quinta-feira, 17 de maio de 2007

Lolita*

Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: a ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu da boca abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã, um metro e trinta e dois a espichar dos soquetes; era Lo, apenas Lo. De calças práticas, era Lola. Na escola, era Dolly. Era Dolores na linha pontilhada onde assinava o nome. Mas nos meus braços era sempre Lolita. VLADIMIR NABOKOV, In. Lolita *Para mim este é o início de um romance mais belo que a Literatura alcançou. O início de Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquéz não fica nada atrás... Mas o primeiro parágrafo de Lolita é fulminante.

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