quinta-feira, 31 de maio de 2007

Ah! A angústia, a raiva vil, o desespero

Ah! A angústia, a raiva vil, o desespero De não poder confessar Num tom de grito, num último grito austero Meu coração a sangrar! Falo, e as palavras que digo são um som Sofro, e sou eu. Ah! Arrancar à música o segredo do tom Do grito seu! Ah! Fúria de a dor nem ter sorte em gritar De o grito não ter Alcance maior que o silêncio, que volta, do ar Na noite sem ser! FERNANDO PESSOA

4 comentários:

  1. Oi amigo,
    Como gostei de ler este poema logo pela manhã! Obrigada por destacares estes poemas do "nosso Fernandinho"!
    Um beijo grande

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  2. Olá Rita,

    Obrigado pelos teus comentários. Um grande beijinho.

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  3. Oi, gostei do post! Se puder me visite, http://sindromemm.blogspot.com

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