.

Venham estes desenganos
do meu longo engano e vam
que já o tempo e os annos
outros cuidados me dam.
Já nam sou pera mudanças,
mais quero ua dor segura,
vá crêlas vãas esperanças
que nam sabe o qu'aventura.


BERNARDIM RIBEIRO

dia mundial da poesia #16

Sempre m'a fortuna deu
tristezas com que não posso
des que deixei de ser meu
polo ser de todo vosso.

Que depois que vos servi
com tal firmeza, senhora,
nunca de vós até'gora
nenhum bem já recebi.
Des então padeci eu
mil males com que não posso
porque deixei de ser meu
polo ser de todo vosso.


DIOGO BRANDÃO (século XVI)

dia mundial da poesia #15

Sem pena ou sem favor
nem per graça devinal
não pode bom servidor
medrar neste Portugal

Sem pena sabeis qual pena,
a certa pena da pata,
que a vivos morte cata
e a mortos vida ordena,
sem esta ou sem favor
que queira Deus eternal,
não pode bom servidor
medrar neste Portugal.


ÁLVARO DE BRITO (século XVI)

dia mundial da poesia #14

Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?


LUIZ VAZ DE CAMÕES, In. Sonetos

dia mundial da poesia #13

Lágrima de Preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.


ANTÓNIO GEDEÃO, In. Máquina de Fogo (1961)

dia mundial da poesia #12

Não. Beijemo-nos apenas.
Nesta agonia da tarde.

Guarda -
Para outro momento,
Teu viril corpo trigueiro.

O meu desejo não arde
E a convivência contigo
Modificou-me - sou outro...

A névoa da noite cai.

Já mal distingo a cor fulva
Dos teus cabelos - És lindo!

A morte
Devia ser
Uma vaga fantasia!

Dá-me o teu braço - não ponhas
Esse desmaio na voz.

Sim, beijemo-nos apenas!,
- Que mais precisamos nós?


ANTÓNIO BOTTO, In. Canções

dia mundial da poesia #11

Anunciação da Alegria

Devia ser verão, devia ser jovem:
caminhava ao encontro da manhã
como quem entra na água.

Um corpo nu brilhava nas areias
- corpo ou pedra?, pedra ou flor?

Verde era a luz, e a espuma
do vento rolava pelas dunas.

Soltei os olhos sobre aquele corpo,
o coração latindo de alegria.

De repente vi o mar subir a prumo,
desabar inteiro nos meus ombros.

Sem muros era a terra, e tudo ardia.


EUGÉNIO DE ANDRADE, In. Ostinato Rigore

dia mundial da poesia #10

Quando Ela Passa

Quando eu me sento à janela
P'los vidros que a neve embaça
Vejo a doce imagem dela
Quando passa... passa... passa...

Lançou-me a mágoa seu véu:
Menos um ser neste mundo
E mais um anjo no céu.

Quando eu me sento à janela,
P'los vidros que a neve embaça
Julgo ver a imagem dela
Que já não passa... não passa...


FERNANDO PESSOA (05/05/1902)

dia mundial da poesia #9

O Sono do João

O João dorme... (Ó Maria,
Dize àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...)

Tem só um palmo de altura
E nem meio de largura:
Para o amigo orangotango
O João seria... um morango!
Podia engoli-lo um leão
Quando nasce! As pombas são
Um poucochinho mmaiores...
Mas os astros são menores!

O João dorme... Que regalo!
Deixá-lo dormir, deixá-lo!

Calai-vos, águas do moinho!
Ó mar! fala mais baixinho...
E tu, Mãe! e tu, Maria!
Pede àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...

O João dorme, o Inocente!
Dorme, dorme eternamente,
Teu calmo sono profundo!
Não acordes para o Mundo,
Pode levar-te a maré:
Tu mal sabes o que isto é...

Ó Mãe! canta-lhe a canção,
Os versos do teu Irmão:
«Na Vida que a Dor povoa,
Há só uma coisa boa,
Que é dormir, dormir, dormir...
Tudo vai ser sem se sentir.»

Deixa-o dormir, até ser
Um velhinho... até morrer!

E tu vê-lo-ás crescendo
A teu lado (estou-o vendo
João! que rapaz tão lindo!)
Mas sempre, sempre dormindo...

Depois, um dia virá
Que (dormindo) passará
Do berço, onde agora dorme,
Para outro, grande, enorme:
E as pombas que eram maiores
Que João... ficarão menores!

Mas para isso, ó Maria!
Dize àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...

E os anos irão passando.

Depois, já velhinho, quando
(Serás velhinha também)
Perder a cor que, hoje, tem,
Perder as cores vermelhas
E for cheiinho de engelhas,
Morrerá sem o sentir,
Isto é, deixa de dormir:
Acorda, e regressa ao seio
De Deus, que é donde ele veio...

Mas para isso, ó Maria!
Pede àquela cotovia
Que fale mais devagar:

Não vá o João acordar...


ANTÓNIO NOBRE, In.

dia mundial da poesia #8

A uma Ausência

Sinto-me, sem sentir, todo abrazado
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal que me consome me sustenta;
O bem que me entretém me dá cuidado.

Ando sem me mover, falo calado;
O que mais perto vejo se me ausenta,
E o que estou sem ver mais me atormenta;
Alegro-me de ver-me atormentado.

Choro no mesmo ponto em que me rio;
No mor risco me anima a confiança;
Do que menos se espera estou mais certo.

Mas se de confiado desconfio,
É porque, entre os receios da mudança,
Ando perdido em mim como em deserto.


