terça-feira, 11 de setembro de 2007

chorar*

Pela primeira vez estive em Lamego e não chorei [pronto, apenas um pouco e, somente, por dentro]. Provavelmente isto significa que nunca mais voltarei a chorar... Como tudo na vida, as lágrimas também se acabam... Dentro de mim, um enorme pedaço, deixou de existir...
*Confissão intíma

5 comentários:

  1. É certo, meu caro, as lágrimas também se acabam... Para sempre?... Tenho sérias dúvidas. Para meu governo escrevi um dia «Não creio que volte a chorar.» Anos passados revisitei o escrito e dei-me conta de como me enganara...
    Abraço! :-)

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  2. Olá RIC,

    Provavelmente nunca mais voltarei a chorar (por fora, que por dentro vou chorar até ao último instante da minha vida) por causa do objecto subjacente a esta confissão...

    Abraço.

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  3. ... Do «objecto»?! Deuses, quanta distância e indiferença...
    Um abraço! :-)

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  4. Há imagens que falam tanto e a que colocaste neste post chora em silêncio. As mãos mostram a quem passa o que fica no lugar do coração... uma aragem fina e fria, em choro...

    Apenas para saber se a causa da confissão tem origem numa ninfa?

    O pulsar do universo deixou este poema:

    "No silêncio da noite é que eu te falo
    Como através dum ralo
    De confissão.
    Auscultadores impessoais e atentos,
    Os teus ouvidos são
    Ermos abertos para os meus tormentos.
    Sem saber o teu nome e sem te ver
    -Juiz que ninguém pode corromper-,
    Murmuro-te os meus versos, os pecados,
    Penitente e seguro
    De que serás um búzio do futuro,
    Se os poemas me forem perdoados."

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