domingo, 21 de janeiro de 2007

as hipocrisias do não

Se o aborto é uma questão de consciência, como afirmam muitos dos defensores do Não, icar incluída, então porque razão querem impor uma consciência?
Se querem que, em vez da despenalização do aborto, se criem condições para que "todas as mulheres possam ter os seus filhos", em que é que a despenalização do aborto impede a criação dessas condições?
Se não querem que as mulheres sejam penalizadas, porque querem manter uma lei que as penaliza?
Talvez haja muita gente que fica a perder, milhões, com o fim das clínicas clandestinas, sem condições mínimas, e com preços máximos...
Talvez haja muita gente para quem este referendo não seja uma questão de racionalidade e lógica, mas apenas uma luta partidária...
hipocrisia, (do grego hypocrisia, forma poética de hypócrisis, desempenho de um papel no teatro, dissimulação), substantivo feminino, Impostura, fingimento; manifestação de virtudes ou sentimentos que realmente se não têm.

3 comentários:

  1. O grupo " Algés comVIDA" tem o prazer de o convidar para uma sessão
    de
    esclarecimento sobre o tema do aborto e o próximo referendo. Esta
    sessão, terá lugar no dia próximo dia 26, às 21:30h nas
    instalações do
    Sport Algés e Dafundo e terá os seguintes oradores:

    ? Dra. Maria Furtado, directora da Casa de Sto. António, que é uma
    instituição de acolhimento de mães solteiras com dificuldades e seus
    filhos.
    ? Dra. Sofia Gouveia Pereira, jurista.
    ? Dr. Vítor Neto, médico obstetra.

    Participe!

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  2. ... Como se problemas sociais de fundo se resolvessem com «ajudinhas caritativas» (que, aliás, acabam por nunca funcionar...)
    Será que é assim tão difícil aprender?...

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  3. O aborto é muito mais do que uma simples questão de consciência. Como se pode dizer que é de consciência se há mulheres a fazê-lo sem realmente o quererem? Com uma lei de liberalização até às 10 semanas ficará ainda mais desprotegida, ficando à mercê de vontades alheias que a levam a abortar para que continue num posto de trabalho, etc., etc., etc.

    Despenalizar: sim.

    Proteger um novo ser: sim.

    Queremos Vida e querê-mo-la sadiamente, com ajudas, mas as do Estado que se tem ilibido das suas verdadeiras responsabilidades.

    Quanto paga o Estado a uma mãe que tem um filho? Uma miséria de uns euritos. Prefere antes o "toma lá o dinheiro, desaparece com o puto e não chateies mais". Isto não é humano, isto não é próprio do séc. XXI.

    Foi apresentado um Projecto que visava acabar com as penalizações em tribunal. Alguém quis ouvir? Claro que não. Antes publicidade de julgamentos para termos este referendo, que permite todo e qualquer aborto, sem a mínima jusificação - isto é LIBERALIZAÇÃO. Isto é desproteger a mulher e o feto, que todos pretendem ignorar. As mulheres não ignoram os seus filhos, querem simplesmente ser ajudadas.

    Se o "sim" for aprovado, então as mulheres serão muito mais perseguidas, bem podem crer. Então, aí, é que vão ver mesmo quem é que abortou depois das 10 semanas. Eu ouvi a Edite Estrela dizer que caso o "sim" ganhasse era isto que era para fazer: aplicar a Lei. É isto que se quer???? Afinal querem mesmo perseguir as mulheres.

    A deputada Zita Seabra, pelo "não", neste referendo, apresentará, caso o "não" ganhe, uma proposta no sentido da mulher ser despenalizada, presumindo que actuou em estado de necessidade desculpante. Como antes, aliás, já tinha proposto outras alternativas à liberalização.

    Há, de facto, que combater as causas do aborto, porque ele não é, nem bom para a mulher, nem para o nascituro, nem para a Sociedade. Deixa marcas muito profundas, mesmo qd realizado em boas condições médicas.

    Espera-se, independentemente, do resultado que haja vontade política para o combater.

    Não queremos clínicas a viveram à conta daquilo que o Estado tinha a obrigação de combater e prevenir.

    AS MULHERES E AS GERAÇÕES VINDOURAS MERECEM MUITO MAIS DO QUE DESRESPONSABILIZAÇÃO.

    Alguém quer o aborto? Alguém é a favor do aborto? Só quem não saiba o que isso é... e espero que nunca venham a sabê-lo, porque é duro viver com um trauma desses...

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