ANTÓNIO BARBOSA BACELAR

dia mundial da poesia #7

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


ALEXANDRE O'NEILL

dia mundial da poesia #6

Eis que morreste. Mortalmente triste
Divaga a flor da aurora entre os teus dedos
E o teu rosto ficou entre as estátuas
Velado até que o novo dia nasça.

Se nenhum amor pode ser perdido
Tu renascerás - mas quando?
Pode ser que primeiro o tempo gaste
A frágil substância do meu sono.


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, In. Coral

dia mundial da poesia #5

HARMONIA

Feliz o canto das aves,
Sem possível
Compreensão;
Feliz rumo dos astros,
Sem possível
Desvio;
Feliz fúria do vento,
Sem possível
Arrependimento.

E feliz o poeta
Que ninguém lê.
Que sòzinho contempla
O nascimento e a morte
Dos seus versos.
Pai acabado que no próprio corpo
Gera os filhos
E lhes dá ternura
Do berço à sepultura.


MIGUEL TORGA, In. Orfeu Rebelde

dia mundial da poesia #4

... De repente a minha vida
Sumiu-se pela valeta...
Melhor deixá-la esquecida
No fundo duma gaveta...

(Se eu apagasse as lanternas
Para que ninguém mais me visse,
E a minha vida fugisse
Com o rabinho entre as pernas?...)


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

dia mundial da poesia #3

(Freddie, eu chamava-te Baby, porque tu eras louro, branco e eu amava-te,
Quantas imperatrizes por reinar e princesas destronadas tu foste para mim!
Mary, com quem eu lia Burns em dias tristes como sentir-se viver,
Mary, mal tu sabes quantos casais honestos, quantas famílias felizes,
Viveram em ti os meus olhos e o meu braço cingindo a a minha inconsciência incerta,
A sua vida pacata, as suas casas suburbanas com jardim, os seus half-holidays inesperados...
Mary, eu sou infeliz...
Freddie, eu sou infeliz...
Oh, vós todos, todos vós, casuais, demorados,
Quantas vezes tereis pensado em pensar em mim, sem que o fizésseis,
Ah, quão pouco eu fui no que sois, quão pouco, quão pouco -
Sim, e o que tenho eu sido, ó meu subjectivo universo,
Ó meu sol, meu luar, minhas estrelas, meu momento,
Ó parte externa de mim perdida em labirintos de Deus!)


ÁLVARO DE CAMPOS, In. Poesia

dia mundial da poesia #2

poema

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura


MÁRIO CESARINY, In. Pena Capital (Assírio & Alvim, 3.ª edição, aumentada)

dia mundial da poesia

em cada rosto me perco
em cada rosto me detenho
e me encontro
em cada olhar me procuro
em cada olhar me vejo
e me encontro
em cada sonho me desejo
em cada sonho me revejo
e te encontro

empréstimos

Porque é que há spammers que insistem em enviar-me e-mails a dizer que o meu empréstimo foi aprovado, ainda para mais de milhões de dólares, se eu nem tenho bens nem fiadores para um empréstimo de algumas centenas? E aqueles que insistem em arranjar-me beautiful girls and/or boys?! Será que o empréstimo é para financiar a ida às prostitutas/gigolôs?

terça-feira, 20 de março de 2007

Mapa

Tom Joad, MDA, Tomás Judeu, Jackson Cage, não resisti a citar-te: "Sinto que me estou a perder e que insisto em consultar um mapa virado de pernas para o ar."

Banda Filarmónica de Pinhel

A Banda Filarmónica de Pinhel criou um blog. A medalha que a Câmara Municipal de Pinhel me ofereceu tem, no reverso, o símbolo desta banda, como comemoração dos seus 20 anos (foi fundada em 1986).

rascunho encontrado num caderno abandonado #26

13 de Março de 1995 Banalidade, vulgaridade: duas horas de trabalho. Metáforas, alegorias: alergias. Densidade, profundidade... Esta cidade é pequena demais: com os vícios de uma aldeia, e as manias de uma metrópole. 09 de Julho de 1997 (...) A única solução é desparecer - deixar tudo para trás. Mas é uma solução demasiado arrojada para uma pessoa presa ao chão pelas raízes do desespero...
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segunda-feira, 19 de março de 2007

rascunho encontrado num caderno abandonado #25

- Passas-me a jarra de água? - A palavra mágica? - Abracadabra? Abre-te Sésamo? Espera!, passou agora mesmo aqui! Saiu por aquela janela que está fechada! - Andas a ler demasiados livros de Boris Vian...
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rascunho encontrado num caderno abandonado #24

Vou escrevendo - como se vazasse para estas linhas tortas, deste caderno sujo, os meus pensamentos - como se esvaziasse a mente - mas não escrevo nada do que penso: o que escrevo são migalhas de pensamento - pedaços daquilo que não posso, ou não consigo, dizer... Os pés fervem-me, dentro de um par de meias e outro de sapatilhas - suspiram por um par de sandálias... No horizonte, preguiçosamente subindo a montanha, a estrada que vai para a província, e depois para Espanha... Na minha alma, teimosamente, a mesma dor, a dor de sempre... Em dez anos perdi - mais que dez quilos, a vida - nunca mais dormi, perdi o apetite, a vontade de viver; os sonhos e os desejos são despojos que se acumulam na minha alma-lixeira...
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correio da Associação Cívica República e Laicidade

