quinta-feira, 4 de outubro de 2007

o agasalho dos amantes #2

2.

Havia o cheiro da terra molhada
O alegre canto dos pássaros
E a luz filtrada pelos vidros baços.
Na velha casa, sem fechaduras,
Entrava o sol e o frio, o calor e a chuva
E os tristes murmúrios de quem passava.
As noites eram longas e escuras
Mas tinha-te ali. Fraco
Era o nosso alimento. Mas o maior
Tormento era pensar
Que todas as utopias vão,
Por fim, terminar.

9 comentários:

  1. …Quebrava-se de seguida a fraqueza
    Quando o seu forte abraço
    Lhe segredava do amor a leveza
    De ter a ilusória utopia terminado
    E tudo o que por causa dela fora baço
    Podia, enfim, a cada fio de sol ser realidade.
    …E na casa o calor tinha voltado,
    E os perfis das almas
    Voltaram a ser nítidos e amantes
    Como estrelas cintilantes
    Em noites calmas.

    Palavras... quase palavras que se poderiam seguir ao teu poema.

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  2. Olá nihilsibi,

    Obrigado pelas palavras partilhadas neste no teu comentário!

    Só uma perguntinha: qual é o teu blog (se é que tens, claro); pois o teu perfil não está acessível...

    Abraço.

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  3. Agradável e comungável, o teu poema, André!

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  4. Teu, pelo menos por o teres postado.

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  5. Caro André
    renovo o meu comentário anterior, ainda mais forte.
    Bom fim de semana.
    Abraço.

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  6. obrigado a todos pelos vossos comentários; um forte abraço.

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  7. Faz-me lembrar uma parte dos Cadernos Secretos. Fantástico! Dá para cheirar a terra molhada.

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