domingo, 6 de maio de 2007

rascunho encontrado num caderno abandonado #32

Perguntaram-me porque é que não amo ninguém - como se o amor fosse um kilo de arroz ou de batatas ou, enfim, de romãs, que se comprasse num supermercado. Não sei, na verdade, responder (talvez não haja resposta). Tantas vezes tenho perguntado a mim mesmo porque é que não encontro esse doce néctar - a mim sempre me soube a amargo fel. Talvez, quem como eu tenha sofrido tanto com as agruras desse pólen embriegante, não saiba fazer mais que aquilo que lhe fizeram: magoar.
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