Na Associação Cívica República e Laicidade sempre tivemos uma posição de grande reserva perante a Lei da Liberdade Religiosa, uma lei que tem uma matriz marcadamente comunitarista -- assumidamente discriminatória, portanto --, uma Lei que se não aplica aos católicos, já que eles se regem por uma Lei própria (a Concordata) no trato com o Estado. Por razões semelhantes, sempre tivemos idêntica posição de reserva face à concepção, composição e conteúdos funcionais da Comissão de Liberdade Religiosa que nela se originou. No seguimento do 2º colóquio organizado por aquela comissão -- tema: "a Religião fora dos Tempos" -- começam a tornar-se visíveis os primeiros efeitos negativos da sua actividade. Veja-se aqui o que, no seguimento daquela reunião, se pretende implementar no ensino, visando adaptar os programas curriculres escolares com carácter universal e obrigatório às conveniências das grandes confissões religiosas! Sejamos muito claros: para além das aulas facultativas de Educação e Moral Religiosa (Católica, Evangélica, Baha'i, etc.) que já têm lugar no quadro do nosso sistema escolar público, o ensino do «facto religioso» -- tal como vai sendo moda designarem-se algumas das expressões históricas, culturais e sociais das religiões -- com carácter curricular universal e obrigatório também já está actualmente presente no nosso sistema de ensino público, natural e normalmente enquadrado nos programas de algumas das matérias curriculares que aí são leccionadas (História, Filosofia, Literatura, Artes, etc.); aquilo que, na verdade, não existe na nossa Escola Pública com idêntico carácter curricular universal e obrigatório -- e que é correcto que aí não exista -- é o ensino confessional do facto religioso. Em nosso entender, aliás, esse ensino confessional, devidamente salvaguardado pelo direito ao livre exercício da absoluta liberdade religiosa de que hoje podemos gozar em Portugal, só deveria ter lugar nas catequeses das respectivas confissões religiosas e não no âmbito da Escola Pública. Uma situação idêntica à do ensino do «facto religioso» ocorre com o ensino do «facto político», ensino esse que também não pode ser assumido como um ensino partidário das teorias políticas. Efectivamente, como é certamente muito fácil de se entender, um sistema que contemplasse o ensino do comunismo feito à medida dos comunistas, o ensino do fascismo feito à medida dos fascistas, o ensino do corporativismo feito feito à medida dos corporativistas, o ensino do liberalismo feito à medida dos liberais, o ensino do socialismo feito à medida dos socialistas, etc. -- tal como agora se pretende instituir no que respeita ao «facto religioso» -- constituiria aos olhos de qualquer cidadão normal uma evidente aberração pedagógica. É desse mesmo modo que entendemos como muito negativa qualquer intervenção de «agentes religiosos» -- leia-se: uma intervenção clerical -- em disciplinas como a História, a Filosofia ou a Literatura, por exemplo, já que conceder nessa intervenção implicaria uma gravíssima cedência ao nível do rigor e objectividade dos discursos que elas visam produzir e, decorrentemente, uma irremediável distorção no conhecimento que elas visam construir e transmitir: como seria possível, por exemplo, falar objectivamente das cruzadas contra o Islão sem ferir o Islão e o Cristianismo? como seria possível falar de modo isento da Inquisição sem ferir o Catolicismo? como seria possível falar rigorosamente de agnosticismo ou de ateísmo sem ferir todas as religiões? Saudações republicanas e laicas

domingo, 18 de março de 2007

spread your wings

Sammy was low Just watching the show Over and over again Knew it was time He'd made up his mind To leave his dead life behind His boss said to him "Boy you'd better begin, To get those crazy notions right out of your head Sammy who do you think that you are? You should've been sweeping up the Emerald Bar" Spread your wings and fly away Fly away, far away Spread your little wings and fly away Fly away, far away Pull yourself together 'Cos you know you should do better That's because you're a free man He spends his evenings alone in his hotel room Keeping his thoughts to himself, he'd be leaving soon Wishing he was miles and miles away Nothing in this world, nothing would make him stay Since he was small Had no luck at all Nothing came easy to him Now it was time He'd made uo his mind "This could be my last chance" His boss said to him, "Now listen boy! You're always dreaming You've got no real ambition, you won't get very far Sammy boy, don't you know who you are? Why can't you be happy at the Emerald Bar?" So honey, Spread your wings and fly away Fly away, far away Spread your little wings and fly away Fly away, far away Pull yourself together 'Cos you know you should do better That's because you're a free man Written by John Deacon, bass guitar of QUEEN. Track number 5, from News of the World.

o meu perfil psicológico INTP

Seu modo principal de viver é focado internamente, lidando com eventos de maneira racional e lógica. Seu modo secundário é exteriorizado, através do qual você absorve fatos primariamente através de sua intuição.

Você vive num mundo de possibilidades teóricas. Você vê tudo em termos de como essas coisas podem ser melhoradas, ou em como podem ser transformadas. Você passa a maior parte do seu tempo dentro de sua própria mente, fazendo uso da sua grande capacidade de analisar problemas complexos e de identificar padrões que se repetem, criando explicações lógicas para eles. Você busca a clareza em tudo, e é voltado para a construção de conhecimento. Você é o típico “professor lunático”, que valoriza muito a inteligência e a habilidade de aplicar lógica a teorias para encontrar soluções para os mais diversos problemas. Você é tipicamente tão voltado para transformar problemas em explicações lógicas que passa muito tempo vivendo dentro de sua mente e pode não colocar muita importância no mundo exterior. Sua inclinação natural a transformar teorias em compreensão concreta pode se tornar um sentimento de responsabilidade pessoal de resolver problemas teóricos e de ajudar a sociedade a se mover em direção a um nível mais elevado de conhecimento e de auto-compreensão.

