domingo, 23 de dezembro de 2007

a um secreto leitor*

Há alguns meses atrás, um/a secreto/a leitor/a nihilsibi - o profile não está disponível; portanto não sei se tem blog ou não; não tenho a ínfima ideia acerca de quem possa ser; o mais provável é que não nos conheçamos de lugar algum - deixou-me o poema que vou agora aqui publicar, de Miguel Torga - nos comentários deste post. Hoje fui dar com o poema; não fui o único que hoje foi dar com o poema. Há sempre a outra face da moeda. Quem é a outra face da moeda, isso pretendo eu saber, mas a pessoa não se confessa. É um/a secreto/a leitor/a.... O poema intitula-se "a um secreto leitor" e foi escrito em 1951.
No silêncio da noite é que eu te falo, Como através de um ralo De confissão Auscultadores pessoais e atentos, Os teus ouvidos são Ermos abertos para os meus tormentos. Sem saber o teu nome e sem te ver — Juiz que ninguém pode corromper —, Murmuro-te os meus versos, os pecados, Penitente e seguro De que serás um búzio do futuro, Se os poemas me forem perdoados.

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