Você valoriza o conhecimento acima de tudo. Sua mente está constantemente trabalhando direcionada a gerar novas teorias ou a comprovar ou a derrubar teorias existentes. Você aborda problemas e teorias ao mesmo tempo com entusiasmo e ceticismo, ignorando as regras e opiniões existentes, e definindo sua própria abordagem para a solução. Você busca por padrões e por explicações lógicas para quaisquer coisas que te interesse. Em termos gerais, você é uma pessoa um tanto genial e capaz de ser objetivamente crítico em suas análises. Você adora novas idéias, e fica muito empolgado com conceitos e com teorias abstratas, obtendo muito prazer em discutir esses conceitos com outras pessoas. Você pode parecer “com a cabeça nas nuvens”, alienado e distante dos outros, pois gasta muito de seu tempo dentro de sua mente, pensando sobre teorias de como as coisas funcionam. Você odeia trabalhos rotineiros e prefere muito mais construir soluções teóricas complexas, deixando a parte de implementação dos sistemas para outras pessoas conduzirem. Você é intensamente interessado em teorias, e gasta, sem problema algum, muito tempo e energia para encontrar a solução para um problema que tenha intrigado seu intelecto.

Você não gosta de liderar nem de controlar as pessoas; é muito tolerante e flexível na maioria das situações, a não ser que uma de suas fortes crenças seja violada ou desafiada, em cujo caso você adotará uma postura bastante rígida. Você tende a ser bastante tímido quando conhece novas pessoas, mas por outro lado, é muito autoconfiante e gregário quando junto a pessoas que você conhece bem, ou quando discute teorias que você compreende em total plenitude.

Você não compreende nem valoriza decisões tomadas com base em subjetividades pessoais e sentimentais. Você luta constantemente para chegar a conclusões lógicas para problemas e não entende a importância ou a relevância da aplicação de considerações subjetivas e emocionais às decisões. Por essa razão você nem sempre percebe o que as outras pessoas estão sentindo, e nem está naturalmente equipado para atender às necessidades emocionais delas.

Você pode ter um problema com auto-engrandecimento e com rebeldia social que pode vir a interferir no seu potencial criativo. Sendo que o seu Sentimento é a função menos desenvolvida, você pode ter dificuldade em dar o carinho e o apoio que é sempre necessário nas relações íntimas. Assim, se você não perceber o valor em ser cuidadoso com os sentimentos das pessoas, você pode se tornar excessivamente crítico e sarcástico para com elas. Se você não for capaz de encontrar um espaço nesse mundo onde você possa fazer uso de suas fortes habilidades, você pode acabar se tornando uma pessoa extremamente pessimista e cínica. Se você também não desenvolver seu lado Sensorial/concreto o suficiente, você se encontrará “desligado” demais do seu ambiente, e demonstrará essas fraquezas na execução de tarefas do dia-a-dia, como pagar as contas ou se vestir apropriadamente.

Para você é extremamente importante que as idéias e que os fatos sejam expressos de uma maneira correta, clara e consistente. Talvez isso seja porque você prefere se expressar através do que você acredita ser verdades absolutas. Às vezes sua compreensão já completa de uma idéia não é facilmente compreendida pelos outros, e não é normal que você tente reorganizar melhor o que você falou para explicá-la de uma maneira que os outros compreendam. Você pode também ter uma tendência a abandonar um projeto assim que você entenda seu funcionamento, pulando para a próxima idéia. É essencial que você dê importância a explicar as teorias que você desenvolve através de maneiras compreensíveis. Afinal, uma descoberta sensacional de nada significa se você é a única pessoa que a compreende.

Você é uma pessoa bastante independente, original, e nada convencional. Não é provável que você coloque muito valor em valores convencionais como os de querer ser bem aceito por todos ou por querer segurança em todos os aspectos da sua vida. Você possui um caráter complexo, e tem uma tendência a ser inquieto e temperamental. Fortemente engenhoso, possui padrões de pensamento que o permitem analisar idéias de através de novas maneiras. Conseqüentemente, diversas mudanças relacionadas ao pensamento científico mundial foram feitas por pessoas como você.

Você se encontra no seu meio ideal quando pode trabalhar com suas teorias de maneira independente, num ambiente que ofereça apoio ao seu gênio criativo e até mesmo excêntrico. Se esse for o caso, você poderá alcançar feitos memoráveis. Pessoas como você são pioneiras, contribuindo com novos pensamentos e idéias para a nossa sociedade.

Quem quiser pode fazer o teste seguindo este link: http://www.gnubis.com.br/cgi-local/teste.pl

os adolescentes

Os adolescentes são.
Os homens e as mulheres «devem ser».
Aqui reside a grande diferença.
Um adolescente está isento de todas as formas de afectação, é livre de todos os compromissos, pois a condição é efémera, exclusiva. Ele sabe que tem direito a tudo (embora tudo lhe seja recusado), e por isso ainda goza da possibilidade de tudo odiar. Os adolescentes não têm morada. Não amam; só conhecem a fúria e só sabem cantar. Um adolescente pode dar-se ao luxo de virar as costas à morte ou ao crepúsculo (termos provavelmente equivalentes). Impossível refreá-los, pois são belos e únicos. Um homem é a soma de velhos e novos vícios; nem ele próprio os consegue qualificar. Um homem é o trapo com o qual outro limpa o cu depois de evacuar os resíduos dos familiares mais próximos - os mais nutritivos. Um homem é o pesadelo de um sonho atribulado - ou, se quisermos defini-lo com estilo, é o cu que se serve do trapo ou a imagem grotesca que provoca esse pesadelo. Os adolescentes são livres porque nunca lhes interessou a liberdade; são felizes porque acham ridícula a própria palavra. São encantadores porque, quando se levantam, não correm a mirar-se ao espelho. Começam a irradiar com a aurora as suas estúrdias peculiares, sabendo nada mais existir à sua frente (...) E o gesto aristocrático de apalpar os testículos, o seu único e mais necessário tesouro.
REINALDO ARENAS, In. O Engenho

a crueldade da vida

"Sou licenciado em Psicologia, o que, nos tempos que correm, é menos que a 4.ª classe"

sábado, 17 de março de 2007

sexta-feira, 16 de março de 2007

Escrevo à tua memoria, amor, sem teres morrido - Poema de Fernando Pessoa

Escrevo à tua memoria, amor, sem teres morrido,
e à memória desse amor, em nós, nunca sabido
éramos rapazes, tu era mais novo e eu maior
tivéssemos sabido amar e ternos íamos amado
tivéssemos descoberto o caminho do amor e teríamos achado os seus prazeres
mas, jovens então, era de irmão nosso amor
contudo, se te encontrasse hoje, talvez tudo fosse igual
tenho vergonha, agora, de ser o que não sabia outrora
talvez fosse melhor, tal como foi, pois a chama virginal do amor
não levou os nossos sentidos ao fogo pleno e pior
lembro-te muito e a alma suspira tristemente em mim
recordas-me também algumas vezes? E sentes algo assim?
Hoje sei que teria sido melhor termo-nos amado
Hoje sei isso, mas não quero pensar demasiado
eras atraente e belo, eu não, apenas amava
crava-se mais em mim, a marca desta doença antiga
Que só os gregos, porque eram belos, tornaram bela.

FERNANDO PESSOA (poema inédito, publicado no Ípsilon de hoje, traduzido do inglês por Luísa Freire)

quinta-feira, 15 de março de 2007

sua ao desconcerto do mundo

sua ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

LUIZ VAZ DE CAMÕES

prémio Camões

confesso (que) algures (a meio) parei culpa minha? -que (confesso) não tive nesse momento (lugar) preserverança para continuar prémio Camões (para) António -Lobo Antunes

harry potter e draco malfoy

harry potter nu, na peça equus

quarta-feira, 14 de março de 2007

Quando vejo que meu destino ordena

Quando vejo que meu destino ordena
Que, por me exprimentar, de vós me aparte,
Deixando de meu bem tão grande parte,
Que a mesma culpa fica grave pena;

O duro desfavor, que me condena,
Quando por a memoria se reparte,
Endurece os sentidos de tal arte
Que a dor da ausencia fica mais pequena.

Mas como póde ser que na mudança
D'aquillo que mais quero, estê tão fóra
De me não apartar tambem da vida?

Eu refrearei tão aspera esquivança:
Porque mais sentirei partir, Senhora,
Sem sentir muito a pena da partida.


LUIZ VAZ DE CAMÕES, In. Sonetos

Núcleo dos Onanistas Anónimos

Nas minhas deambulações pelo hi5 descobri este fantástico grupo, que só pelo nome merece esta referência. Para todos aqueles que nunca tiveram a coragem de assumir publicamente as suas tendencias onanistas e que frequentaram intensivamente as reunioes do Núcleo dos Onanistas Anónimos meses a fio...

o último desejo de JC

JAM MONTOYA, El último deseo.
via Diário Remendado.
JAM MONTOYA, Nuestra Señora de Lourdes.

capitalismo

terça-feira, 13 de março de 2007

cuidado, este post é fracturante

Se, eventualmente, algum leitor fracturar algum braço, perna, cabeça, ou qualquer outro osso, deve apresentar a conta aos exmos. srs. Aníbal Cavaco Silva, ou José Sócrates (ou qualquer deputado do CDS-PP, PS ou PSD), pois são eles os culpados da existência destes assuntos que provocam fracturas, porquanto se recusam a curar as fracturas existentes na sociedade portuguesa, colocando os seus pessoais devaneios morais à frente da liberdade dos cidadãos.
via RAIM's Blog.

Intriga em Família

quem não tem mais que fazer...

... passa a noite a visitar todos os profiles do hi5 associados ao grupo "Pinhel"... Como podem constatar pela imagem, são apenas 894...

segunda-feira, 12 de março de 2007

Porque é que o conceito (imagem, ideia) que temos de alguém muda completamente quando descobrimos que o seu nome é diferente daquele que sempre lhe atribuímos? (Ou a influência que o nome inflinge à coisa ou o porquê de a forma mais simples de caracterizar uma personagem ser o seu nome)...

história breve da religião

Cartoon A Brief History of Religion História Breve da Religião

Uma Grande Razão

(...) concedemos que aquilo a que se chama correntemente amor, nomeadamente o desejo de satisfazer um apetite voraz com uma certa quantidade de carne humana, delicada e branca, não é de modo algum a paixão por que me bato. Isso será mais propriamente apetite; e como nenhum glutão reluta em aplicar a palavra amor ao seu apetite e em dizer que adora este ou aquele prato, assim também o amante desta espécie pode, com igual propriedade, dizer que lhe apetece esta ou aquela mulher.

HENRY FIELDING, In. Tom Jones (1749)

domingo, 11 de março de 2007

rascunho encontrado num caderno abandonado #22

Não sei porque deixaste de vir aqui... Isto é, claro que sei que é por minha causa. O que quero dizer, é que não compreendo porque é que foges de mim... Não compreendo, porque sei que foges de mim, mas desejas-me... Eu claro, também te quero... Quero-te mais que tudo. Mas nada posso fazer. Atrás de ti não vou... És livre, e contra isso eu jamais faria alguma coisa. Não sei se é por medo, se é por vergonha, ou cobardia. Não sei, sequer, se é de mim que foges, se do teu desejo... Tudo o que me resta é esperar que voltes aqui...
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sábado, 10 de março de 2007

101 livros - O Matricídio

O Matricídio - Géza Csáth Géza Csáth) é hoje em dia considerado um dos maiores e mais marcantes escritores húngaros do século XX. A sua vida foi curta e vertiginosa, como o são os seus contos; influenciados pelas ideias de Freud, explorou os sonhos (como meio de projecção dos medos, dos desejos, do inconsciente), os pequenos pormenores do dia-a-dia, para alcançar os lugares mais profundos e recônditos da alma humana. Formado em medicina, dois acontecimentos iriam alterar o rumo da sua vida, num curto espaço de anos: foi destacado para a I Grande Guerra (ou Guerra Mundial), onde serviu como médico de campanha nas trincheiras; e, depois de regressado a casa, matou a mulher durante uma grave crise (provavelmente aquilo a que hoje se designa síndrome de stress pós-traumático), e acabaria por se suicidar. No entanto, já publicara, em 1908, o seu primeiro volume de contos, que obteve êxito emediato junto da crítica, e algum prestígio junto do público. Actualmente, os seus textos são leitura obrigatória nas escolas da Hungria (coisa que, como sabemos, pode destruir a beleza de muitas obras). - Numa das minhas noites más, inquietas e amarguradas - Lukács começou a falar bastante devagar - fugi de casa. Entrei em vários cafés e a chuva obrigou-me a ir a uma casa de meninas. Elas estavam com sono e cheiravam a fumo. Lá dentro, deitei-me num sofá de veludo, fechei os olhos e senti que aquela virgem inconquistável e enganadora, que nunca consegui apanhar - o Sonho - punha a minha cabeça no seu seio. As meninas pareciam saber que, nesse momento, eu não precisava de outra coisa, que não fosse o abraço apaixonado «dele», e nem olharam para mim. Depois, chegou o raio cinzento prateado da madrugada e entrou no quarto demasiado quente, embriagado por perfumes pesados. Os candeeiros, cansados, apenas bruxeleavam. No canto oposto do quarto um homem meio-bêbado confessava-se à Mici, a rapariga alta, com cabelos pretos e com cara inteligente. (In, Conto de Madrugada). Esta obra está publicada na editora Cavalo de Ferro.

sexta-feira, 9 de março de 2007

o meu grande português #8

Na madrugada de hoje para amanhã, às 00:30, na RTP 2: a repetição do decumentário sobre Fernando Pessoa, apresentado (defendido -?) por Clara Ferreira Alves.

Correio da Associação Cívica República e Laicidade:

Enquanto o «clericalismo», sem qualquer respeito pela Lei da República, persiste em se mostrar ao mais alto nível das nossas instâncias republicanas, [ ver exemplo aqui: http://www.laicidade.org/2007/03/07/o-trono-e-o-altar-na-rtp-clericalismo-republicano/ ] paulatinamente, o «laicismo» vai-se estabelecendo nesta nossa sociedade portuguesa a caminho do futuro -- uma sociedade onde, por exemplo, metade dos casamentos já não quer ser sacramento e onde quase um terço dos nascimentos é assumido fora do casamento, em uniões de facto... [ ver exemplo aqui: http://www.laicidade.org/2007/03/08/entretanto-uma-«normalidade-laica»-vai-se-aos-poucos-instalando/ ] Quando é que os nossos políticos de Lisboa (a nossa política ainda é Lisboa...!) -- bem como os nossos clérigos -- vão compreender que o velho e salazarento Portugal, o Portugal de matriz atávica, medieval, fechada e paroquial, está mesmo em vias de acabar ?
Saudações Republicanas e Laicas

quinta-feira, 8 de março de 2007

dos 192 paises membros da ONU...

... de quantos te consegues lembrar em 10 minutos? Eu consegui dar 60 respostas correctas (atenção que os nomes são em inglês). O teste encontra-se aqui.

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Woman - John Lennon Woman I can hardly express, My mixed emotion at my thoughtlessness, After all I'm forever in your debt, And woman I will try express, My inner feelings and thankfullness, For showing me the meaning of succsess, oooh well, well, oooh well, well, Woman I know you understand The little child inside the man, Please remember my life is in your hands, And woman hold me close to your heart, However, distant don't keep us apart, After all it is written in the stars, oooh well, well, oooh well, well, Woman please let me explain, I never mean(t) to cause you sorrow or pain, So let me tell you again and again and again, I love you (yeah, yeah) now and forever, I love you (yeah, yeah) now and forever, I love you (yeah, yeah) now and forever, I love you (yeah, yeah)...

terça-feira, 6 de março de 2007

site recomendado

Recebi este e-mail, que passo a citar (em itálico): Estimados Amigos, Imaginem um lugar onde se pudessem ler, gratuitamente, as obras de Machado de Assis, ou A Divina Comédia, ou ter acesso a contos infantis de todos os tempos. Um lugar que vos mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci, ou onde se pudessem escutar músicas em MP3 de alta qualidade. Esse lugar existe!!!!O Ministério da Educação do Brasil, disponibiliza tudo isso; basta aceder ao site: http://www.dominiopublico.gov.br Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em via de perder tudo isso, pois vão desactivar o projecto porf alta de uso, já que o volume de acesso é muito reduzido. Vamos tentar impedir esta desgraça, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem esta fantástica ferramenta de disseminação da Cultura e do gosto pela leitura. Divulguem este mail pelo máximo de pessoas, por favor. Habitualmente sou avesso a este tipo de e-mails, reenviados sabe-se lá de onde, e para que fins. No entanto, movido pela curiosidade, foi até ao site referido. E tenho estado a fazer download de .pdf à horas. Recomendo uma visita.

segunda-feira, 5 de março de 2007

post a não perder no Random Precision.

rascunho encontrado num caderno abandonado #21

Mas isto tudo é só querer querer querer mais nada... nada nada nada nada! nada nada nada nada nada nada! Apenas suaves e dolorosas... absurdas absurdas absurdas absurdas! ...desilusões!!! desilusões!!! ...desilusões!!!
#1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10, #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20,

o meu grande português #7


(...) Vai Ricardo Reis aos jornais, vai aonde sempre terá de ir quem das coisas do mundo passado quiser saber, aqui no Bairro Alto onde o mundo passou, aqui onde deixou rasto do seu pé, pegadas, ramos partidos, folhas pisadas, letras, notícias, é o que do mundo resta, o outro resto é a parte de invenção necessária para que do dito mundo possa também ficar um rosto, um olhar, um sorriso, uma agonia, Causou dolorosa impressão nos círculos intelectuais a morte inesperada de Fernando Pessoa, o poeta do Orfeu, espírito admirável que cultivava não só a poesia em moldes originais, mas também a crítica inteligente, morreu anteontem em silêncio, como sempre viveu, mas como as letras em Portugal não sustentam ninguém, Fernando Pessoa empregou-se num escritório comercial, e, linhas adiante, junto do jazigo deixaram os seus amigos flores de saudade. Não diz mais este jornal, outro diz doutra maneira o mesmo, Fernando Pessoa, o poeta extraordinário da Mensagem, poema de exaltação nacionalista, dos mais belos que se têm escrito, foi ontem a enterrar, surpreendeu-o a morte num leito cristão do Hospital de S. Luís, no sábado à noite, na poesia não era só ele, Fernando Pessoa, ele era também Álvaro de Campos, e Alberto Caeiro, e Ricardo Reis, pronto, já cá faltava o erro, a desatenção, o escrever por ouvir dizer, quando muito bem sabemos, nós, que Ricardo Reis é sim este homem que está lendo o jornal com os próprios olhos abertos e vivos, médico, de quarenta e oito anos de idade, mais um que a idade de Fernando Pessoa quando lhe fecharam os olhos, esses sim, mortos, (...)

JOSÉ SARAMAGO, In O Ano da Morte de Ricardo Reis. José Saramago nasceu em 1922, em Azinhaga, a 16 de Novembro (embora só tenha sido registado dois dias depois, a 18). Romancista (O Memorial do Convento, Ensaio Sobre a Cegueira, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, etc), poeta (Os Poemas Possíveis), dramaturgo (Que Farei com este Livro?), tradutor (Ana Karenine, de Leo Tolstoi, por exemplo), cronista (A Bagagem do Viajante; crónicas escritas no diário A Capital e no semanário Jornal do Fundão),... A obra, original, diversificada, de uma lucidez acutilante, valeu-lhe, em 1998, o Prémio Nobel da Literatura.

domingo, 4 de março de 2007

o meu grande português #6


Do vale à montanha
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.

Do vale à montanha
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.

Do vale à montanha
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.

Do vale à montanha
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.

Do vale à montanha
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim. (24-10-1932)

FERNANDO PESSOA, In. Poesia

Poema cantado por MARIZA.

rascunho encontrado num caderno abandonado #20

Estou melhor assim, só; ou melhor, estou pior. Mas estou pior de qualquer maneira. Se estivesse com ela estaria mal na mesma. (...) Sei-o demasiadamente: é impossível. Impossível desde o âmago das nossas almas disconexas. (...) E saber-te distante, como a distância de uma palavra. Como este cigarro que acendo e logo apago. Tudo como sempre, afinal. Algum tempo no café, jantar marcado para as 20h, atraso-me. Tudo como sempre, portanto.
#1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10, #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19,

sábado, 3 de março de 2007

o meu grande português #5





A Grande Sombra
(A Fernando Pessoa)

- O Mistério... Oh! Desde a infância esta obsessão me perturba - o seu encanto me esvai... No grande quarto onde eu dormia receava longas horas antes de adormecer, no ondular da luz indecisa da lamparina de azeite que deixavam sobre o toucador. Temia que as sombras de súbito transviassem, animando-se - e monstros, monstros de bruma, corressem sobre mim aos esgares, arrepanhando-me... Horas longes, porém, de medo infantil - só vos posso recordar em saudade. É que então, se sofria, a minha febre era já a cores - voluptuosidade arraiada também. E assim, quantas horas até, durante o dia, lasso dos brinquedos sempre iguais, eu ansiava a noite, sinuosamente, para latejar a ela os meus receios prateados...

MÁRIO de SÁ-CARNEIRO, In. Céu em Fogo

Mário de Sá-Carneiro (1890-1916), poeta e romancista português, teve uma existência curta e atormentada, nasceu a 19 de Maio de 1890, em Lisboa, e suicidou-se a 26 de Abril de 1916, em Paris, tomando cinco frascos de arseniato de estricnina. Na sua curta vida teve, porém, tempo para deixar uma obra magnífica, escrevendo a peça teatral Amizade (em 1912, em colaboração com Tomás Cabreira Júnior), dois volumes de poesia (Dispersão, 1914 e Indícios de Oiro, 1916), dois volumes de Contos (Princípio, 1912, e Céu em Fogo, 1915), e a sua obra mais conhecida, a novela A Confissão de Lúcio (1914). Colaborou ainda na revista Orpheu, que financiou, com o dinheiro do pai. Dizem os biógrafos que terá sido o melhor amigo de Fernando Pessoa, com quem trocou uma imensa correspondência, nos períodos em que se "ausentou" em Paris. Apenas existem as cartas enviadas por Sá-Carneiro a Pessoa. As que Pessoa lhe enviou, à excepção de duas ou três, perderam-se aquando do suicídio de Sá-Carneiro.

P.S. As datas que constam neste post foram escritas de memória, podendo não estar correctas.

A Declaração de Bruxelas

«Nós, o povo da Europa, aqui afirmamos os nossos valores comuns. Não se baseiam numa só cultura ou tradição, mas assentam em todas as culturas que conformam a Europa moderna. Afirmamos o valor, a dignidade e autonomia de cada indivíduo e o direito de todos à maior liberdade possível compatível com os direitos dos outros. Defendemos a democracia e os direitos humanos e procuramos o maior desenvolvimento possível de cada ser humano. Reconhecemos o nosso dever de cuidar de toda a Humanidade incluindo as gerações vindouras e a nossa responsabilidade e dependência da Natureza. Afirmamos a igualdade de homens e mulheres. Todas as pessoas devem ser tratadas de igual forma perante a lei, independentemente de raça, origem, crença religiosa, idioma, género, orientação sexual ou capacidades. Afirmamos o direito de todos a adoptarem e seguirem uma crença ou religião da sua escolha. Mas as crenças de qualquer grupo não podem ser utilizadas para limitar os direitos dos outros. Defendemos que o Estado deve permanecer neutro em questões de religião e crença, sem favorecer nem prejudicar ninguém. Defendemos que a liberdade pessoal deve ser combinada com a responsabilidade social. Procuramos criar uma sociedade justa baseada na razão e na compaixão, na qual cada cidadão possa desempenhar plenamente o seu papel. Defendemos tanto a tolerância quanto a liberdade de expressão. Afirmamos o direito de todos a uma educação aberta e completa. Rejeitamos a intimidação, a violência e a incitação à violência na resolução de disputas e defendemos que os conflitos devem ser resolvidos através da negociação e por meios legais. Defendemos a liberdade de investigação em todas as esferas da vida humana e a aplicação da ciência ao serviço do bem-estar humano. Procuramos usar a ciência de forma criativa, não destrutiva. Defendemos a liberdade de criação artística, valorizamos a criatividade e a imaginação e reconhecemos o poder transformador da arte. Afirmamos a importância da literatura, da música e das artes visuais e do espectáculo para o desenvolvimento e realização do ser humano. 25 de Março de 2007, no 50º aniversário do Tratado de Roma e da fundação da União Europeia» Convido-vos a assinar esta declaração.

Declaração de Bruxelas

Correio da Associação Cívica República e Laicidade: Associação Cívica República e Laicidade está presentemente a subscrever a DECLARAÇÃO DE BRUXELAS, um documento que, decorrendo da iniciativa conjunta das associações International Humanist and Ethical Union (IHEU), European Humanist Federation / Fédération Humaniste Européenne (EHF-FHE) e Catholics for a Free Choice, já motivou a adesão de muitas outras agremiações cívicas europeias, bem como de inúmeros cidadãos a título individual. Trata-se de um texto que, redigido em termos muito abrangentes, visa congregar esforços dos cidadãos europeus no sentido da afirmação e da defesa dos valores seculares/laicos da Europa, designadamente no âmbito de uma (previsívelmente) próxima iniciativa de retoma do projecto de dotar a União Europeia com uma Constituição Política. É nesse quadro que, para além de lhe vir solicitar a subscrição, a título individual, da DECLARAÇÃO DE BRUXELAS, aqui lhe peço também que providencie a sua divulgação, tão alargada quanto possível, junto de todos aqueles que, entre as pessoas das suas relações, partilham dos valores humanistas, claramente emancipadores dos indívíduos e das sociedades, que aquele texto claramente sustenta. Pode aceder ao documento (em português) aqui: https://www.iheu.org/v4e/html/portuguese.html ou aqui, no sítio da R&L (onde também pode encontrar a Carta Europeia da Laicidade): http://www.laicidade.org/acerca/convenios-internacionais/ Saudações republicanas e laicas
Post-Scriptum: O conteúdo deste post, que subscrevo, foi-me enviado para o e-mail pela Associação Cívica República e Laicidade, e pode ser lido também no site da referida Associação.

sexta-feira, 2 de março de 2007

será?

É apenas uma pergunta...
P.S. Um novo link: Caderno I.

Bento

Aos 58 anos de idade faleceu o grande guarda-redes Bento. Provavelmente o melhor guarda-redes Português de sempre. De certeza, o melhor guarda-redes que o Benfica já teve. Aqui fica a minha homenagem. Até Sempre!